terça-feira, fevereiro 14, 2006

Copa de 1954: A máquina Húngara

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Alden Calviño

Terminada a Copa de 1950, os olhos agora estavam voltados para a Suíça, novamente uma Copa do Mundo seria na Europa. Depois de 16 anos, os europeus sediariam novamente uma competição deste porte, agora com a volta da Alemanha, até então banida pela Fifa, depois da 2ª Guerra Mundial.

Como de praxe, as eliminatórias tiveram várias desistências, e dos 82 países ligados à Fifa, apenas 35 disputaram as Eliminatórias. E duas grandes potências futebolísticas não participaram: a URSS e a Argentina, que achava ter o melhor futebol da América.

Mas, o que realmente todo mundo queria saber era: existe alguma chance da Hungria não ser a campeã do mundo? Afinal estavam invictos a mais de 25 jogos, e estavam aniquilando seus adversários. Com o comunismo a todo vapor no Leste Europeu, eles criaram o Honvéd, uma equipe do Exército que contava com os grandes craques da Hungria, este time era praticamente imbatível, logo, foi criado um outro time, o MTK, ou o time da Polícia, para que o Campeonato Húngaro se tornasse mais equilibrado.

E a Seleção Húngara começou a fazer história, com um esquema totalmente inovador, os húngaros iam desfilando seu futebol encantador, que deixava todo o mundo embasbacado. Até a estréia na Copa, os húngaros fizeram mais de 100 gols em 27 jogos, levando apenas 26 gols.

O grande momento para eles seria enfrentar a Seleção Inglesa em amistoso em Wembley, local este aonde jamais os ingleses haviam perdido para alguma seleção não-britânica.

Os ingleses não sabiam da força da Hungria, se achavam superior a qualquer seleção, e no dia 25 de novembro de 1953, puderam enfim, assistir (literalmente) o time húngaro jogar.

No final, 6x3 para a Hungria, num jogo em que o resultado ficou de bom tamanho para os britânicos, sendo que poderia ser bem pior.

Um novo confronto então foi marcado, para que os húngaros se colocassem em seu devido lugar, pois os prepotentes ingleses achavam que aquele resultado foi além da sorte, um certo despreparo por parte deles, e que jamais aquilo iria ocorrer novamente.

E em 23 de maio, desta vez em Budapeste, os filhos da "terra da rainha" entraram confiantes e preparados, mas mesmo assim foram novamente dizimados pela Hungria: sonoro 7x1, e a certeza que ninguém poderia detê-los.

Iniciada a Copa da Suíça, a certeza de antes se transformava em fato concreto. Os húngaros e o seu “Quarteto Mágico”, formado por Puskás, Kocsis, Hidegkuti e Czibor, venceram sem dificuldades os coreanos por 9x0 e os alemães por 8x3.

Um fato curioso, que marcou a competição, foi a partida entre Brasil e Iugoslávia. Os brasileiros não tinham muito conhecimento do regulamento e não sabiam que o empate classificaria as duas seleções.

O jogo estava 1x1, e os iugoslavos tentavam com mímicas dizer aos brasileiros que o empate serviria para os dois, mas entendendo que aqueles gestos eram provocação, partiram com tudo pra cima, atrás da vitória, que não ocorreu.

E no final os brasileiros saíram de campo cabisbaixos, pois achavam erroneamente que haviam sido eliminados.

Terminada a primeira fase, as seleções sorteadas iniciariam as quartas-de-final, e o destino selou para os brasileiros enfrentar nada menos que a Hungria, no jogo que ficou conhecido como a Batalha de Berna (foto ao lado).

Como poucos previam, o jogo foi extremamente equilibrado, mas os gols relâmpagos que os húngaros faziam nos inícios das partidas foi fundamental, num 2x0 em apenas 7 minutos.

O Brasil reagiria e ainda chegaria e encostar no marcador em 3x2, mas as expulsões de Nilton Santos e Humberto acabaram com as chances brasileiras, que ainda viram Kocsis marcar o quarto gol húngaro.

A partida foi umas das mais violentas de todas as Copas. Humberto deu uma inacreditável tesoura em Lorant, Brandãozinho derrubou Hidegkuti com um incrível soco, depois de haver recebido um chutinho na canela, Puskas quebrou uma garrafa na testa de Pinheiro e Zezé Moreira deu com a chuteira no rosto do técnico húngaro Gusztav Sebes.

No dia seguinte os jornais execraram Brasil e Hungria, e alguns jornais brasileiros acreditavam numa suposta ajuda ao time húngaro por parte da arbitragem.

Nos outros confrontos, dois lindos jogos, Uruguai 4x2 Inglaterra, e Áustria 7x5 Suíça, além de Alemanha 2x0 Iugoslavia.

Nas semi-finais, a Hungria enfrentaria os poderosos uruguaios e a Alemanha, a Áustria.

Os germânicos passearam em campo e venceram com sobras por 6x1, e esse resultado deixou todos surpresos, pois antes da Copa poucos acreditavam no poderio da Alemanha. Assim, restava a eles esperarem seu adversário na grande final.

Na outra semifinal, a mais bela partida de toda o Mundial. Depois de estarem perdendo por 2x0, os uruguaios iniciaram uma reação formidável e chegaram ao empate com Hohberg, aos 41 do 2º tempo, levando o jogo para a prorrogação.

No final do jogo o herói uruguaio, tomado pela emoção e cansaço, acabou desmaiando e ficou de fora do restante da partida.

A prorrogação foi um espetáculo, as duas equipes buscaram a vitória, e qualquer uma que saísse com a ela seria justo, mas Kocsis, com dois gols de cabeça, derrubou a valente e organizada equipe celeste.

Na final, um confronto repetido. Durante a primeira fase, a Hungria havia derrotado a Alemanha por 8x3, e todos não imaginavam outro resultado a não ser a vitória húngara.

E ela começou a ser desenhada logo aos 6 minutos com Puskas. Aos 9, Czibor aumentaria a vantagem: 2x0.

Mas então começou a mais fantástica reação de uma equipe numa final de Copa do Mundo. Até hoje ninguém consegue explicar o que aconteceu naquele 4 de julho de 1954.

Com uma rapidez assustadora, a Alemanha empataria o jogo, aos 11 e 18 minutos, colocando fogo na partida, deixando os húngaros estarrecidos, e aumentando sua confiança.

O técnico Sepp Herberger, famoso por suas táticas defensivas, anulava com perfeição o cérebro da equipe húngara, Hidegkuti, e apenas esperava para encaixar uma de suas armas favoritas: o contra-ataque.

E faltando 5 minutos para o final da partida, Rahn, sozinho na grande área, definiu o jogo para a Alemanha: 3x2.

Como havia acontecido quatro anos atrás, ninguém acreditava naquilo, e todos puderam presenciar a queda da máquina húngara, a então imbatível seleção da Hungria.

E mais uma vez, os céus mostravam como o futebol pode ser decidido num detalhe, numa fração de segundo, e de que uma partida se resolve somente, e tão-somente, dentro de campo.


Alemanha 3 x 2 Hungria

Local: Wankdorf-Stadion, Berna
Árbitro: William Ling (Inglaterra)

Alemanha: Turek, Posipal, Kohlmeyer, Eckel; Liebrich, Mai; Rahn, Morlock, O. Walter, F. Walter, Schäfer
Técnico: Joseph Herberger

Hungria: Grosics, Buzanszky, Lantos, Bozsik; Lorant, Zakarias; Czibor, Kocsis, Hidegkuti, Puskas, M.Toth
Ténico: Gusztav Sebes

Público: 60000 pessoas
Gols: Puskas, aos 6, Czibor, aos 9, Morlock, aos 11, Rahn, aos 18 minutos do primeiro tempo. Rahn, aos 39 minutos do segundo tempo

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Em dia de clássico, Tricolor rouba a cena

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Daniele Pechi

Na tarde em que todos os holofotes pareciam estar voltados para o tão aguardado Corinthians e Santos, o jogo das 16h mostrou-se muito mais interessante. O São Paulo, que já começou a sua arrancada no Paulistão, alcançou a quarta colocação. No jogo que contou com a volta do zagueiro Lugano, o time do Morumbi, mesmo fora de casa, estava com a maior torcida, que não se decepcionou e voltou de viagem comemorando a goleada sobre a Briosa por 5x0.

