sábado, janeiro 21, 2006

RUMO A 2006: Polônia

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Henrique Moretti

Depois do vexame realizado na Copa do Mundo de 2002, na Coréia e Japão, onde foi eliminada logo na primeira fase, a Polônia busca na Alemanha 2006 apagar aquela má lembrança e tentar voltar aos tempos de glória, como nas Copas de 74 e 86, em que levada por jogadores talentosos como Zbigniew Boniek e Kazimierz Deyna alcançou o terceiro lugar.

A equipe hoje treinada pelo técnico Pawel Janas por muito pouco não terminou as Eliminatórias Européias como líder de um grupo que tinha Inglaterra, Áustria e País de Gales: ficou na segunda posição, e se classificou diretamente ao Mundial pelo índice técnico, com apenas duas derrotas – para os ingleses – e com direito a goleada de 8x0 frente ao Azerbaijão.

A defesa, que possui três zagueiros e tem como nome mais conhecido o goleiro Jerzy Dudek, herói da última conquista da UCL pelo Liverpool e hoje lá renegado, mostrou força, com média inferior a um gol sofrido por jogo. De resto, vários jogadores desconhecidos do grande público, poucos desses titulares nas maiores ligas inglesas. Como destaques se sobressaem o atacante Ebi Smoralek e o meia Jacek Krzynowek, dos alemães Borussia Dortmund e Bayer Leverkusen, e os artilheiros da Polônia nas eliminatórias, Zurawski e Frankowski (a direita da foto, com Zewlakow), ambos com sete gols.

Olisadebe, africano naturalizado polonês que foi o principal jogador do time na Copa 2002, já não integra mais os planos para esse próximo Mundial. Pesa muito contra ele as recentes contusões pelo Panathinaikos e a falta, portanto, de ritmo de jogo.

No sorteio para a maior competição de seleções do planeta, a sorte sorriu para o lado da Polônia, que caiu num grupo mais que acessível, o A. Os adversários são a anfitriã Alemanha e as incógnitas Equador e Costa Rica. A briga pela segunda vaga (os alemães são favoritos à liderança) deve ser boa, porém com aparente vantagem para os poloneses.

No mais, brilho ninguém vai esperar da Polônia para a Copa, mas muita vontade e disciplina tática deverão compensar a falta de talento de seus jogadores. A expectativa de superar a campanha de 2002 é bem possível de ser realizada.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1919
Afiliação à FIFA: 1923
Participações em Mundiais: 6 (1938, 1974, 1978, 1982, 1986, 2002)
Melhor Resultado: Semifinais (1974, 1982)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Títulos Continentais: Nenhum
Ranking FIFA: 23º
Time-Base: Dudek, Klos (Jop), Zewlakow, Baki; Sobolewski, Zurawski, Szymkowiak, Baszcynki, Krzynowek; Frankowski e Smolarek
Técnico: Pawel Janas

Principal Estrela: Ebi Smolarek (Borussia Dortmund)
Formação: 3-5-2
Avaliação: ** (Em grupo teoricamente fácil, tem tudo para chegar à segunda fase)

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Copa Africana de Nações: prévia do "africano da vez"

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Pedro Galindo

Hoje, dia 20 de janeiro, começa em Cairo, no Egito, a 25ª edição da Copa Africana de Nações. O torneio, que é o mais importante do continente negro - o equivalente à Copa América ou à Euro - terá a participação de 16 equipes que foram selecionadas de acordo com a sua campanha nas Eliminatórias Africanas. A atual campeã, Tunísia, vai em busca do bi, mas conta com alguns adversários difíceis no meio do caminho, como Costa do Marfim, Nigéria, África do Sul, Camarões (o maior vencedor da história do torneio, junto ao Egito e a Gana, com quatro títulos cada), entre muitos outros africanos tradicionais. A divisão dos grupos foi feita da seguinte forma:

Grupo A: Egito, Costa do Marfim, Líbia e Marrocos;
Grupo B: Angola, Camarões, República do Congo e Togo;
Grupo C: Tunísia, Guiné, África do Sul e Zâmbia;
Grupo D: Gana, Nigéria, Senegal e Zimbábue.


Apesar da aparente formação de um "grupo da morte" - o grupo D - o equilíbrio parece ter sido a principal marca do sorteio. A cada dia que passa, mais jogadores são revelados por toda a África, haja vista o crescente trabalho que as seleções africanas vêm dando nas Copas do Mundo e, principalmente, nas competições de base. E isso faz com que o torneio tenha se nivelado bastante: não há mais nenhuma "superpotência", como já foram Camarões, na década de 90, e Egito, na década de 60. Possui, sim, vários elencos de alto nível, que têm condições de competir com a maioria das seleções do mundo, em iguais condições, como talvez seja o caso da seleção da Costa do Marfim.

Esse torneio, que já teve um nível técnico baixíssimo - para se ter uma idéia, a primeira vitória de uma seleção africana na história das copas foi apenas em 1978, numa vitória da seleção da Tunísia sobre o México, por 3x1 -, agora já tem excelentes jogadores atuando, talvez até alguns que possam ser considerados craques, como o nigeriano Jay Jay Okocha ou o senegalês El-Hadji Diouf. Outros exemplos de grandes jogadores que atuarão no certame são os costa-marfinenses Didier Drogba (foto acima) e Kalou, os camaroneses Samuel Eto'o (foto a direita), artilheiro do Barcelona, e Geremi, meia do Chelsea. Também participará o meia ganês Essien (foto abaixo), também dos Blues, além do nigeriano Obafemi Martins. Alguns deles, como é o caso dos camaroneses (talvez o melhor time da competição), querem tentar apagar o "fiasco" nas eliminatórias, quando o time, que era considerado favorito, não conseguiu a vaga para o maior torneio de seleções do mundo, após perder a vaga em um pênalti desperdiçado no final do segundo tempo do último jogo, contra o Egito. Outra seleção que vai com o mesmo objetivo dos Leões camaroneses é a nigeriana. Depois de desperdiçar uma boa geração, que não conseguiu se classificar para a Copa da Alemanha - perdeu a vaga para a "zebra" Angola -, a seleção campeã na Olimpíada de Atlanta vai lutar pelo caneco, ao qual é fortíssima candidata. Outras seleções que correm por fora são, principalmente, África do Sul, Gana e Costa do Marfim.

Outra "finalidade" desse torneio, já citada no título, é tentar prever quem será o "africano da vez", ou seja, a surpresa africana na Copa seguinte. Como exemplos, a Nigéria, que em 94 ganhou a Copa Africana e foi bastante longe na Copa dos EUA, em relação às outras seleções do continente, ou a seleção camaronesa que foi campeã em 1988 e, logo depois, surpreendeu o mundo com um futebol alegre e, principalmente, com os gols do "artilheiro-quarentão" Roger Milla.

