sábado, junho 03, 2006

A Copa dos grandes jogadores

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Renato Bosi de Magalhães

Essa Copa do Mundo na Alemanha reunirá uma quantidade de grandes jogadores comparável aos Mundiais de 82 e 86, quando desfilavam no gramado craques do quilate de Zico, Maradona e Platini.

Na década de 90 poucas seleções tinham em seu elenco jogadores capazes de decidir uma partida. No Brasil campeão de 94 Romário decidia, mas era só ele. Atualmente a seleção brasileira têm, pelo menos, cinco atletas que fazem a diferença: Kaká, Robinho, Adriano e os Ronaldos. Na Copa de 98 consideravam-se estrelas jogadores apenas esforçados como o francês Djorkaeff e o holandês Kluivert.

Na Copa do Mundo desse ano teremos Totti, Cristiano Ronaldo, Lampard, Gerrard, Riquelme, Messi... É de se lamentar apenas a não classificação de Camarões e, conseqüentemente, a ausência do grande atacante Samuel Eto'o. Torço para que o Rooney, que não jogará a primeira fase, se recupere. Enfim, a presença de ótimos jogadores é mais um bom motivo para não se perder nada do Mundial da Alemanha.


Amistosos internacionais

Inglaterra X Hungria: Confesso que esperava mais da seleção inglesa. A velha jogada do “chuveirinho” foi, disparada, a mais utilizada. Se o atacante Rooney não voltar, a chance de a Inglaterra vencer a Copa diminui consideravelmente. O garoto Walcott, o mais jovem a disputar o Mundial da Alemanha, com apenas 17 anos, não deve ter muitas chances com o técnico Sven-Goran Eriksson. No amistoso contra a Bielorrússia, o ataque titular da Inglaterra foi formado por Owen e Crouch. Já no jogo contra a Hungria Eriksson colocou o meia Gerrard mais à frente, encostando-se a Owen. É engraçado assistir ao grandalhão Peter Crouch jogar. Com 2 metros de altura, ele está mais para um meio-de-rede do vôlei do que para um jogador de futebol. Porém, ele demonstra categoria, com toques de calcanhar, matadas no peito, passes de primeira. Seu terceiro gol contra os húngaros, na vitória por 3 a 1, em que ele, depois de receber um passe do Joe Cole, gira e bate no canto direito, comprova sua técnica.


Alemanha X Japão: O Japão abriu 2 a 0 e poderia ter feito mais. O time do técnico Zico perdeu muitos gols. A evolução da seleção nipônica é clara. Com tabelas rápidas e belos lançamentos, seus jogadores chegavam a toda hora na cara do goleiro alemão Lehmann. Faltou competência. Já a Alemanha jogou o que eu esperava. É uma seleção muito fraca. O ataque titular com Podolski e Klose já diz tudo. Tudo bem que a seleção alemã já era fraca em 2002 e, mesmo assim, fez a final contra o Brasil. Mas o caminho que ela fez até à decisão da Copa Coréia/Japão foi fácil. A Alemanha pegou nas oitavas-de-final o Paraguai. Nas quartas-de-final enfrentou os EUA (que por sinal foram roubados). E, na semifinal, o adversário foi a Coréia. As três vitórias foram por 1 a 0. Portanto, mesmo jogando em casa e contando com sua tradição, não acredito que a Alemanha possa ser campeã.


Lucerna X Brasil: Os depoimentos do Parreira (“foi um bom treino”) e do Juninho (“serviu para treinar”) já dizem tudo. Serviu apenas para a CBF encher mais ainda seus cofres.

sexta-feira, junho 02, 2006

Certas coisas eu não entendo…

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Guilherme Ferreira Ceciliano

Depois de ver Geninho escalando o volante Renato Ribeiro do Corinthians no ataque na última quarta feira e deixando apenas um atacante jovem no banco, fiquei pensando nas coisas que acontecem no futebol. O que será que passou na cabeça do pequeno gênio? Será que ele pensou que o jovem Renato era o novo Júlio Baptista? E Kia Joorabichian? Será que ninguém avisou a ele que um time não se faz apenas de jogadores de meio-campo? Cerca de 10 jogadores de ótimo nível para o setor central, 3 para o ofensivo e nenhum beque com grande qualidade.