Pressionando desde o início, o Tricolor marcou o primeiro com o atacante Thiago aos 19 seguido por Danilo e Fabão na primeira etapa. Completando o placar marcou também Richarlysson, depois de um lindo passe de Leandro, além de Danilo pela segunda vez. O principal erro da Portuguesa Santista foi ter mudado seu esquema para o 3-5-2. A intenção de aumentar a marcação teve efeito contrário e os contra-ataques eram facilitados para o time visitante.

A mudança realmente pode ser um grande risco, mas não quando o técnico que está no banco é Vanderlei Luxemburgo. Ao entrar com três zagueiros no jogo de ontem contra o Corinthians, o técnico santista não deixou o time com a maior folha de pagamento do campeonato jogar como de costume. Apesar de muitas tentativas e com a vantagem de um jogador a mais, o time do Parque São Jorge não conseguiu evitar a derrota por um a zero, que colocou o time mais longe da briga pelo título (agora está em 6º, 4 pontos atrás do líder) e deixou o Peixe na ponta da tabela, com os mesmos 19 pontos do Noroeste.


Falando em deslizes...

O Palmeiras, que jogou no sábado contra o Bragantino também decepcionou e ficou num magro 1x1 ruim para os dois. O Verdão poderia estar na liderança se tivesse ganhado e com esse resultado, o Bragantino continua na zona de rebaixamento junto com Mogi Mirim, São Bento e Marília.


Noroeste segue firme...

O time que acabou de subir para a primeira divisão paulista mostra que não é cavalo paraguaio e continua firme como líder do Paulistão! Após bater o Paulista por 3x1, empurrou para sétimo lugar o time de Jundiaí, que seguia firme até se deparar com o gigante de Bauru.


Apesar de criticada, a fórmula do Paulista 2006 parece estar dando certo e o medo de os grandes despontarem na frente já foi deixado para trás, mostrando um campeonato com equipes muito equilibradas, alternância de líderes, com pequenos lutando pelo título...que está em jogo agora mais do que nunca!!

domingo, fevereiro 12, 2006

Maracanazo: Um Drama Eterno

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Alden Calviño

Depois de o mundo assistir atônito à Segunda Guerra Mundial, e conseqüentemente a não realização de duas Copas do Mundo, 1942 e 1946, o ano de 1950 marcou a retomada para as disputas entre as seleções.

Como a maior parte dos países europeus haviam sido devastados com a Guerra, coube ao Brasil a honra de sediar a 4ª edição.

Como já havia acontecido nas eliminatórias anteriores, ocorreram algumas desistências, o que acabou prejudicando severamente os grupos da Copa, já que a Fifa havia os sorteado antes mesmo das Eliminatórias acabarem, e das 16 equipes que iriam ao Mundial, apenas 13 acabaram indo ao Brasil.

Isso causou algumas curiosidades nos grupos, como o Grupo 3, com três seleções: Suécia, Itália e Paraguai e o 4, com apenas duas seleções: Uruguai e Bolívia.

Na Primeira Fase tivemos algumas surpresas, destaque para a vitória da “zebra” Suécia sobre a Itália, bicampeã do mundo, mas que acabara de perder vários jogadores num acidente aéreo - o avião da delegação do Torino, que formava a base da seleção italiana, sofreu um terrível acidente, vitimando 31 pessoas, incluindo sete titulares da Azzurra.

Como conseqüência, vitória dos suecos, 3x2, num jogo disputado e dominado pelos italianos, e com direito a uma bola no travessão no último minuto de jogo na baliza escandinava.

Mas a grande zebra da competição e talvez de todas as Copas do Mundo tenha sido a vitória de 1x0 dos EUA contra os ingleses, que se consideravam a melhor seleção do mundo, razão de seu desprezo pelas Copas anteriores.

Formado por sua grande maioria de jogadores amadores, os EUA acabaram causando uma surpresa tão grande, que os jornais britânicos achavam que o resultado relatado a eles, vindo do Brasil, estava errado, e que o correto seria Inglaterra 10 x 1 EUA. Mas para desespero dos ingleses este placar não ocorreu, e com um gol do haitiano Joseph Eduard Gaetjens, os EUA os derrubaram.

Outra curiosidade ocorreu no Grupo 4, onde apenas Uruguai e Bolívia se enfrentariam para decidir quem prosseguia e quem dava adeus à Copa. E o Uruguai acabou arrasando os bolivianos com uma sonora goleada, 8x0, passando assim para a Fase Final.

Terminada a fase de grupos, as semifinais seriam disputadas, no sistema de pontos corridos, sistema este que nunca mais ocorreria em outro Mundial.

O Pacaembu e o Maracanã iriam abrigar os jogos finais, com o “Maraca”, que havia sido construído às pressas para sediar a Copa, contando com uma capacidade de público nominal de 155.000 pessoas, iria testemunhar uma das maiores façanhas do futebol mundial.

O Brasil fez sua estréia na semifinal humilhando os suecos, 7x1, com um show à parte de Ademir, autor de quatro gols, mostrando a todos que aquela competição parecia que não lhe escaparia das mãos.

Enquanto isso Uruguai e Espanha empatavam em 2x2 no Pacaembu, num jogo disputadíssimo e emocionante, com o grande Basora anotando os gols da Fúria.

Na segunda rodada, os uruguaios enfrentariam os suecos, numa partida emocionante, e vencido de forma heróica pela Celeste após estar perdendo por 2x1. Com dois gols no final do jogo anotados por Miguez, os uruguaios ainda estavam dentro da disputa pelo título, enquanto os suecos davam adeus.

No outro jogo, novamente o Brasil atropelou seu adversário, desta vez a Espanha, por impiedosos 6x1, numa partida que se mostrara complicada no início, mas que acabou tornando-se fácil principalmente no 2º tempo, quando a seleção brasileira voltou arrasadora fazendo três gols em 10 minutos. Assim, Brasil e Uruguai fariam a “final” daquela Copa de 1950.

Ninguém em sã consciência diria que o Brasil pudesse perder naquela tarde de 16 de Junho de 1950, nem o mais pessimista dos torcedores. Afinal, os canarinhos vinham de duas ótimas apresentações, ao passo que o Uruguai havia penado para vencer seus oponentes.

O Brasil entrou em campo para decidir o jogo no começo, como havia feito nos jogos anteriores, e o Uruguai praticamente só se defendia, usando de contra-ataques para tentar surpreender o anfitrião.

Mas logo os uruguaios equilibraram as ações, anulando o ponto forte do Brasil, no caso os bons passes trocados entre Zizinho, Jair Rosa Pinto e Ademir, com uma forte marcação individual em cada um deles, e com Obdulio Varela jogando na sobra. O Uruguai foi se aproveitando do jogo e criando situações de gols, mas ao fim do 1º tempo ninguém saiu na frente.

Logo no inicio da 2º etapa, Friaça marcaria para o Brasil aquele gol que faria tremer o Maracanã, após receber ótimo passe de Ademir.

Depois disso, o Brasil parou de atacar e começou a ver um Uruguai se recompondo e tocando a bola, e num ataque pelo flanco direito, Ghiggia partiu para cima de Bigode e na linha de fundo cruzou para Schaffino anotar o gol do empate.

Então a partir daí o Uruguai encontrou a mina de ouro, ou seja, o setor direito de seu ataque, e com o próprio Ghiggia, após receber um passe nas costas de Bigode, a vitória celeste estava selada, num chute entre Barbosa e a trave, lance que até o dia da morte do goleiro ficara marcado por uma suposta “falha”.

Depois disso o Brasil ainda foi empurrado pelos mais de 170.000 torcedores, mas nada conseguiu.

E a seleção da casa havia perdido uma Copa praticamente ganha, segundo os jornais da época, para a tradicional raça Celeste, que acabou se sobressaindo sobre o então “emergente” futebol brasileiro.

Muitos dizem que apostadores perderam grandes fortunas naquele fatídico dia, afinal ninguém imaginava um desfecho como aquele.

Talvez essa tenha sido até os dias de hoje a mais traumática derrota do futebol hoje pentacampeão, mas o que ninguém sabia, é que um domínio verde e amarelo se iniciaria alguns anos mais tarde daquele acontecimento, com um certo Pelé.


Brasil 1 x 2 Uruguai:

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Juiz: George Reader (Inglaterra)
Público: 200.000 pessoas (aproximadamente)
Gols:
Friaça 3, Schiaffino 21 e Gigghia 34 do 2º tempo.