A fórmula de disputa é bastante simples: o torneio tem um formato similar ao da Copa do Mundo, só que com a metade dos times. O primeiro e o segundo lugar de cada grupo se classificam, se enfrentam em partidas eliminatórias até dois deles chegarem à final. Muito provavelmente, teremos partidas de altíssimo nível técnico durante todo o certame e, sobretudo, na final, que com certeza encherá os olhos daqueles que adoram ver o alegre, contagiante e altamente técnico futebol africano. Olho neles, porque na Copa, sempre tem um que surpreende.


Transmissão: ESPN Brasil

Jogo de Abertura:
20/01/2006
- sexta-feira - Egito x Líbia - 15 horas – AO VIVO

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Clássico abre Candangão 2006

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Leandro Alarcon


Começo cheio de rivalidade no Campeonato Candango 2006. Logo na primeira rodada, os principais times do Distrito Federal, Gama e Brasiliense, fizeram o principal clássico da região.

O confronto aconteceu graças à decisão da Federação Metropolitana de Futebol de não fazer o sorteio direcionado, permitindo a possibilidade de formação do chamado grupo da morte, com Gama e Brasiliense na mesma chave.

Foi o que aconteceu. Os principais times do Distrito Federal cairiam na mesma chave e são os grades favoritos as duas vagas do grupo “A”, que conta ainda com Capital, CFZ, e UNAÍ-MG. No grupo “B” todos possuem chances iguais de classificação, com uma pequena vantagem para o Ceilândia, que no ano passado surpreendeu ao ficar com o vice-campeonato e que neste ano, além de reforçar o elenco, reformou o seu estádio que esteve fechado na temporada passada.

A briga no grupo “B” ainda conta com mais um tempero. Como o regulamento garante aos dois melhores colocados do campeonato, participação na série “C” do Brasileiro deste ano e Gama e Brasiliense já estão garantidos na série “B”, os dois times que saírem do grupo “B”, deverão disputar a terceira divisão do nacional deste ano, isso é claro, se os favoritos não tropeçarem em nenhuma zebra pelo caminho.


Brasiliense x Gama

O primeiro tempo foi movimentado, com os dois times criando várias chances de gol, até que o meia Canela fez o gol do Gama. O Brasiliense não se abateu e ainda no primeiro tempo conseguiu buscar o empate com o estreante Allann Delon.

Apesar de o Gama ter mais a posse de bola no primeiro tempo e ter criado algumas boas chances, não conseguiu converter as oportunidades criadas em gol, terminado o primeiro tempo no 1x1 mesmo.

No segundo tempo o Brasiliense veio com força total, abrindo espaços para as jogadas de contra ataque do Gama, mas novamente o alviverde não soube aproveitar suas chances e acabou sendo vítima do velha máxima do futebol, “quem não faz leva”. Iranildo, de falta, aos 21 minutos, virou para o Jacaré. O jogo seguiu equilibrado, mas acabou assim, Brasiliense 2 x 1 Gama.


J
ogos da rodada

Brasiliense 2 x 1 Gama

Unaí 2 x 2 CFZ/Brasília

Ceilândia 2 x 1 Dom Pedro

Guará 0 x 4 Luziânia

terça-feira, janeiro 17, 2006

Matthäus no Furacão. É uma boa?

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Dante Baptista


O Atlético-PR anunciou a contratação do técnico Lothar Matthäus. Campeão do Mundo pela Alemanha em 1990, terá o desafio de ser o primeiro técnico de uma grande potência européia a dirigir um time brasileiro de grande porte. A idéia de dirigir o Furacão partiu do próprio Matthäus, que se impressionou com a estrutura do clube. Ele recebeu o sim da esposa, e só espera a resposta dos advogados para vir ao Brasil em definitivo.

Porém, trazer o alemão para dirigir o Atlético é uma grande jogada de marketing. O nome de Matthäus é conhecido no mundo todo, e a sua vinda para o Brasil projetaria o nome do Furacão a esferas internacionais. O time paranaense também conta com o apelo da colônia alemã no sul do país, e, por ser um grande vendedor de jogadores, ter um técnico como Matthäus ajudaria nas negociações.

Porém, como toda jogada de marketing, a vinda de Matthäus traz problemas. O alemão ainda é inexperiente e reconhecidamente não é um bom técnico. Seu currículo tem, além de times alemães, a seleção húngara, a qual ele não conseguiu classificar nem para a repescagem das eliminatórias.

Fora isso, o provável técnico do Furacão terá de se adaptar a dois problemas recorrentes dos estrangeiros que vêm ao Brasil. Língua e calendário. E, no caso de Matthäus, não se sabe o que é pior. A distância entre a língua brasileira e a alemã é enorme e dificulta a obtenção de bons resultados a curto prazo.

E, para conseguir se adaptar a um calendário com várias competições simultâneas e sem o plantel e o dinheiro europeus, Mathäus terá dificuldades. Mesmo tentando aliar o talento brasileiro à disciplina do velho continente, a missão é complicada. Há o risco de o tiro sair pela culatra.

Como em qualquer previsão, só o tempo pode dizer o que vai acontecer. Porém, é um risco muito grande para um clube em franca ascensão como o Atlético trazer um técnico ainda sem know-how no futebol brasileiro. Mesmo com o nome que tem Lothar Matthäus, a aposta é arriscada e pode não dar o resultado desejado. O exemplo de contratações apenas pelo marketing já foi dado pelo Real Madrid, e ficou provado que não dá certo. Cuidado, Furacão...


Coluna republicada do http://futeblog.uniblog.com.br - Futebol com Informação e Opinião


domingo, janeiro 15, 2006

Fim da linha para Carlos Bianchi

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Henrique Moretti

O técnico argentino Carlos Bianchi durou pouco no comando do Atlético de Madrid. Sua passagem pelo clube da capital espanhola durou exatamente 219 dias, tendo se iniciado em Junho de 2005. O golpe de misericórdia foi realizado na derrota da última quarta-feira (0x1) para o Zagaroza em pleno estádio Vicente Calderón, pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Copa do Rei. “El Virrey” teve inclusive sua cabeça pedida por parte dos torcedores atleticanos.

Essa notícia, tal qual a da demissão de Vanderlei Luxemburgo no Real Madrid, deixa o torcedor sul-americano com muitas dúvidas na cabeça. Como pode um treinador comprovadamente vencedor na América, com vários títulos importantes por Boca Juniors e Vélez Sarsfield ir tão mal quando o desafio é no Velho Continente?

Bianchi, que já havia fracassado na Roma no fim dos anos 90, sabe que será muito duro receber uma nova boa oportunidade de trabalho na Europa. E o caso do Atlético é bem peculiar. Depois da equipe terminar entre os 10 primeiros da última Liga Espanhola, tendo inclusive brigado diretamente por vagas nas copas européias, o presidente Enrique Cerezo resolveu abrir os cofres do clube para realmente ganhar títulos, depois de longo jejum. Para alcançar o objetivo, nada melhor seria que apostar num técnico já consagrado, como Bianchi, e lhe dar a devida liberdade para contratar.