Brasil: Barbosa, Augusto, Juvenal; Bauer, Danilo, Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir Menezes, Jair e Chico
Técnico: Flávio Costa

Uruguai:
Máspoli, González, Tejera; Gambetta, Obdulio Varela, Andrade; Ghiggia, Pérez, Míguez, Schiaffino e Morán
Técnico: Juan López


sábado, fevereiro 11, 2006

RUMO A 2006: Costa Rica

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Henrique Moretti

A Costa Rica alcança a terceira Copa do Mundo de sua história, sendo a segunda consecutiva, com a incumbência e honra de realizar o jogo de abertura da competição, no dia 9 de Junho, diante da anfitriã Alemanha.

Repetir o que Senegal fez pra cima da França no primeiro jogo do Mundial da Coréia e Japão parece difícil para a equipe centro americana.

Os Ticos, como são conhecidos, fizeram campanha apenas razoável nas eliminatórias para a Copa 2006, tendo dificuldades para passar da fraca Cuba nas fases preliminares e, já na fase final, sendo derrotada pelas inexpressivas Honduras e Guatemala.

Tais resultados desfavoráveis fizeram a federação local trocar duas vezes de treinador, contratando o "salvador" brasileiro naturalizado costarriquenho Alexandre Guimarães, após insucessos do norte-americano Steve Sampson e do colombiano Jorge Luis Pinto.

Guimarães, que disputou o Mundial de 90 pela seleção costarriquenha como jogador e o de 2002 como treinador (em ambos enfrentando o seu país de origem), acertou a equipe e conseguiu 4 vitórias nas 6 últimas partidas das eliminatórias, confirmando assim a classificação na última rodada.

As equipes nacionais Alajuelense, Herediano e Deportivo Saprissa formam a base da equipe, com dezessete prováveis convocados, dos 23. O Saprissa, que disputou o último Mundial de Clubes, no Japão, é o clube que detém mais selecionáveis: 9.

Desses, destacam-se o experiente goleiro de nome extravagante José Porras, capitão do time, o jovem volante Christian Bolaños, o meia-atacante Walter Centeno, cérebro da equipe e camisa 10, e o atacante Ronald Gómez, que faz dupla de ataque no 3-5-2 de Guimarães com Paulo Wanchope (foto), nome mais conhecido do escrete, que jogou por muito tempo no futebol inglês e hoje atua no distante Al Gharrafah, do Qatar.

Acompanham a Costa Rica no Grupo A da Copa, além da já comentada Alemanha, os razoáveis Polônia e Equador. Sorteio que, mesmo tendo sorrido para os Ticos, não parece ser suficiente para levar à frente a equipe caribenha, azarã na luta pela segunda vaga.

Tentando contradizer a teoria, a Costa Rica desafia a Alemanha na abertura da Copa, e luta para repetir 90, na Itália, quando foi eliminada apenas nas oitavas-de-final.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1921
Afiliação à FIFA: 1921
Participações em Mundiais: 2 (1990, 2002)
Melhor Resultado: Oitavas de final (1990)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Títulos Continentais: Tricampeã da CONCACAF (1963, 1969, 1989)
Campanha nas Eliminatórias: 3º colocada da Fase Final do zonal da CONCACAF
Ranking FIFA: 21º colocado
Time-Base: Porras, Wallace, Marin, Drummond; Martínez, Bolaños, Hernández, Gonzáles, Centeno; Wanchope e Gómez
Técnico: Alexandre Guimarães
Principal Estrela: Paulo Wanchope (Al Gharrafah)
Formação: 3-5-2
Avaliação: * (Dificilmente avança à segunda fase)

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

CAN 2006: Times errados na Copa

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Bruno de Oliveira

Após as últimas eliminatórias africanas para a Copa, quando Gana, Togo, Angola e Costa do Marfim se classificaram pela primeira vez para um Mundial, falou-se muito sobre uma possível evolução nas equipes do continente. A ausência de seleções como Nigéria, África do Sul e principalmente Camarões, do craque Samuel Eto'o, surpreendeu o mundo do futebol. Questionou-se, então, o que poderiam aprontar os classificados para a Alemanha. A resposta foi dada na Copa das Nações Africanas, que termina hoje.

As fraquíssimas Gana, Angola e Togo sequer passaram da primeira fase. O último, aliás, perdeu os três jogos que fez no torneio. Já a Tunísia, do brasileiro Francileudo, caiu nas quartas-de-final, perdendo para a Nigéria nos pênaltis. A única seleção classificada para a Copa que se deu bem foi Costa do Marfim, que disputa a final nessa sexta contra os egípcios, donos da casa. Foi a única, também, a apresentar um bom futebol.

Quem acompanhou o torneio ficou com a sensação de que o continente africano estará mal representado na Alemanha. O Egito, um dos finalistas, provou ser uma seleção forte. Um time que sabe jogar com a bola nos pés. Assim como Camarões, eliminado do torneio pelos marfinenses, nos pênaltis. Eto'o e companhia, no entanto, mereciam melhor sorte.

Outra equipe que vai fazer falta é a Nigéria. Mesmo com um time que está longe daqueles que o país apresentou nos últimos anos, os nigerianos mostraram qualidade. Sem nenhum grande astro, foram eliminados na semi-final pela Costa do Marfim, que, liderada por Didier Drogba, provou ser a única seleção forte classificada para a Copa. O atacante do Chelsea é o grande responsável pelo momento da equipe.

Ao final da competição, a única conclusão que se pode tirar é de que irão os times errados para a Alemanha. A ausência de Nigéria, Camarões e Egito é triste. É claro que Angola, Togo e Gana mereceram, pois mesmo sendo mais fracos, venceram os grandes. Mas será uma grande pena ver o futebol africano com times tão pífios.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

E é dada a largada...

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Bruno de Oliveira

Começou, na noite dessa terça, a segunda fase da Libertadores da América 2006. Após os confrontos eliminatórios, que definiram os últimos classificados, a fase de grupos teve seus primeiros três jogos. O estreante Rocha FC, do Uruguai, empatou sem gols com o Universitario, do Peru. Já o Bolívar venceu em casa o Estudiantes de La Plata: 1 a 0, enquanto o Velez Sarsfield, da Argentina, bateu a LDU em Quito por 3 a 1. Hoje é dia de estréia para os mexicanos Chivas, Pumas e Tigres, que visitam, respectivamente, Cienciano, Nacional e Universidad Católica.

O mais importante torneio do continente americano nasceu em 1960, com o objetivo de unir os melhores times sul-americanos em uma única competição e compará-los aos grandes europeus. A princípio, somente os campeões nacionais disputavam o torneio.
O futebol evoluiu, os times evoluíram e as competições também. A Libertadores ganhava respeito e a Confederação resolveu conceder duas vagas por país. Esse formato durou por longos anos, até que em 97 o México foi convidado a participar. A partir daí, diversas reformulações até chegarmos ao formato atual, com 32 equipes.

A edição atual traz o maior número de brasileiros de sua história. Serão seis equipes canarinhas na competição. O São Paulo, atual campeão, vem novamente como favorito, apesar de perder jogadores importantes da conquista do ano passado, como Grafite, Amoroso e Cicinho. Este ano, o jovem Thiago e o veterano Alex Dias são as esperanças de gols para os tricolores, que têm em Rogério Ceni o seu principal jogador. Outro grande favorito é o Corinthians, atual campeão Brasileiro. O galático time, representado pelo craque argentino Carlitos Tevez, ainda não conquistou o título. Os torcedores, no entanto, acreditam que desse ano não passa. Jogadores como Nilmar, Roger, Ricardinho e Mascherano são os responsáveis pelo entusiasmo. Palmeiras, com um time experiente, e o Inter de Porto Alegre, com a raça gaúcha, devem dar trabalho, enquanto Goiás e Paulista de Jundiaí prometem surpreender.

O grande destaque negativo da competição é a ausência do tradicionalíssimo Boca Juniors. A equipe portenha teve um desempenho fraco na última temporada, e não obteve pontuação suficiente pra classificar-se. Em compensação, seu maior rival, o River Plate, disputará a competição pela 27ª vez. Com dois títulos, é a principal força do país no torneio.

Em ano de Copa do Mundo, a Libertadores da América ganha um charme especial. Diversos jogadores vêem na competição a grande chance de assegurar uma vaga em suas seleções nacionais que disputarão o Mundial. Esse ingrediente especial, aliado à história do torneio, podem fazer com que a edição desse ano seja muito mais disputada. É esperar pra ver.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

RUMO A 2006: Croácia

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Henrique Moretti


Em apenas 14 anos de afiliação à FIFA, a Croácia já se orgulha de ostentar boas participações em eventos de grande repercussão.
Em sua primeira aparição no cenário mundial, alcançou as quartas-de-final da Euro 96, na Inglaterra. E o melhor estava por vir. Na Copa da França, em 1998, os croatas surpreenderam o mundo contando com uma geração que já havia atuado nas equipes sub-20 da Iugoslávia (a Croácia tornou-se independente apenas no início da década de 90). Nomes como Davor Suker, Zvonimir Boban e Robert Prosinecki levaram a Croácia ao terceiro lugar.

Em seu último Mundial, em 2002, os croatas já não tiveram tanta sorte e, com uma seleção já envelhecida, acabaram eliminados na primeira fase da competição. Na Euro 2004, nova eliminação precoce fez com que enfim o atual técnico Zlatko Kranjcar assumisse o comando da equipe com a missão de renová-la.

Missão que até agora vem sendo cumprida, e com primazia. A classificação para a Copa da Alemanha veio tranqüilamente, com 7 vitórias e 3 empates na campanha das Eliminatórias, sendo duas dessas sobre a forte Suécia, culminando na liderança do grupo 8, que contava ainda com a mediana Bulgária.

A força da nova Croácia está na defesa. O 3-5-2 de Kranjcar vem funcionando, com o experiente Robert Kovac, da Juventus, comandando uma ótima zaga, que ainda tem Simunic e Stejpan Tomas, além do goleiro Butina. No meio-campo, dois volantes, o irmão de Robert, Niko Kovac, e Igor Tudor, ex-jogador da equipe de Turim. Os alas Srna, autor de 4 gols nas Eliminatórias, e Babic são boas armas, enquanto o filho do treinador, Niko Kranjcar, é o cérebro da equipe. Para o ataque, o rápido e conhecido Ivan Klasnic, do Werder Bremen, e o alto Dado Prso (foto abaixo), que se destacou no Mônaco e hoje atua no Rangers. A equipe ainda conta com razoáveis opções no banco, como o brasileiro naturalizado Eduardo da Silva (descoberto num campeonato de favelas no Rio de Janeiro), o zagueiro Simic e o atacante Balaban.

Na Alemanha, os Vatrenis estarão no Grupo F, emcabeçado pelo Brasil. As duas seleções se enfrentaram no fim do ano passado, na Croácia, num empate por 1x1. Além do atual campeão mundial, Japão e Austrália acompanharão os croatas, num grupo muitíssimo equilibrado. A briga pela segunda vaga - a primeira deve ser do Brasil - tem tudo para ser emocionante.

Uma boa arma para a Croácia na estréia contra os brasileiros será a bola áerea. É bom os canarinhos ficarem de olho, já que Prso, de 1,91m, é muito alto e foi o artilheiro do time nas Eliminatórias..

A equipe da peculiar camisa quadriculada sabe que tem muita chance de chegar ao menos nas oitavas, o que já estaria de bom tamanho. Avançar até as quartas é um sonho distante, considerando um provável duro cruzamento com República Tcheca ou Itália. Mas se em 98 ninguém acreditava neles...


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1992
Afiliação à FIFA: 1992
Participações em Mundiais: 2 (1998, 2002)
Melhor Resultado: Semifinais (1998)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 1º lugar do Grupo 8 da Zona Européia
Títulos Continentais: Nenhum
Time-Base: Butina, Tomas, R. Kovac, Simunic, N. Kovac, Tudor, Srna, Babic, Niko Kranjcar, Klasnic e Prso

Técnico: Zlatko Kranjcar
Principal Estrela: Ivan Klasnic (Werder Bremen)
Formação: 3-5-2
Avaliação: ** (Favorita na luta pela segunda vaga do grupo)

domingo, fevereiro 05, 2006

São Paulo e Palmeiras fazem primeiro clássico do ano

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Dante Baptista

São Paulo e Palmeiras se enfrentarão, neste domingo, às 18h10 no Morumbi em situações diferentes. Enquanto o Tricolor, tri-campeão mundial, procura se estabilizar e acertar o time para a temporada, o Palmeiras busca o melhor início de temporada de sua história. Com sete vitórias no ano (cinco pelo Paulista e duas na Libertadores), o Verdão ainda não perdeu, sequer empatou.

Já o São Paulo tropeçou em alguns jogos. Perdeu para o Juventus, empatou com o Guarani, mas a boa vitória contra o Marília deu novo ânimo ao time do Morumbi, e a contratação de Alex e André Dias, Leandro e Maurinho dão sangue novo à equipe.

Mas, se as novidades motivam o técnico Muricy Ramalho, a principal atração do Tricolor pode ser seu mais antigo jogador. Rogério Ceni treinou bem e está disposto a jogar. O capitão do tri são-paulino foi submetido a uma atroscopia no joelho direito, e, mesmo com a previsão de 40 dias longe dos gramados, pode fazer sua estréia. Porém, o Tricolor não poderá contar com os zagueiros Fabão (suspenso) e Lugano, que se recupera de uma fratura no nariz.

Já o Palmeiras não parece ter problemas para entrar em campo. À exceção de Enílton e Juninho, que ainda não jogou no ano, todos os outros titulares estão à disposição do técnico Emerson Leão. Marcinho e Ricardinho estão em ótima fase e são as chances. O único problema que pode incomodar o Palmeiras para o clássico é o cansaço da viagem para a Venezuela, pela rodada da pré-libertadores.


O que esperar do confronto

Quando Palmeiras e São Paulo se enfrentaram em 2005, a situação era inversa. O Tricolor era o líder isolado da competição, e o Palmeiras acertava a equipe aos poucos. Leão levou o time do Morumbi ao título e a um massacre no clássico. Foi 3 a 0 para o São Paulo, fora o baile. Diego Tardelli, Rogério e Luizão fizeram os gols do jogo.

Hoje, a situação é inversa, pelo menos, por parte do Palmeiras. Leão dirige o Verdão e é também líder do Paulistão. E conta com a ótima fase de Marcos, Marcinho e Ricardinho, além da genialidade de Gamarra e a garra de Marcinho Guerreiro.

Porém, do outro lado está um time tricampeão do mundo, que joga bem e cadencia a bola. Mesmo na derrota, o São Paulo apresenta um bom toque de bola e tem várias chances de gol, mas não as aproveita. Problema que parece estar solucionado com a nova dupla de ataque. Alex Dias e Aloísio, amigos, são-paulinos e que jogaram juntos por seis anos na França, serão os responsáveis pelos gols tricolores.

Mas, na defesa, Muricy terá problemas. Dos três zagueiros, apenas o fraco Edcarlos será titular, e vai jogar com Alex e o estreante André Dias, que não está 100% fisicamente. Fato que poderá ser utilizado por Leão para ganhar o jogo. Já o técnico tricolor poderá aproveitar as subidas de Paulo Baier e Corrêa com Danilo e Junior caindo por aquele lado para conseguir a vitória.

O jogo promete ser equilibrado, e não surpreenderia ninguém um empate. Não há favorito e, nem mesmo os tabus e o retrospecto podem servir de base para analisar o jogo de domingo.


Coluna republicada do
http://futeblog.uniblog.com.br - Futebol com Informação e Opinião

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

O nômade Luizão chega ao Flamengo

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Henrique Moretti

Não há jogador no mundo hoje que retrate melhor o chamado “Futebol Profissional” do que Luizão. O atacante, revelado no início dos anos 90 pelo Guarani de Campinas, se consagrou vencendo o Campeonato Paulista pelo Palmeiras, a Taça Libertadores da América pelo Vasco e os Campeonatos Brasileiro e Mundial pelo Corinthians, vem passando por uma fase peculiar. Em pouco mais de 4 anos, conseguiu a proeza de hoje chegar a seu oitavo clube, o Flamengo. Nesse período, Luizão já “amou” o Corinthians, o Grêmio, o Hertha Berlim, o Botafogo, o São Paulo, o Nagoya Grampus e o Santos, e agora assina com o Flamengo dizendo-se torcedor do clube da Gávea e que “tem a cara da equipe”.

A “peregrinarão” de Luizão, 30 anos completados em Novembro passado, teve início quando, às vésperas da Copa do Mundo de 2002, entrou na justiça contra o Corinthians, reivindicando direitos de imagem atrasados, e partiu em direção ao Grêmio de Porto Alegre, onde pouquíssimo tempo ficou. Acabou no Hertha Berlim, da Alemanha, onde passou boa parte do ano lesionado. Assim, em 2004, transferiu-se ao Botafogo, sua segunda passagem pelo futebol carioca, onde apresentava um bom futebol até ter nova contusão no joelho e perder o fim da temporada.