Ao todo, 22 milhões de euros foram gastos na construção do time, com as contratações dos argentinos Maxí Rodriguez e Luciano Galleti, do sérvio e montenegrino Mateja Kezman - que sofreu muito com contusões - e do búlgaro Martin Petrov, todos defensores de suas seleções nacionais. Todos esses somado à juventude e talento de Fernando Torres (na foto com Kezman), provável dono da camisa 9 da Fúria na Copa 2006, e à habilidade do baixinho meia também argentino Ariel Ibagaza.

O teórico timaço ficou apenas no papel e o Atlético amargou muitos pontos perdidos dentro da própria casa, problemas inusitados, como o da intoxicação estomacal que tirou de cena vários jogadores do elenco na semana retrasada, e uma apenas medíocre 12ª posição no campeonato nacional, a quatro pontos da zona de rebaixamento, e o que era pra ser uma volta triunfal de Bianchi ao futebol (ficou afastado dos gramados por mais de um ano devido a problemas familiares) acabou se transformando num vexame que talvez não tenha mais volta para o argentino.

Só resta agora ao “Virrey” provar novamente que tem condições de realizar um grande trabalho na Europa. Treinar a Seleção Argentina pós-Copa do Mundo pode ser um bom (re)começo.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Se arrependimento matasse...

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Leandro Alarcon

E o Luis Fabiano quer voltar. O ex-atacante do São Paulo de 25 anos, declarou ao jornal de esportes espanhol “Marca”, na última terça-feira, que pretende voltar ao futebol brasileiro, o jogador, que só fez dois jogos seguidos pelo Sevilla, admitiu não ter conseguido se adaptar ao futebol europeu e que não está contente no clube.

Mesmo depois de pedir desculpas à torcida, as declarações do jogador fazem lembrar uma antiga discussão, até quando ou quanto vale a pena se transferir para o futebol europeu. Luis Fabiano foi o principal artilheiro do São Paulo entre 2001 e 2004, quando se transferiu para o Porto e de lá foi emprestado ao Sevilla da Espanha. Os dois clubes são tradicionais e visados pela mídia, mas o jogador acabou caindo no esquecimento do torcedor.

Quando atuava no tricolor paulista, o jogador era tido como grande promessa para fazer parte do grupo que vai a Copa da Alemanha, enquanto hoje sua presença no mundial é improvável. Além de Luis Fabiano, outros atletas tiveram a carreira dificultada ao irem jogar fora do país.

A vontade de ganhar euros, além da promessa de um futebol bem organizado, leva jogadores e empresários a fechar negócios que poderiam ser até mais lucrativos se não fossem concluídos com tanta pressa. Bom exemplo disso é o jogador Diego, que em 2002 fez uma ótima parceria com Robinho no Santos, os “meninos da Vila”, como eram chamados, foram fundamentais para a conquista do Brasileiro daquele ano. Porém, ao tratarem de suas carreiras seguiram caminhos diferentes.

Diego achou melhor aproveitar a boa fase e em 2004 aceitou a primeira proposta da Europa que recebeu - do Porto. Resultado, um gol em 15 jogos, além de amargar o banco de reservas. Hoje suas chances de ir à Copa também são pequenas. Já Robinho teve paciência e permaneceu no futebol brasileiro, onde continuou chamando atenção da mídia. O que aconteceu com ele? Também conseguiu contrato na Europa – um bom contrato, diga-se de passagem - e ninguém tem dúvidas se ele vai para a Copa do Mundo.

É claro que é muito fácil falar agora que tudo já aconteceu e está encaminhado, mas basta olhar um pouco para o passado e perceber que não é primeira vez que promessas são perdidas e nunca mais encontradas, como é o caso de França, Marcelinho Carioca, Vampeta...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Estaduais 2006: Começando tudo de novo

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Pedro Galindo

Janeiro, tempo de praia, lazer e, sobretudo, férias. Mas também é o mês em que os jogadores de futebol voltam a trabalhar, o mês em que começam todos os estaduais – que já foram muito mais importantes outrora. E com os estaduais vêm também as contratações, novos treinadores, e várias novidades na maioria dos times.

Nos principais campeonatos do Brasil, o Carioca e o Paulista, muitas novidades, principalmente no Paulistão. O Santos foi o que trouxe mais reforços (era, talvez, o time mais fraco dos grandes). O excelente volante chileno Maldonado e o goleiro Fábio Costa foram as principais, junto com o atacante Reinaldo, ex-São Paulo. No Palmeiras, algumas contratações de relativo peso: o lateral-artilheiro Paulo Baier, ex-Goiás, e o “Animal” Edmundo foram as que mais chamaram a atenção. Já Corinthians e São Paulo (atual campeão) trouxeram poucos nomes: o atacante Rafael Moura, ex-Paysandu, e Xavier, ex-volante do Vitória, da Bahia, reforçam o alvinegro, enquanto o campeão mundial trouxe apenas o meia Rodrigo Fabri, apesar de ainda procurar um substituto para Cicinho. Um destaque também para o São Caetano, que trouxe de volta Adhemar, maior artilheiro da história do clube, e tem tudo para trazer o meia Rosembrick, que foi destaque da Série B de 2005 pelo Santa Cruz.

Já no Rio de Janeiro, poucas novidades. O Vasco trouxe os meias Fábio Baiano, ex-Flamengo e Corinthians, Ramon, que estava no Botafogo, e o lateral Léo Inácio, ex-Flamengo. No rival vermelho e preto, algumas contratações de expressão: Ronaldo Angelim, bom zagueiro ex-Fortaleza, e os ex-Fluminense Juan e Toró. No Botafogo, o meia Lúcio Flávio, ex-Paraná e Coxa, e o lateral Neném são os únicos reforços de renome. Nas Laranjeiras, chegaram alguns bons jogadores. Os laterais Rogério, ex-Corinthians, e Jean, que estava no Feyenoord, chegam para substituir os do ano passado. Junto com o goleiro Diego, ex-Atlético Paranaense, são as principais contratações do “Flu" (na imagem levantando a taça do ano passado) para a temporada.

Em Belo Horizonte também foi formado um grande elenco: o Cruzeiro. No ano do aniversário de 85 anos do clube, o presidente Alvimar Perrela decidiu soltar o dinheiro e trazer reforços de peso. A “Raposa” trouxe os atacantes Araújo, que segundo a IFFHS foi o maior artilheiro do mundo em 2005 (33 gols em 33 jogos pelo Gamba Osaka, do Japão), Élber, que fez história no futebol alemão, e o habilidoso Gil, ex-Corinthians. Trouxe também o volante Jonílson, depois de uma complicada negociação com o Botafogo. Além de todos esses reforços, o Cruzeiro ainda conseguiu manter a maioria dos seus jogadores da última temporada (apenas três do time titular saíram), o que o torna um potencial candidato às conquistas importantes de 2006.