O matador então foi tratar-se no famoso Refis do São Paulo Futebol Clube e, como em boa parte dos casos de atletas lá tratados, acertou para jogar no clube que leva o nome da capital paulista, sem antes porém tentar acerto com o Corinthians (onde parecia anteriormente estar brigado). Seu início não foi bom, preterido pelo técnico Emerson Leão. Incomodado portanto com a reserva, Luizão acertou por fora um pré-contrato com a equipe japonesa Nagoya Grampus, cuja transferência se concretizaria em meados de 2005.

Para sua surpresa, o futuro lhe sorriu, e Luizão com a mudança no comando tricolor (entrada de Paulo Autuori o lugar de Leão), ganhou vaga de titular no time e foi um dos principais destaques na conquista da Copa Libertadores da América pelos são-paulinos.

No entanto, com o contrato já assinado com a equipe japonesa, Luizão viu-se obrigado a cumpri-lo, seguindo rumo ao Oriente, jurando amor ao São Paulo e chorando, prometendo voltar.

Para o espanto de todos, poucos meses depois, com a saída de Robinho do Santos para o Real Madrid, o matador revelado pelo Guarani voltava ao futebol paulista para um dos principais rivais do São Paulo, a equipe da baixada.

Luizão se dizia profissional e que não estava satisfeito no longínquo futebol japonês. Mas a alegria que ele teve na equipe da capital não permaneceu no Santos, com Luizão afundando na crise santista que culminou com a demissão do então treinador Nelsinho Baptista. Nem mesmo a chegada de Vanderlei Luxemburgo, no início de 2006, foi suficiente para manter o atacante na Vila Belmiro.

Finalmente, no último dia do mês de Janeiro de 2006, Luiz Carlos Goulart chega ao Flamengo para resolver a eterna falta do “camisa 9” pelos lados da Gávea, dizendo que “seu estilo de jogo se assemelha ao que a torcida quer, que é muita luta” e que “é movido pelos gritos da arquibancada, jogador com rótulo de clube de massa".

A torcida do mais querido vê com olhos de contestação a contratação do experiente jogador. A questão aqui é: qual Luizão jogará no Flamengo? O que vibrou no São Paulo ou o que decepcionou no Santos?

Indo além, como saber quanto tempo Luizão desta vez ficará?


PERFIL

Nome: Luiz Carlos Goulart
Nascimento: 14/11/75
Altura: 1,78 m
Peso: 77 kg
Posição: Atacante
Clubes: Guarani (1991/1992); Paraná (1993); Guarani (1994/1995); Palmeiras (1995/1996); Deportivo La Coruña-ESP (1997), Vasco (1998), Corinthians (1999-2002), Grêmio (2002), Hertha Berlim-ALE (2002-2003), Botafogo (2004), São Paulo (2005), Nagoya Grampus-JAP (2005) e Santos (2005)
Principais títulos: Copa do Mundo (2002), Mundial de Clubes da Fifa (2000), Copa Libertadores (1998 e 2005), Campeonato Brasileiro (1999)

terça-feira, janeiro 31, 2006

Euro 2008 - Sorteio da fase Eliminatória

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Christian Avgoustopoulos


Nesta Sexta Feira ocorreu o sorteio de grupos para a fase classificatória da Euro 2008, que está com taça nova (foto). 50 seleções, subdivididas em 7 potes gerariam 7 grupos, 1 com 8 seleções, e os demais com 7. Segue então a apresentação dos grupos com uma ligeira análise das possibilidades de cada seleção:

Grupo A:
Portugal
Polônia
Sérvia e Montenegro
Bélgica
Finlândia
Armênia
Azerbaijão
Cazaquistão

É o grupo de 8 seleções. Um dos mais complicados, não só pelo alto nível das principais seleções, como também pelas distâncias das viagens, principalmente para Portugal. Podemos observar 3 seleções que estão classificadas para a Copa do Mundo: Portugal, Polônia e Sérvia, o que comprova a força do grupo em questão. A Bélgica também tem chances de brigar por uma das vagas, e a Finlândia, com chances menores, corre por fora nesse disputada e aberta chave.


Grupo B:
França
Itália
Ucrânia
Escócia
Lituânia
Geórgia
Ilhas Faroe

Outro grupo extremamente complicado, também com 3 seleções que irão para a Copa. França e Itália, seleções de enorme tradição no futebol, devem ser apontadas como favoritas para as duas vagas. Mas a emergente Ucrânia, que tem apresentado um bom futebol, de alto nível, deve ser apontada também como uma das seleções que brigam por uma das vagas. A Escócia deve ser observada, mas com chances bem menores.


Grupo C:
Grécia
Turquia
Noruega
Bósnia
Hungria
Moldávia
Malta

Grupo equilibrado e aberto. Os gregos, atuais campeões europeus, aparecem com boas possibilidades de chegarem à fase final e defenderem seu título. Novamente, assim como nas eliminatórias para a Copa do mundo, Grécia e Turquia estão juntas (foto), porém com adversários teoricamente mais frágeis que os que tinham para a disputa da Copa. Noruega e Bósnia correm por fora por uma das vagas, com ligeira vantagem para os nórdicos. Hungria também merece atenção especial, embora com pouquíssimas chances. Curioso o fato de nenhuma seleção deste grupo estar qualificada para o Mundial.


Grupo D:

República Tcheca
Alemanha
Eslováquia
Irlanda
País de Gales
Chipre
San Marino

Alemanha e Republica Tcheca podem ser apontados como os mais fortes desse grupo, mas Eslováquia e Irlanda aparecem com boas chances de brigar por uma das vagas, principalmente pela aposentadoria de Nedved e a contestação de muitos críticos quanto a força da seleção alemã. Grupo aberto com ligeira vantagem para os alemães e tchecos, que estão na Copa.


Grupo E:
Inglaterra
Croácia
Rússia
Israel
Estônia
Macedônia
Andorra

Amplo favoritismo da Inglaterra neste grupo, que deve confirmar a 1a posição. A briga pela segunda vaga fica entre Croácia e Rússia, com chances iguais, e Israel correndo por fora. Certamente, não é um dos grupos mais complicados. As demais seleções não devem aprontar nenhuma surpresa.


Grupo F:
Suécia
Espanha
Dinamarca
Letônia
Islândia
Irlanda do Norte
Liechtenstein

Grupo complicado, marcado pelo grande equilíbrio entre Espanha, Suécia e Dinamarca, que devem disputar sem favoritismo as 2 vagas. Interessante observar a repetição do duelo regional entre Suécia e Dinamarca, que estiveram na mesma chave na Euro 2004. A Letônia, que também havia se classificado para a edição anterior da Eurocopa, pode surpreender e brigar indiretamente por uma das vagas.


Grupo G:
Holanda
Romênia
Bulgária
Eslovênia
Albânia
Belarus
Luxemburgo

Neste grupo o favoritismo é total da seleção holandesa (foto), que deve sem problemas assegurar a 1ª posição. A Romênia finalmente aparece com boas possibilidades de voltar a disputar a fase final de um torneio, o que não ocorre desde a Euro 2000. A Bulgária também pode brigar pela segunda vaga, fazendo o duelo balcã com os romenos.



Todas as partidas serão realizadas no período compreendido entre 2 de setembro de 2006 a 21 de novembro de 2007. Áustria e Suíça já estão classificadas para a fase final, por serem os anfitriões do torneio. Em caso de empate entre 2 ou mais seleções, o critério de desempate será o numero de pontos obtidos entre as seleções em questão (confronto direto). Caso o empate persista, os critérios seguintes são saldo de gols, gols pró e gols marcados fora de casa. Ambos critérios contados apenas nas partidas entre as seleções empatadas.

domingo, janeiro 29, 2006

Parabéns, Baixinho!

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Pedro Galindo

Romário. É nessa palavra em que se resume uma figura enigmática do futebol brasileiro. Esse é o nome que às vezes se confunde com a palavra ‘mito’. Um mito polêmico, mas um mito. Sua habilidade em disparar declarações polêmicas, as famosas “escapadas” das concentrações, e principalmente, seus gols – ao todo quase mil – são a marca registrada desse jogador, que certamente foi um dos maiores (e um dos mais longevos também!) da década de 90. Tudo isso pode ser sintetizado em apenas uma alcunha: o Rei do Rio.

Sua vida é uma verdadeira história de sucesso, recheada de gols e títulos por quase todos os lugares em que passou. Ele começou sua carreira no mesmo clube em que joga atualmente, o Clube de Regatas Vasco da Gama. Com 19 anos, subiu ao elenco profissional do time cruz-maltino. Nesse mesmo ano (1985), conquistou o campeonato sul-americano sub-20, com a Seleção Brasileira, e no ano seguinte sagrou-se artilheiro do Cariocão. Dois anos depois, conquistou o campeonato carioca, feito que se repetiria no ano seguinte. Em 1988, transferiu-se para o PSV Eindhoven, da Holanda. Na terra de Van Gogh, sua carreira meteórica continuou impressionando a todos. Com o “Baixinho” em seu elenco, o time da Phillips conseguiu uma “dobradinha” – Copa Holandesa e Campeonato Holandês – logo na sua primeira temporada. Durante todo o tempo que passou em Eindhoven, foram três ligas e três copas. Depois desse sucesso estrondoso na Holanda, o gigante espanhol Barcelona se interessou pelo craque. Então, o “peixe” seguiu para a Espanha, terra da maior liga do mundo. Mas isso não foi suficiente para barrar sua ascensão no futebol: em uma primeira temporada avassaladora, Romário fez 33 gols em 30 jogos pela Liga Espanhola, se sagrou campeão do mundo com a Seleção Brasileira, sendo escolhido o melhor jogador da Copa. De quebra, terminou o ano de 1994 como o melhor jogador do mundo escolhido pela FIFA.

Apesar de ter se adaptado à vida espanhola, o craque sentia falta da vida nas praias do Rio, do futevôlei, e da vida boêmia que a Cidade Maravilhosa lhe proporcionava. Então, numa das maiores transferências da história do futebol brasileiro, o Flamengo repatriou o Baixinho, e não demorou a colher os frutos. Romário foi artilheiro também no rubro-negro carioca, onde jogou por dois anos (95 e 96). Novamente, chamou a atenção de clubes europeus, e decidiu retornar à Espanha, só que desta vez ao Valencia. Não chegou a atuar muitas vezes pelo clube, e voltou ao Brasil apenas um ano depois de sua saída, mais uma vez ao Flamengo, onde permaneceu por mais alguns anos, até que, no final de 1999, ele trocou o Flamengo pelo seu clube de origem, o Vasco. Foi artilheiro do Campeonato Carioca, do Brasileirão e da Copa Mercosul, no ano seguinte. Em 2001, o craque continuou brilhando, se tornando o artilheiro do Brasileirão, ainda pelo Vasco. Em 2002, mais uma transação polêmica, na qual ele foi para o Fluminense. O tricolor carioca foi um dos clubes em que obteve menos sucesso: não conquistou nenhum título, embora tenha continuado uma fonte interminável de gols, mesmo com a idade já avançada.

Romário permaneceu no “Flu” até 2004, quando, aos 38 anos, acertou sua volta ao clube que o revelou. Sua passagem pelo Vasco foi marcada pelas críticas da imprensa a respeito da sua “esticada” na carreira. E, quando todos menos esperavam, o “Baixinho” reassumiu com primor a função de colocar a bola para dentro das redes, ao terminar o Campeonato Brasileiro de 2005 como artilheiro, com 22 gols em pouco mais da metade das partidas do Vasco no campeonato.

Dessa marca que o “Gênio da Área”, como gosta de ser chamado, alcançou, podem ser tiradas duas conclusões:

1) Romário é, realmente, um gênio. Um jogador que conseguiu fazer história, sendo artilheiro de um campeonato difícil como o Brasileiro aos 40 anos. Só deuses do futebol conseguem proezas como essa, logo, o Baixinho se enquadraria nessa categoria, o que deixa seu lugar guardado na história do esporte bretão.

2) O campeonato brasileiro, infelizmente, está em um nível tão medíocre que até um jogador de 40 consegue ser artilheiro. Com a debandada de craques para o futebol europeu, aqui em nossas terras só sobra o “bagaço”, o que facilita o trabalho de “ex-jogadores em atividade”, como Romário.

Os críticos optariam pela segunda alternativa. Até porque é a mais lógica. Não restam dúvidas de que se Adriano, Ronaldo, Aílton, e muitos outros “matadores” estivessem aqui, a briga pela artilharia seria muito mais acirrada. Eu, particularmente, prefiro acreditar na magia, na inteligência e no toque refinado e decisivo do “Baixinho”. Romário sempre será uma referência de atacante no futebol do mundo todo, uma inspiração a todas as crianças que sonham em ser jogadores de futebol (ou seja, todas as crianças), e, sobretudo, um ícone da cultura nacional. Mesmo aos 40 anos, o artilheiro do Brasileirão é o principal atrativo usado na campanha de venda do Brasileirão-2006 fora do Brasil. Ele é o símbolo da tradicional malandragem do brasileiro, o símbolo do talento natural do povo da nossa nação com a bola nos pés – não é exatamente um adepto dos treinamentos: já nasceu com o dom. Resta-me, então, a mim e a todos os brasileiros, desejar boa sorte a este gênio, nessa que parece ser sua “última cruzada” na carreira: alcançar o milésimo gol. Boa sorte, Romário, e parabéns pelos seus 40 anos!

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Grafite vai embora. Mais um final infeliz

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Dante Baptista

Depois de Cicinho e Amoroso, Grafite anunciou a sua saída do Tricolor. O camisa 9 são-paulino aceitou a oferta de 11 milhões de reais para jogar no modesto Le Mans, da França, conforme anunciado na última quarta-feira, após a derrota de 1 a 0 do São Paulo para o Juventus.

A diretoria tricolor, que se orgulhava de negociar com jogadores 'sem novelas', viu duas delas no começo da temporada. A primeira foi com Amoroso, que foi para o Milan, e agora com Grafite. Nem mesmo a proposta de aumentar em 100% o valor do salário do atacante o seduziu. Pelo tom do discurso, parecia que estava orientado pelos empresários a agir de tal forma.

Grafite saiu alegando que não teve reconhecimento da diretoria, e por isso estava se transferindo para o Le Mans. O jogador deve ter se esquecido dos meses em que esteve em recuperação depois da contusão no joelho e, mesmo sem condições técnicas, ainda entrou nas duas partidas do Mundial de Clubes.

O caso de Grafite, bem como o de Amoroso, ilustra a influência dos empresários nas decisões dos jogadores. Enquanto Nivaldo Baldo tratou da renovação (frustrada) de Amoroso como uma batalha pessoal, o mesmo serviu para o ex-camisa 9, que atacou indiretamente a diretoria.

Infelizmente, os empresários pouco pensam no lado pessoal do jogador. Interessam-se apenas pelo financeiro. Qual visibilidade terá Grafite, que não é dos jogadores mais técnicos, no modesto Le Mans? Trocar o atual campeão do mundo por um time debutante na fraca primeira divisão francesa não parece ser uma boa escolha.


Coluna republicada do http://futeblog.uniblog.com.br - Futebol com Informação e Opinião

quinta-feira, janeiro 26, 2006

RUMO A 2006: Suécia

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Henrique Moretti

Pequeno e frio país escandinavo, a Suécia tem tradição quando o assunto é futebol. Desde os primórdios da Copa do Mundo FIFA, os suecos já aprontavam das suas. Em 1938, no Mundial da França, foram semifinalistas e em 1958, como anfitriões, eliminaram a forte Alemanha Ocidental e só caíram na final ante o Brasil. Mais recentemente, boa campanha no Mundial de 1994, nos EUA, onde Kennet Andersson e cia., que levou a equipe à nova semifinal, em outra eliminação para os brasileiros.

Para a Copa da Alemanha, a base da de 2002 foi mantida, sendo até o técnico Lars Lagerback remanescente (na época fazia dupla com Tommy Soderbergh). Daquela vez, a equipe, que era considerada a zebra do Grupo da Morte, surpreendeu argentinos e nigerianos conquistando a vaga junto com a Inglaterra, e em primeiro lugar. A eliminação veio nas Oitavas para Senegal num dolorido Gol de Ouro, após grandes chances suecas.

Na última EURO, em 2004, nova boa campanha na primeira fase, eliminando a Itália, e derrota nas quartas, contra a Holanda, nos pênaltis, novamente com a seleção amarela perdendo boas oportunidades.

Tentar acabar com a escrita de parar logo no início da segunda fase é o objetivo desta vez para a Suécia, que nas Eliminatórias obteve ótima campanha, com 8 vitórias em 10 jogos, 30 gols marcados, apenas 4 sofridos, e co-liderança do grupo 8 com a Croácia, perdendo a liderança apenas no confronto direto.