Apesar de terem perdido muita importância nos últimos anos, devido à sua baixa rentabilidade, os campeonatos estaduais ainda são um bom teste para os clubes, que aproveitam para avaliar se seus plantéis são suficientes para o restante da temporada. Alguns deles já começaram, como os campeonatos pernambucano, baiano, cearense e goiano, e tiveram grandes jogos: já na abertura do campeonato goiano aconteceu o maior clássico local, entre Goiás e Vila Nova. O time rubro ganhou por 3x0, causando preocupação ao treinador do time alviverde Geninho.

Outra grande vantagem dos estaduais – e, talvez, o principal motivo pelo qual eles existem até hoje – é sua capacidade de manter as rivalidades locais acesas. Uma excelente alternativa ao prejuízo dos estaduais seria a volta dos bem-sucedidos campeonatos regionais, que fez sucesso em todas as regiões do Brasil, empolgando a todos, levando gente aos estádios e, principalmente, dando renda aos falidos clubes brasileiros. Porém, apesar de todos esses empecilhos, a expectativa é que tenhamos excelentes campeonatos estaduais, com um bom nível técnico e, principalmente, diversão a todos os amantes do futebol.


terça-feira, janeiro 10, 2006

Mercado Europeu de Inverno

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Henrique Moretti


Chegando ao início de mais um ano, como todos sabem os clubes europeus vão às compras mais uma vez. Porém, via de regra essa janela que se abre na Europa entre o fim do turno e o início do returno dos campeonatos nacionais é apenas para reparos.

Poucas contratações foram realizadas, sendo a que talvez mais chamou atenção foi a compra do bom lateral-direito holandês Jan Kromkamp pelo Liverpool (ao lado em sua apresentação), em troca do espanhol Josemi (de mesma posição), que seguiu rumo ao Villareal – a equipe do submarino amarelo recebeu também uma quantia em dinheiro.

Esta parece ter sido uma excelente sacada do técnico dos Reds Rafa Benitez, pois na atual safra mundial não há muitos bons jogadores da posição, e Kromkamp é um dos únicos. Mesmo sendo um pouco desconhecido do grande público, o lateral é presença praticamente certa na equipe titular da Holanda para a Copa 2006.

Outras aquisições importantes foram a do italiano Antonio Cassano (posando com sua camisa 19), que saiu da Roma, onde estava em litígio, em direção ao Real Madrid (que parece não se cansar de contratar atacantes). O avante que se destacou na EURO 2004 foi comprado pelo time da capital italiana por 30 milhões de euros há poucos anos e vendido hoje por apenas 1/6 disso, tudo porque o seu contrato estava para acabar em Junho. Cicinho, que já estava acertado com o clube merengue, também apresentou-se.

Outro atacante italiano que mudou de país foi o decadente Christian Vieri, que trocou o Milan, onde não fez grande coisa, pelo francês Mônaco. Com a mudança, Vieri pretende poder jogar regularmente visando uma vaga na Azzurra que vai ao Mundial da Alemanha.

Contratações menos bombásticas, porém boas, fez o Manchester United, trazendo o zagueiro Vidic, titular da seleção de Sérvia e Montenegro, por surpreendentes 7 milhões de euros, e o bom lateral francês Evra, que veio do Mônaco para substituir o lesionado argentino Heinze. A equipe de Alex Fergunson parece estar mais preocupada com a próxima temporada, já que foi eliminada precocemente da Copa dos Campeões e vencer a Premier League é tarefa quase impossível.

No sempre badalado Chelsea, apenas uma aquisição. E por empréstimo. Foi a do volante português Maniche (foto ao lado), xodó do técnico Jose Mourinho, que já o treinou em duas oportunidades. Maniche estava no Dinamo de Moscou, da Rússia, e foi trazido para cobrir a brexa que Essien deixará quando estiver na disputa da Copa da África, no fim do mês de Janeiro.

As contratações de menos peso foram na Espanha a do brasileiro Robert, pelo Betis, por empréstimo junto ao PSV, para substituir temporariamente o machucado Ricardo Oliveira; em Portugal as do meia francês Robert, do goleiro brasileiro Moretto e do meia Manduca (destaques do primeiro turno da Superliga), todas realizadas pelo Benfica. Na Itália, Palermo e Parma trocaram seus goleiros Guardalben e Luppatelli por empréstimo até o meio do ano. Ainda o inglês Portsmouth trouxe o atacante naturalizado polonês Olisadebe do Panathinaikos.

Assim, especulações não faltaram e ainda chamam a atenção circulando na mídia européia, porém de realmente concreto a janela de início de 2006 só apresentou esses nomes. Alguns clubes vão se acertando para o fim da temporada ainda pensando em títulos, outros já pensam no início da próxima, quando aí sim transferências de peso devem acontecer, inclusive com a já tradicional debandada dos jovens talentos brasileiros ao Velho Continente.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Um 2006 de Futebol e Paz

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Christian Avgoustopoulos

Pois é, estamos em 2006. Nosso centenário esporte vem ganhando força a cada ano que passa. Mais do que um esporte, jogo ou simples entretenimento, o futebol vem se consolidando como um dos mais significativos fatores humanos que nossos recentes antepassados nos deixaram como legado.

Desde uma simples brincadeira com os filhos no quintal de casa à uma Copa do Mundo, a magia e atração do futebol são inegáveis e superam muitas vezes fatores históricos de maior relevância em nossa sociedade, como por exemplo política e religião. E estamos agora iniciando mais um ano, mais batalhas por vir, mais espetáculos a serem oferecidos para nós pelos heróis da bola, pelos incansáveis atletas, sejam de raça ou de técnica, goleiros ou centroavantes, veteranos ou juvenis. E o segredo desse esporte é justamente essa aglutinação. A mistura desses fatores leva ao equilíbrio, à variedade, a algo mais do que o arroz com feijão, ou até mesmo (e por que não?) a sublime simplicidade do arroz com feijão

Já na Europa o ano está recomeçando. Mercado de reparo em janeiro, contratações apenas para ajustar pequenas deficiências de cada equipe. Fase final de Copa dos Campeões, segundo turno dos campeonatos nacionais. E ao meio do ano, o momento do clímax. Mais uma vez veremos uma grande massa de pessoas em sintonia num mesmo foco. Sim, que venha a Copa! Mais uma vez teremos a chance de ver as melhores seleções do mundo peleando com sua bandeira no peito em busca da mais fascinante competição que temos no mundo. Coisa linda! Uma guerra branca, sem armas, sem politicagem, sem alianças e conspirações. E cada um de nós estará representado pelos 23 jogadores convocados de cada país, que estarão em campo tentando superar seus limites e encher de orgulho seu povo. Quem dera se o mundo só visse o nacionalismo e a auto-afirmação dos povos apenas nos esportes, nas danças, nas festas.

E a sociedade também sobrevive e tenta se fortalecer neste novo ano que chega. A humanidade também está enfrentando uma grande e difícil partida. E essa partida é contra a fome, a guerra, o racismo, a desigualdade, a injustiça. Será que esse time é tão forte assim para nos deter? Talvez um esquema tático pudesse nos ajudar a vencer esse jogo. Ao invés de um 4-4-2 ou um 3-5-2, que tal um 6 bilhões unido e solidário? Talvez lembrando o carrossel de Rinus Michels, com todos atuando em todas as posições que podem, fazendo o seu melhor, sempre com alegria e muita determinação. Que a habitual troca de camisas no final das partidas seja o maior exemplo de fraternidade para aqueles que talvez ainda não conheçam esse nobre sentimento, que sirva de lição para aqueles que por motivos imperialistas e tiranos fazem coisas que tiram um pouco do brilho que nossa vida deve ter.

Sim, mais um ano chega. Novos atletas estão surgindo, veteranos vão cedendo o seu lugar a eles. Opa, mas não é assim simples. Os novos tem que conquistar esse espaço, Romário que o diga. E quem assistiu a partida beneficente montada pelo Zico? Maradona, Zico, Dinamite...pena que o ciclo natural da vida lhes tire parte do vigor físico, porque é muito gratificante vê-los fazerem o que sabem. Longa vida a todos eles, que possam ensinar os mais jovens a serem melhores do que eles, e que sirvam de exemplo também na formação de nosso caráter.

E dessa maneira simples e bem sincera, de coração mesmo, desejo um excelente ano para todos nós. Que tenhamos boas histórias pra contar, boas ações a cumprir e bons jogos para apreciar

Finalizando, gostaria de tomar a liberdade de usar deste pequeno espacinho de texto para dedicar minhas singelas palavras ao meu querido Papú (avô em grego), que nos deixou no dia 29/12/2005. Tenho certeza de que ele foi convocado por Deus para uma partida muito mais importante lá em cima. Que os Deuses estejam contigo Papú!

domingo, janeiro 08, 2006

RUMO A 2006: Paraguai

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Henrique Moretti

Considerada por muitos a atual terceira força do futebol sul-americano, ultrapassando o tradicional Uruguai, o Paraguai completará em 2006 na Alemanha sua terceira participação consecutiva em Copas do Mundo.

De partida, a alta cúpula paraguaia esforçou-se para não cometer o mesmo erro do Mundial da Coréia-Japão, onde o treinador das Eliminatórias Sergio Markarían foi substituído às vésperas da competição pelo experiente italiano Cesare Maldini, aposta que desagradou aos atletas e frustrou as esperanças do Paraguai de ir mais longe daquela vez (eliminação nas oitavas, diante da Alemanha). Assim, o uruguaio Aníbal Ruiz, no cargo desde 2003, está confirmadíssimo para a Copa do Mundo.

Dentro das quatro linhas, a equipe que se tornou facilmente relacionada a veteranos da brilhante campanha na França 98 (eliminação nas oitavas diante dos donos da casa apenas no gol de ouro), como Jose Chilavert, Celso Ayala, Francisco Arce e Carlos Gamarra (abaixo, em ação na Copa 2002) já não é mais a mesma. Desses quatro ícones guaranis, apenas o último segue na seleção nacional. Esse que é conhecidíssimo da torcida brasileira, o sensacional zagueiro Gamarra não tem mais o preparo físico de outras épocas, porém ainda mostra no Palmeiras a elegância e lealdade que marcaram sua carreira, sendo capitão e peça chave do esquema de Aníbal Ruiz.

Esquema que começa com Villar sendo um bom substituto para o falastrão Chilavert, Nuñez ocupando a vaga que era de Arce e Cáceres, um dos únicos a se salvar da péssima campanha do Atlético-MG no último Brasileirão, formando o miolo de zaga com Gamarra.

No meio, o jovem Barreto, vice-campeão das Olimpíadas de Atenas, oferece proteção à defesa, enquanto Paredes, da italiana Reggina, e Acuña são os encarregados da criação para o rápido e novo atacante do Werder Bremen Nelson Haedo Valdez (foto acima, acompanhado de Villar), e para o ponto de referência da equipe, o centroavante Roque Santa Cruz, que pode ficar de fora do Mundial devido a uma séria contusão no joelho. Comissão técnica e torcida paraguaias esperam que os 6 meses previstos para a recuperação do atleta sejam diminuídos para ele estar apto em Junho. Sem o atacante do Bayern, a opção fica por conta do veterano Cardozo ou do veloz Cuevas, que se destacou classificando a seleção para a fase final da Copa 2002.

Além da inesperada baixa de seu goleador Santa Cruz, o Paraguai viu-se com mais problemas quando o sorteio da Copa foi realizado. O time guarani estará no complicado grupo B, ao lado de Inglaterra, Suécia e Trinidad & Tobago. Ingleses e suecos aparecem como franco-favoritos na chave, e apesar de toda disposição e garra que é característica dos paraguaios, a classificação para a Segunda Fase é improvável.

Contudo, os comandados de Ruiz esperam que o recente retrospecto de não voltar para a casa logo na fase inicial seja mantido, com uma nova classificação às oitavas, o que já ficaria de ótimo tamanho para a reformulada esquadra paraguaua.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1906
Afiliação à FIFA: 1921
Participações em Mundiais: 6 (1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Oitavas de finais: (1998, 2002)
Última Copa: Oitavas de finais (2002)
Títulos Continentais: Bicampeão da Copa América (1953, 1979)
Ranking FIFA: 30º
Time-Base: Villar, Nuñez, Cáceres, Gamarra, Caniza; Ortíz, Barreto, Paredes, Acuña; Valdez e Cuevas (Santa Cruz)
Técnico: Aníbal Ruiz
Principal Estrela: Roque Santa Cruz (Bayern de Munique)
Formação: 4-4-2
Avaliação: ** (Em grupo difícil, briga por vaga à segunda fase)

FALTAM 152 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
imagens: www.fifaworldcup.com

sábado, janeiro 07, 2006

RUMO A 2006: Equador

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Henrique Moretti


Surpresa nas Eliminatórias para a Copa de 2002, quando alcançou a segunda posição, apenas atrás da líder Argentina e a frente do campeoníssimo Brasil (e sem nunca haver participado de uma fase final), o Equador já aparece em 2006 como realidade.

A campanha nas recentes eliminatórias foi novamente boa e tranqüila, com classificação em 3º lugar e com uma rodada de antecedência, confirmando assim a nova tendência de que equatorianos e paraguaios estarem roubando a posição do Uruguai (que nem vai à Copa) como terceira força sul-americana.

O time do técnico colombiano Luis Fernando Suárez conta com um plantel equilibrado e inteligente taticamente. Jogadores experientes, como o lateral De la Cruz, já há algum tempo no futebol inglês, o zagueiro Hurtado, e o interminável goleador Delgado, que hoje atua no futebol local, se juntam à jovens como os meio-campistas Lara e Valencia (foto abaixo contra o Uruguai).

Só que, ao que tudo indica, o principal aliado equatoriano não estará no Mundial da Alemanha em Junho: o estádio Olímpico de Quito e sua altitude de mais de 2500 metros. Foi lá que 23 dos 28 pontos da equipe nas Eliminatórias foram conquistados, tendo terminada invicta em seu campo nesta fase. Inclusive vitórias contra Brasil e Argentina foram obtidas.