A segura defesa da equipe tem o bom Isaksson no gol, substituto do conhecido ex-goleiro Hedman, e o experiente Mellberg como pilastra e capitão. Na parte ofensiva, além do grande trio Fredrik Ljungberg, Henrik Larsson e Zlatan Ibrahimovic (foto abaixo), o time ainda conta com o veterano meia Svensson, e os jovens Kim Kallstrom e Christian Wilhelmsson. Porém, há uma grande discrepância de nível técnico entre titulares e reservas, sendo estes restritos a poucos nomes de qualidade.

No sorteio para a Copa-2006, os escandinavos caíram num grupo razoável, novamente com a forte Inglaterra, favorita à liderança e treinada pelo sueco Sven-Goran Eriksson, o valente Paraguai e o fraco Trinidad e Tobago. Chegar è segunda fase parece tarefa bem possível para eles, já que o Paraguai está envelhecido e com o desfalque de Santa Cruz. Para acabar de vez com o tabu de eliminação nas oitavas, um primeiro lugar seria interessante, já que assim provavelmente fugiriam de um confronto contra a Alemanha.

E buscando alçar esses vôos mais altos que a Suécia chega à Alemanha. Com um excelente poderio ofensivo formado por Ljungberg, Larsson e Ibrahimovic, a seleção pode ir longe. Assim como pode, em caso de um mal dia do trio, voltar mais cedo pra casa.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1904
Afiliação à FIFA: 1904
Participações em Mundiais: 10 (1934, 1938, 1950, 1958, 1970, 1974, 1978, 1990, 1994, 2002)
Melhor Resultado: Vice-campeão (1958)
Última Copa: Oitavas-de-final (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 2º colocada do Grupo 8 da Zona Européia
Títulos Continentais: Nenhum
Ranking FIFA: 14º
Time-Base: Isaksson, Ostlund, Lucic, Mellberg, Edman; Linderoth, Svensson, Kallstrom (Wilhelmsson), Ljungberg; Larsson e Ibrahimovic
Técnico: Lars Lagerback
Principal Estrela: Zlatan Ibrahimovic (Juventus)
Formação: 4-4-2
Avaliação: *** (Passa da Primeira Fase)


FALTAM 134 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
imagem: www.fifaworldcup.com

sábado, janeiro 21, 2006

RUMO A 2006: Polônia

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Henrique Moretti

Depois do vexame realizado na Copa do Mundo de 2002, na Coréia e Japão, onde foi eliminada logo na primeira fase, a Polônia busca na Alemanha 2006 apagar aquela má lembrança e tentar voltar aos tempos de glória, como nas Copas de 74 e 86, em que levada por jogadores talentosos como Zbigniew Boniek e Kazimierz Deyna alcançou o terceiro lugar.

A equipe hoje treinada pelo técnico Pawel Janas por muito pouco não terminou as Eliminatórias Européias como líder de um grupo que tinha Inglaterra, Áustria e País de Gales: ficou na segunda posição, e se classificou diretamente ao Mundial pelo índice técnico, com apenas duas derrotas – para os ingleses – e com direito a goleada de 8x0 frente ao Azerbaijão.

A defesa, que possui três zagueiros e tem como nome mais conhecido o goleiro Jerzy Dudek, herói da última conquista da UCL pelo Liverpool e hoje lá renegado, mostrou força, com média inferior a um gol sofrido por jogo. De resto, vários jogadores desconhecidos do grande público, poucos desses titulares nas maiores ligas inglesas. Como destaques se sobressaem o atacante Ebi Smoralek e o meia Jacek Krzynowek, dos alemães Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen, e os artilheiros da Polônia nas eliminatórias, Zurawski e Frankowski (a direita da foto, com Zewlakow), ambos com sete gols.

Olisadebe, africano naturalizado polonês que foi o principal jogador do time na Copa 2002, já não integra mais os planos para esse próximo Mundial. Pesa muito contra ele as recentes contusões pelo Panathinaikos e a falta, portanto, de ritmo de jogo.

No sorteio para a maior competição de seleções do planeta, a sorte sorriu para o lado da Polônia, que caiu num grupo mais que acessível, o A. Os adversários são a anfitriã Alemanha e as incógnitas Equador e Costa Rica. A briga pela segunda vaga (os alemães são favoritos à liderança) deve ser boa, porém com aparente vantagem para os poloneses.

No mais, brilho ninguém vai esperar da Polônia para a Copa, mas muita vontade e disciplina tática deverão compensar a falta de talento de seus jogadores. A expectativa de superar a campanha de 2002 é bem possível de ser realizada.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1919
Afiliação à FIFA: 1923
Participações em Mundiais: 6 (1938, 1974, 1978, 1982, 1986, 2002)
Melhor Resultado: Semifinais (1974, 1982)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Títulos Continentais: Nenhum
Ranking FIFA: 23º
Time-Base: Dudek, Klos (Jop), Zewlakow, Baki; Sobolewski, Zurawski, Szymkowiak, Baszcynki, Krzynowek; Frankowski e Smolarek
Técnico: Pawel Janas

Principal Estrela: Ebi Smolarek (Borussia Dortmund)
Formação: 3-5-2
Avaliação: ** (Em grupo teoricamente fácil, tem tudo para chegar à segunda fase)

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Copa Africana de Nações: prévia do "africano da vez"

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Pedro Galindo

Hoje, dia 20 de janeiro, começa em Cairo, no Egito, a 25ª edição da Copa Africana de Nações. O torneio, que é o mais importante do continente negro - o equivalente à Copa América ou à Euro - terá a participação de 16 equipes que foram selecionadas de acordo com a sua campanha nas Eliminatórias Africanas. A atual campeã, Tunísia, vai em busca do bi, mas conta com alguns adversários difíceis no meio do caminho, como Costa do Marfim, Nigéria, África do Sul, Camarões (o maior vencedor da história do torneio, junto ao Egito e a Gana, com quatro títulos cada), entre muitos outros africanos tradicionais. A divisão dos grupos foi feita da seguinte forma:

Grupo A: Egito, Costa do Marfim, Líbia e Marrocos;
Grupo B: Angola, Camarões, República do Congo e Togo;
Grupo C: Tunísia, Guiné, África do Sul e Zâmbia;
Grupo D: Gana, Nigéria, Senegal e Zimbábue.


Apesar da aparente formação de um "grupo da morte" - o grupo D - o equilíbrio parece ter sido a principal marca do sorteio. A cada dia que passa, mais jogadores são revelados por toda a África, haja vista o crescente trabalho que as seleções africanas vêm dando nas Copas do Mundo e, principalmente, nas competições de base. E isso faz com que o torneio tenha se nivelado bastante: não há mais nenhuma "superpotência", como já foram Camarões, na década de 90, e Egito, na década de 60. Possui, sim, vários elencos de alto nível, que têm condições de competir com a maioria das seleções do mundo, em iguais condições, como talvez seja o caso da seleção da Costa do Marfim.

Esse torneio, que já teve um nível técnico baixíssimo - para se ter uma idéia, a primeira vitória de uma seleção africana na história das copas foi apenas em 1978, numa vitória da seleção da Tunísia sobre o México, por 3x1 -, agora já tem excelentes jogadores atuando, talvez até alguns que possam ser considerados craques, como o nigeriano Jay Jay Okocha ou o senegalês El-Hadji Diouf. Outros exemplos de grandes jogadores que atuarão no certame são os costa-marfinenses Didier Drogba (foto acima) e Kalou, os camaroneses Samuel Eto'o (foto a direita), artilheiro do Barcelona, e Geremi, meia do Chelsea. Também participará o meia ganês Essien (foto abaixo), também dos Blues, além do nigeriano Obafemi Martins. Alguns deles, como é o caso dos camaroneses (talvez o melhor time da competição), querem tentar apagar o "fiasco" nas eliminatórias, quando o time, que era considerado favorito, não conseguiu a vaga para o maior torneio de seleções do mundo, após perder a vaga em um pênalti desperdiçado no final do segundo tempo do último jogo, contra o Egito. Outra seleção que vai com o mesmo objetivo dos Leões camaroneses é a nigeriana. Depois de desperdiçar uma boa geração, que não conseguiu se classificar para a Copa da Alemanha - perdeu a vaga para a "zebra" Angola -, a seleção campeã na Olimpíada de Atlanta vai lutar pelo caneco, ao qual é fortíssima candidata. Outras seleções que correm por fora são, principalmente, África do Sul, Gana e Costa do Marfim.