Resolver esse pequeno problema da falta do fator-campo é o desafio de Suárez e seus comandados, para não repetir o feito de 2002, quando o Equador foi eliminado em apenas 2 jogos contra Itália e México, porém não chegou a passar vexame, tendo vencido e ajudado a eliminar a Croácia em sua terceira partida.

Para 2006, o grupo equatoriano é teoricamente mais tranqüilo que o da última Copa, acompanhado na chave A pela dona da casa Alemanha, a sua concorrente direta pela segunda vaga Polônia e a frágil Costa Rica.

Em suma, passagem do Equador à segunda fase não será considerada nenhuma surpresa, apesar do pequeno favoritismo polonês. Isso, se o time não sentir novamente falta de Quito.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1925
Afiliação à FIFA: 1926
Participações em Mundiais: 1 (2002)
Melhor Resultado: Primeira Fase (2002)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 3º colocado da Zona Sul-americana
Títulos Continentais: Nenhum
Ranking FIFA: 37º
Time-Base: Mora, De la Cruz, Hurtado, Espinoza, Ambrosi; Ayoví, Tenório (Lara), Méndez, Valencia; Delgado e Borja
Técnico: Luiz Fernando Suárez
Principal Estrela: Agustín Delgado (Barcelona - EQU)
Formação: 4-4-2
Avaliação: ** (Briga por vaga à Segunda Fase)

FALTAM 153 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
imagens: www.fifaworldcup.com

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Copa São Paulo de Juniores: Testando as Promessas

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Pedro Galindo


Logo na primeira semana do ano, teve início a principal competição que envolve jogadores jovens do Brasil. A Copa São Paulo de Futebol Junior, que vem sendo realizada desde 1969, tem 22 grupos de quatro clubes nessa edição, e confrontos que prometem ser um bom laboratório para as categorias de base dos clubes brasileiros. O maior campeão da história da "Copinha", como é chamado o certame, é o Corinthians, que a venceu seis vezes, inclusive as duas últimas edições.

A principal finalidade desse torneio é tornar promessas em realidade, o que tem acontecido com freqüência. Não são poucos os exemplos de grandes jogadores que “nasceram” para o futebol na Copinha. Sylvinho, lateral do Barcelona, Edu, hoje no Valencia, e Fred, ex-Cruzeiro e atualmente no Lyon, são alguns exemplos mais recentes. O luso-brasileiro Deco é outro grande jogador que se originou do torneio. Mais exemplos, desta vez mais antigos, são Toninho Cerezo, Cafu, Careca e Denner (foto abaixo). Se for analisado o histórico da competição, vê-se que inúmeros jogadores que fizeram fama começaram nesse “laboratório”.

A Copinha foi criada em 1969, uma iniciativa da prefeitura da cidade de São Paulo para comemorar o aniversário da cidade. Inclusive, a final tradicionalmente ocorre no dia 25 de janeiro, dia de sua fundação. Além disso, foi uma tentativa de fazer os clubes revelarem novos valores, devido às conseqüências que, como todos sabem, o esporte pode trazer à sociedade. Em sua primeira edição, apenas quatro times jogaram o torneio, número que agora cresceu para 88. Isso não é exatamente bom: pensar que, quanto mais clubes, mais revelações vão aparecer, é ilusório. Poucos jogadores se destacam, a ponto de serem levados á clubes maiores ou promovidos às categorias principais, em apenas três jogos, como pode acontecer com algumas equipes. Com isso, poucos conseguem realmente aparecer no cenário nacional.

Outro gravíssimo problema são os empresários. O que vem ocorrendo ultimamente é a formação de “agremiações”, às vésperas do torneio, montadas exclusivamente para ganhar dinheiro. Times sem a menor tradição e muito menos futuro, participando do torneio, que fica servindo para os empresários tentarem empurrar “goela abaixo” as suas “promessas” para as equipes grandes.

Esse torneio, que é importantíssimo para o futuro do futebol brasileiro, merece sérias modificações. Uma delas, e possivelmente a mais urgente, é a tabela. Para começar, uma redução no número de clubes participantes. Depois, uma divisão das equipes em grupos maiores, como por exemplo, grupos de oito times. Seriam mais jogos para se observar as promessas, que é o real objetivo do certame. Essa redução seria possível graças à outra atitude que precisa ser tomada: a restrição a certos clubes participantes – se é que assim se pode chamar de clubes esse aglomerado de jogadores liderados por um empresário. Com essas medidas básicas, poder-se-ia haver um torneio que cumprisse melhor suas propostas. Com isso, tudo indica que teria prosseguimento a soberania verde e amarela nos gramados internacionais.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Futebol Alemão: O Fim de uma potência Mundial?

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Alden Calviño

Tricampeã do mundo, finalista em 1982, 1986 e 2002, nação de célebres jogadores como, Matthäus (foto), Voller, Muller, Brehme, a Alemanha pode estar com os dias contados no cenário futebolístico.

Como o atual técnico da seleção e ex-jogador Jürgen Klinsmann afirmou no recente Fórum do Futebol no Rio de Janeiro, não se vêem mais crianças jogando futebol nas ruas, a tradicional “pelada”, coisa comum nos países sub-desenvolvidos, segundo o próprio.

Mas qual seria o problema que ocorre com as crianças da Alemanha? Qual a causa desse desaparecimento dos garotos?

Maior economia da Europa, 3º maior PIB do mundo, a Alemanha fora das “quatro linhas” vai muito bem, obrigado.

Contudo, um dos grandes contratempos vividos na Alemanha hoje em dia é a baixa taxa de natalidade, e a alta taxa de longevidade, o que inclusive fizeram com que os políticos alemães, em Março de 2005, chegarem a realizar um apelo para a população ter mais filhos.

Com esse problema, não há a renovação no futebol alemão, pois as crianças hoje são minoria num país envelhecido.

Isso sem contar que, em uma nação extremamente capitalista, os jovens desde cedo são incentivadas pelos pais a estudarem e assim conseguirem um lugar ao Sol no concorrido e disputado mercado alemão, alternativa mais plausível a que se aventurarem no mundo do futebol.

Esse dilema não ocorre em países subdesenvolvidos, ainda de acordo com Klinsmann, pois as chances de uma criança que convive com mais oito irmãos são menores em se conseguir um estudo que se preze, ao passo que os países do 3º Mundo ainda contam com diversos problemas na área educacional.

Logo esses garotos que não terão muitas chances no estudo acabam entrando num mundo não menos rentável e de mais fácil entrada, o futebol.

Em um estudo realizado em Lagos, capital da Nigéria, 9 em cada 10 crianças sonham em se tornar jogadores de futebol, e diariamente praticam o esporte jogado na rua, com o intuito de se destacar, e em breve chegar à Europa, sonho de consumo dos atletas de países subdesenvolvidos.

Um outro fator importante a se destacar são os imigrantes africanos. Estes têm mais dificuldades em entrar na Alemanha, diferentemente da França, onde facilmente conseguem acesso. Caso semelhante também ao da Holanda, que durante muito tempo teve jogadores de suas colônias, Suriname, Antilhas, dentre outros.