Outra "finalidade" desse torneio, já citada no título, é tentar prever quem será o "africano da vez", ou seja, a surpresa africana na Copa seguinte. Como exemplos, a Nigéria, que em 94 ganhou a Copa Africana e foi bastante longe na Copa dos EUA, em relação às outras seleções do continente, ou a seleção camaronesa que foi campeã em 1988 e, logo depois, surpreendeu o mundo com um futebol alegre e, principalmente, com os gols do "artilheiro-quarentão" Roger Milla.

A fórmula de disputa é bastante simples: o torneio tem um formato similar ao da Copa do Mundo, só que com a metade dos times. O primeiro e o segundo lugar de cada grupo se classificam, se enfrentam em partidas eliminatórias até dois deles chegarem à final. Muito provavelmente, teremos partidas de altíssimo nível técnico durante todo o certame e, sobretudo, na final, que com certeza encherá os olhos daqueles que adoram ver o alegre, contagiante e altamente técnico futebol africano. Olho neles, porque na Copa, sempre tem um que surpreende.


Transmissão: ESPN Brasil

Jogo de Abertura:
20/01/2006
- sexta-feira - Egito x Líbia - 15 horas – AO VIVO

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Clássico abre Candangão 2006

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Leandro Alarcon


Começo cheio de rivalidade no Campeonato Candango 2006. Logo na primeira rodada, os principais times do Distrito Federal, Gama e Brasiliense, fizeram o principal clássico da região.

O confronto aconteceu graças à decisão da Federação Metropolitana de Futebol de não fazer o sorteio direcionado, permitindo a possibilidade de formação do chamado grupo da morte, com Gama e Brasiliense na mesma chave.

Foi o que aconteceu. Os principais times do Distrito Federal cairiam na mesma chave e são os grades favoritos as duas vagas do grupo “A”, que conta ainda com Capital, CFZ, e UNAÍ-MG. No grupo “B” todos possuem chances iguais de classificação, com uma pequena vantagem para o Ceilândia, que no ano passado surpreendeu ao ficar com o vice-campeonato e que neste ano, além de reforçar o elenco, reformou o seu estádio que esteve fechado na temporada passada.

A briga no grupo “B” ainda conta com mais um tempero. Como o regulamento garante aos dois melhores colocados do campeonato, participação na série “C” do Brasileiro deste ano e Gama e Brasiliense já estão garantidos na série “B”, os dois times que saírem do grupo “B”, deverão disputar a terceira divisão do nacional deste ano, isso é claro, se os favoritos não tropeçarem em nenhuma zebra pelo caminho.


Brasiliense x Gama

O primeiro tempo foi movimentado, com os dois times criando várias chances de gol, até que o meia Canela fez o gol do Gama. O Brasiliense não se abateu e ainda no primeiro tempo conseguiu buscar o empate com o estreante Allann Delon.

Apesar de o Gama ter mais a posse de bola no primeiro tempo e ter criado algumas boas chances, não conseguiu converter as oportunidades criadas em gol, terminado o primeiro tempo no 1x1 mesmo.

No segundo tempo o Brasiliense veio com força total, abrindo espaços para as jogadas de contra ataque do Gama, mas novamente o alviverde não soube aproveitar suas chances e acabou sendo vítima do velha máxima do futebol, “quem não faz leva”. Iranildo, de falta, aos 21 minutos, virou para o Jacaré. O jogo seguiu equilibrado, mas acabou assim, Brasiliense 2 x 1 Gama.


J
ogos da rodada

Brasiliense 2 x 1 Gama

Unaí 2 x 2 CFZ/Brasília

Ceilândia 2 x 1 Dom Pedro

Guará 0 x 4 Luziânia

terça-feira, janeiro 17, 2006

Matthäus no Furacão. É uma boa?

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Dante Baptista


O Atlético-PR anunciou a contratação do técnico Lothar Matthäus. Campeão do Mundo pela Alemanha em 1990, terá o desafio de ser o primeiro técnico de uma grande potência européia a dirigir um time brasileiro de grande porte. A idéia de dirigir o Furacão partiu do próprio Matthäus, que se impressionou com a estrutura do clube. Ele recebeu o sim da esposa, e só espera a resposta dos advogados para vir ao Brasil em definitivo.

Porém, trazer o alemão para dirigir o Atlético é uma grande jogada de marketing. O nome de Matthäus é conhecido no mundo todo, e a sua vinda para o Brasil projetaria o nome do Furacão a esferas internacionais. O time paranaense também conta com o apelo da colônia alemã no sul do país, e, por ser um grande vendedor de jogadores, ter um técnico como Matthäus ajudaria nas negociações.

Porém, como toda jogada de marketing, a vinda de Matthäus traz problemas. O alemão ainda é inexperiente e reconhecidamente não é um bom técnico. Seu currículo tem, além de times alemães, a seleção húngara, a qual ele não conseguiu classificar nem para a repescagem das eliminatórias.

Fora isso, o provável técnico do Furacão terá de se adaptar a dois problemas recorrentes dos estrangeiros que vêm ao Brasil. Língua e calendário. E, no caso de Matthäus, não se sabe o que é pior. A distância entre a língua brasileira e a alemã é enorme e dificulta a obtenção de bons resultados a curto prazo.

E, para conseguir se adaptar a um calendário com várias competições simultâneas e sem o plantel e o dinheiro europeus, Mathäus terá dificuldades. Mesmo tentando aliar o talento brasileiro à disciplina do velho continente, a missão é complicada. Há o risco de o tiro sair pela culatra.

Como em qualquer previsão, só o tempo pode dizer o que vai acontecer. Porém, é um risco muito grande para um clube em franca ascensão como o Atlético trazer um técnico ainda sem know-how no futebol brasileiro. Mesmo com o nome que tem Lothar Matthäus, a aposta é arriscada e pode não dar o resultado desejado. O exemplo de contratações apenas pelo marketing já foi dado pelo Real Madrid, e ficou provado que não dá certo. Cuidado, Furacão...


Coluna republicada do http://futeblog.uniblog.com.br - Futebol com Informação e Opinião


domingo, janeiro 15, 2006

Fim da linha para Carlos Bianchi

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Henrique Moretti

O técnico argentino Carlos Bianchi durou pouco no comando do Atlético de Madrid. Sua passagem pelo clube da capital espanhola durou exatamente 219 dias, tendo se iniciado em Junho de 2005. O golpe de misericórdia foi realizado na derrota da última quarta-feira (0x1) para o Zagaroza em pleno estádio Vicente Calderón, pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Rei. “El Virrey” teve inclusive sua cabeça pedida por parte dos torcedores atleticanos.

Essa notícia, tal qual a da demissão de Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid, deixa o torcedor sul-americano com muitas dúvidas na cabeça. Como pode um treinador comprovadamente vencedor na América, com vários títulos importantes por Boca Juniors e Vélez Sarsfield ir tão mal quando o desafio é no Velho Continente?

Bianchi, que já havia fracassado na Roma no fim dos anos 90, sabe que será muito duro receber uma nova boa oportunidade de trabalho na Europa. E o caso do Atlético é bem peculiar. Depois da equipe terminar entre os 10 primeiros da última Liga Espanhola, tendo inclusive brigado diretamente por vagas nas copas européias, o presidente Enrique Cerezo resolveu abrir os cofres do clube para realmente ganhar títulos, depois de longo jejum. Para alcançar o objetivo, nada melhor seria que apostar num técnico já consagrado, como Bianchi, e lhe dar a devida liberdade para contratar.

Ao todo, 22 milhões de euros foram gastos na construção do time, com as contratações dos argentinos Maxí Rodriguez e Luciano Galleti, do sérvio e montenegrino Mateja Kezman - que sofreu muito com contusões - e do búlgaro Martin Petrov, todos defensores de suas seleções nacionais. Todos esses somado à juventude e talento de Fernando Torres (na foto com Kezman), provável dono da camisa 9 da Fúria na Copa 2006, e à habilidade do baixinho meia também argentino Ariel Ibagaza.

O teórico timaço ficou apenas no papel e o Atlético amargou muitos pontos perdidos dentro da própria casa, problemas inusitados, como o da intoxicação estomacal que tirou de cena vários jogadores do elenco na semana retrasada, e uma apenas medíocre 12ª posição no campeonato nacional, a quatro pontos da zona de rebaixamento, e o que era pra ser uma volta triunfal de Bianchi ao futebol (ficou afastado dos gramados por mais de um ano devido a problemas familiares) acabou se transformando num vexame que talvez não tenha mais volta para o argentino.

Só resta agora ao “Virrey” provar novamente que tem condições de realizar um grande trabalho na Europa. Treinar a Seleção Argentina pós-Copa do Mundo pode ser um bom (re)começo.