Isso fez com que as seleções destes países se fortalecessem dentro de campo, numa grande mistura de raças, e assim organizaram fortes equipes, vide a França de 1998.

Alguns poderão afirmar que na atual seleção da Alemanha existem jovens jogadores que podem dar à um futuro promissor à Seleção, casos de Schweinsteiger, Podolski e Mertesacker. Mas apenas isso será suficiente para uma seleção tricampeã do mundo?

Muitos crêem que não, que isso seria muito pouco para o quilate da seleção alemã; outros pensam que sim e que o fussball voltará ao seu auge e se tornará novamente uma potência futebolística.

De agora em diante é esperar para ver se os problemas extra-campo irão permitir à Alemanha a se firmar novamente no cenário mundial ou ela irá só assistir de camarote o crescimento e um possível domínio do futebol africano.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

RUMO A 2006: Itália

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Henrique Moretti

Uma nova Itália é a que está por apresentar-se na Alemanha 2006. A atual equipe do treinador Marcello Lippi é bem diferente das de Giovanni Trapattoni, que passaram por vexame na Copa 2002 (eliminação conturbada pela arbitragem diante da Coréia) e na Euro 2004 (eliminação ainda na primeira fase).

A política do experiente treinador foi a de não taxar os medalhões como titulares absolutos. Assim, o goleador Christian Vieri e o meia-atacante Alessandro Del Piero perderam espaço e devem figurar apenas no banco da seleção, se tanto para o primeiro. Bonera, Zaccardo, Diana, Iaquinta, Gilardino, todos novatos na seleção e que podem fazer barulho na Alemanha, são alguns dos substitutos.

Os resultados vieram: campanha tranqüila nas Eliminatórias e encerramento do ano de 2005 sem derrotas, inclusive com boa vitória em recente amistoso contra a Holanda, que vinha numa grande invencibilidade. Com isso, torcida e crítica italianas acreditam que a tradição de ser tri-campeã do mundo pode voltar a ser botada em prática na tentativa do quarto título.

A defesa, por tradição, continua sendo o ponto forte da equipe, que para muitos possui o melhor miolo de zaga do mundo, com Cannavaro e Nesta, com ainda a opção do experiente Materazzi na suplência. Nas laterais, a única dúvida. O versátil Zambrotta, da Juventus, pode jogar tanto pela esquerda quanto pela direita, e Lippi testou a formação com os palermitanos Zaccardo (empurrando Zambrotta para a esquerda) e Grosso (empurrando-o para a direita), sendo mais agradado por este último, que parece o titular. Para o gol, o mais que experiente Gianluigi Buffon é muito importante no esquema italiano.

No meio, Gattuso é o volante fixo, de contenção. Pirlo e Camoranesi são os encarregados de fazer a bola chegar aos pés do organizador Totti, dando-lhe a liberdade necessária para realizar o que se espera dele, um arremate preciso ou uma assistência na medida para a dupla de ataque, formada pelo milanista Gilardino (foto), da nova geração, e o já veterano porém novato na Azzurra Luca Toni, de incrível média de um gol por jogo no Campeonato italiano, atuando pela Fiorentina. Del Piero é grande opção para o banco.

Até aí, tudo parece um mar de rosas italiano. Contudo, essa teoria cai por terra consirando-se o sorteio da Copa, que não foi dos mais favoráveis à equipe. No grupo E, a Itália aparece com a companhia da forte República Tcheca, da surpresa Gana e dos Estados Unidos em grande evolução e assim pode se complicar. Projetando as oitavas-de-finais, um possível cruzamento com o Brasil que está no Grupo F, o que complicaria ainda mais a campanha dos italianos.

Portanto, vida fácil o time da Bota não terá nesse Mundial. Ao menos, no mesmo caso da Alemanha, Lippi prova que a renovação é possível e necessária. Mesclar experiência e juventude aparenta ser a alternativa mais plausível para fazer a Squadra Azzurra voltar a ser o que era. O respeito dos adversários ela ainda tem. Tentar voltar ao ponto mais alto do mundo após longos 24 anos é o grande desafio.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1898
Afiliação à FIFA: 1905
Participações em Mundiais: 15 (1934, 1938, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Campeã (1934, 1938, 1982)
Última Copa: Oitavas-de-finais (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 1º colocada do Grupo 3 da Zona Européia
Títulos Continentais: Campeã da Eurocopa (1968)
Ranking FIFA: 12º
Time-Base: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Nesta, Grosso; Gattuso, Pirlo, Camoranesi, Totti; Gilardinho e Toni
Técnico: Marcello Lippi
Principal Estrela: Francesco Totti (Roma)
Formação: 4-3-1-2
Avaliação: *** (Apesar de grupo e possível cruzamento nas oitavas difíceis, tem a força da tradição)

FALTAM 158 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: www.fifaworldcup.com

quarta-feira, dezembro 21, 2005

RUMO A 2006: Portugal

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Henrique Moretti

Disposto a apagar a má impressão deixada na Copa do Mundo 2002. É com esse pensamento que Portugal chega à Alemanha 2006.

E os portugueses têm tudo para estarem confiantes numa boa participação. Os fatores: grande campanha nas eliminatórias européias, com liderança isolada no Grupo 3 com sete pontos de vantagem para os segundos colocados, Eslováquia e Rússia; serem comandados por um técnico vencedor, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, vencedor da Copa 2002 com o Brasil, e que provocou novamente na torcida o orgulho de ser português; boa participação na última Eurocopa, em 2004, em casa, numa chegada inédita à final (foram derrotados pela Grécia).

Tudo isso somado aos bons jogadores da nova e da velha geração portuguesa, como os defensores Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, da grande zaga do Chelsea, que formam uma defesa segura com Jorge Andrade e Nuno Valente, meio-campistas de talento comprovado, o brasileiro do barcelona Deco, e o veterano Figo, da Inter, e que contam com a proteção dos volantes Costinha e Petit. No ataque, aparecem a maior revelação portuguesa dos últimos anos, Cristiano Ronaldo, do Manchester, e o artilheiro das Eliminatórias Pauleta. Ainda há boas opções do banco de reservas, como os volantes Maniche, de boa participação na última Euro, o jovem Tiago, e o rápido atacante Luis Boa Morte. Para o gol, Ricardo tem a confiança de Felipão, que sofre pressão de torcida e imprensa desde a Euro para convocar Vítor Baía, ídolo do Porto.

Como se não bastasse, o grupo de Portugal na Copa 2006, o D, é considerado fácil, com o México de cabeça-de-chave e Irã e Angola apenas como teóricos figurantes. A classificação da equipe de Felipão para a Segunda Fase é quase certa, quando aí sim apareceriam problemas, com um provável cruzamento contra Holanda ou Argentina.

Por essas e outras, a torcida portuguesa pode ficar esperançosa para o Mundial da Alemanha. Felipão já mostrou várias vezes que seu santo é forte e que não brinca em serviço.

A “família Scolari” mudou de endereço, e agora tenta repetir o feito da consagrada de 2002. Um renegado, como o Romário de 4 anos atrás, já há. Bom sinal para a equipe de Figo e cia.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1914
Afiliação à FIFA: 1923
Participações em Mundiais: 3 (1966, 1986, 2002)
Melhor Resultado: Semifinais (1966)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 1º colocado do Grupo 3 da Zona Européia
Títulos Continentais: Nenhum
Ranking FIFA: 10º
Time-Base: Ricardo, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade (Fernando Meira), Nuno Valente; Petit, Costinha, Deco, Figo, Cristiano Ronaldo; Pauleta
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Principal Estrela: Luis Figo (Internazionale)
Formação: 4-3-2-1
Avaliação: *** (Passa da Primeira Fase)

FALTAM 170 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: www.fifaworldcup.com.br

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A História da UEFA Champions League

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Christian Avgoustopoulos

As terças e quartas a tarde do brasileiro tem ganhado um novo atrativo nesses últimos anos. Torcedores se reúnem em bares, clubes, em casa ou apenas acompanham pela Internet um dos torneios mais interessantes e de alto nível do futebol mundial. Estamos falando da Copa dos campeões da UEFA. Com o êxodo de nossos melhores atletas para o velho continente, jogos entre os grandes times europeus como Real Madrid, Juventus, Manchester United, Bayern Munchen, entre outros, têm gerado um grande interesse em nosso publico nacional. Futebol bem jogado, craques de todas as partes do mundo e boa divulgação na mídia tem sido a fórmula do sucesso dessa competição. Porém são poucas as pessoas que conhecem a história deste torneio.

O torneio, que era disputado pelos campeões nacionais de cada país membro da Uefa, já passou por diversos moldes. Em 1955/56, seu ano de estréia, era um simples mata-mata, até a final. Esse sistema permaneceu até a temporada de 1991/92, onde foi adotada também uma fase de grupos após uma rodada eliminatória, e os vencedores de cada grupo faziam a final. Depois, a cada ano foram sendo feitas algumas pequenas adaptações para que mais times pudessem participar, seguindo sempre esse molde, com fase eliminatória, grupos e novamente eliminatória.

Paralela a essa competição havia a Cup Winners’ Cup (extinta em 2000/01), onde participavam os campeões das copas de cada país, e ainda havia a Copa Uefa, participando dela os melhores colocados de cada país que não venceram títulos internos. Ambas competições eram no sistema eliminatório.

Mas a mudança mais brusca ocorreu em 1996/97, quando uma das características principais do torneio foi modificada. A partir dessa temporada, não eram apenas os campeões de cada país que participariam da competição, como o nome sugere. Cada país agora iria ter um número de vagas variável, que seria baseado em um ranking da Uefa, onde seriam consideradas as performances das equipes de cada país, beneficiando aqueles que apresentassem um nível mais competitivo nas competições internacionais.

Os interesses financeiros provavelmente devem ter sido muito relevantes nessa mudança. Embora apresentando um nível bem mais competitivo, é fato que a idéia principal do torneio foi radicalmente mudada. O torneio que antes tinha por objetivo determinar o campeão dos campeões europeus passou a ser uma liga que, obviamente, além de determinar o campeão europeu, mostra quais são os campeonatos mais fortes na Europa. Agora, pode sagrar-se campeão europeu o terceiro ou até mesmo o quarto colocado de um determinado país, o que soa como uma grande antítese ao nome do torneio. Talvez a antítese não seja apenas aplicada ao nome do torneio, mas sim em seus ideais, que mesmo apresentando objetivos semelhantes, mudam bruscamente a historia do torneio, levando os últimos anos a um plano de comparação totalmente distinto do que era proposto anteriormente. Os campeões dos países de menor expressão tem que às vezes eliminar 3 times antes em uma fase pré-eliminatória para disputar a competição, enquanto os vices das ligas mais fortes, por ex, já estão garantidos na fase de grupos, o que vai aumentando cada vez mais o abismo entre os gigantes e os pequenos europeus, dificultando a ascensão do futebol nos países de menor expressão no esporte. É um ponto muito delicado, e é difícil julgar qual a melhor formula para o melhor desempenho do torneio. A grosso modo, acredito que a formula atual seja menos justa e mais rentável.

Deixando a polêmica questão de lado, é interessante observarmos as equipes de maior tradição nas conquistas européias. O Real Madrid (foto) foi o maior vencedor da competição, com 9 títulos ao longo de toda sua história. Seguem atrás o Milan (foto da torcida acima), com 6 títulos, e o Liverpool com 5. Outro fato curioso é a acirrada disputa entre o numero de títulos somados entre os clubes de cada país. Espanha, Inglaterra e Itália tem 10 títulos cada, seguidos pelos alemães e os holandeses com 6 conquistas cada. Também é interessante mostrar que 10 países já tiveram representantes campeões, e que clubes de 13 países chegaram ao menos na final. Isso mostra que equipes de escolas menos badaladas conseguem algumas vezes pregar surpresas e levar equipes à gloria em âmbito internacional.

Nessa temporada de 2005/2006, poderemos ter um país com o maior numero de títulos isolados, já que dos 16 classificados para as oitavas de final, 9 fazem parte da Espanha, Inglaterra e Itália, com 3 representantes cada. Mas é possível também que prevaleça o futebol das demais sete equipes, que sem dúvida tiveram méritos para chegar a esse estagio. E que prevaleça o bom futebol tão apreciado e esperado por nós daqui do Brasil.


Vencedores de todas edições da Uefa Champions League:


1955/56 Real Madrid
1956/57 Real Madrid
1957/58 Real Madrid
1958/59 Real Madrid
1959/60 Real Madrid
1960/61 Benfica
1961/62 Benfica
1962/63 Milan
1963/64 Internazionale
1964/65 Internazionale
1965/66 Real Madrid
1966/67 Celtic
1967/68 Manchester United
1968/69 Milan
1969/70 Feyenoord
1970/71 Ajax
1971/72 Ajax
1972/73 Ajax
1973/74 Bayern München
1974/75 Bayern München
1975/76 Bayern München
1976/77 Liverpool
1977/78 Liverpool
1978/79 Nottingham Forest
1979/80 Nottingham Forest
1980/81 Liverpool
1981/82 Aston Villa
1982/83 Hamburger SV
1983/84 Liverpool
1984/85 Juventus
1985/86 Steaua Bucuresti
1986/87 Porto
1987/88 PSV
1988/89 Milan
1989/90 Milan
1990/91 Crvena zvezda
1991/92 Barcelona
1992/93 Olympique Marseille
1993/94 Milan
1994/95 Ajax
1995/96 Juventus
1996/97 Borussia Dortmund
1997/98 Real Madrid
1998/99 Manchester United
1999/00 Real Madrid
2000/01 Bayern München
2001/02 Real Madrid
2002/03 Milan
2003/04 Porto
2004/05 Liverpool