Pior que isso só o Flamengo que demitiu Waldemar Lemos (acima). Aliás, não sei o que foi pior: a contratação do irmão de Oswaldo Oliveira ou a demissão do mesmo. O técnico chegou com a pompa de quem já deixou o Mengo em um "glorioso" 8º lugar em 2003 e nesse ano levou o time até a final da Copa do Brasil ante o Vasco. Kléber Leite achou que foi pouco e demitiu o treinador para trazer Ney Franco. Nada contra o técnico ex-juniores do Cruzeiro e Ipatinga, mas o que ele tem no currículo que Lemos não tem? A convivência com o habilidoso Minhoca? Mas a contratação do novo treinador já gerou resultados: o Rubro-Negro carioca já perdeu nesse final de semana e ao que tudo indica deve deixa a vaga da Libertadores com o arqui-rival da Colina.

Mas o pior de tudo que isso não acontece só no Brasil. Já li notícias que o Real Madrid quer torrar cerca de €51 milhões em Zlatan Ibrahimovic. Mas não é só isso: Ruud Van Nistelrooy já se ofereceu pra jogar no clube merengue. Eu já vejo o glorioso Lopez Caro entrando pra história como o criador do esquema 1-1-8. Se não bastasse isso, o Milan contratou o ridículo Favalli (ex-Internazionale), de 34 anos, pra “ajudar” a superar o trauma da aposentadoria de Maldini, 39. Bem um setor desprivilegiado do time: a esquerda (que conta com Serginho, 36, Kaladze, 27, e Jankulovski, 29).

Mas enfim, nem vou gastar meus dedos escrevendo sobre times. A moda é falar da Copa do Mundo. Os jornalistas brasileiros estão dizendo que o "quadrado mágico" não vai durar na seleção, pois o esquema deixa a defesa desprotegida. Eu acho que estou surtando, pois até a semana passada chamavam o Parreira de retranqueiro e clamavam por um quinteto mágico.

Na Argentina, arqui-rival canarinha, o técnico tem a classe de deixar o melhor jogador do país no banco, e ainda desprestigiado. Talvez as bolas que Pablito Aimar meteu na trave de letra não foram suficientes pra provar que ele é melhor que Tevez e Riquelme. E por que Diego Milito, que fez vários gols nessa temporada, ficou de fora? Pior que isso só a Espanha, que vai levar Iniesta e mais um monte de volantes, deixando Vicente de fora. Aragonés está de brincadeira.

De brincadeira também está Sven-Goran Eriksson. Se Rooney não se recuperar a tempo e Owen sentir sua lesão ou for expulso o ataque da toda poderosa seleção inglesa será Crouch e Walcott?

Já a Holanda deve ter muita confiança nos seus atacantes, pra deixar Huntelaar de fora. E a Polônia sem Dudek? E a Alemanha sem Kuranyi? E Quaresma reclamando com Felipão que não foi convocado. Se todos os promissores brasileiros reclamassem um lugar na seleção, teríamos Brasil A, Brasil B, Brasil C…

Certas coisas eu não entendo… mesmo!

quarta-feira, maio 31, 2006

Dois pesos e duas medidas

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Henrique Moretti

Na semana passada, o técnico Raymond Domenech surpreendeu após anunciar seus eleitos para representar a França na Copa do Mundo 2006. As ausências de Anelka, Pires e Giuly ficaram em segundo plano diante da declaração de que o dono da camisa 1 será Fabien Barthez (o 1 fica como força de expressão, já que na verdade ele usará a 16, a da sorte).

A longa batalha vencida por Barthez diante de Grégory Coupet, goleiro do Lyon, claramente em melhor fase que o decadente e irregular “carequinha” vem diretamente na contramão ao anúncio de Jurgen Klinsmann quando este convocou a seleção alemã, proclamando o goleiro em melhor momento, Lehmann, titular, e o experiente mas em pior fase, Kahn, reserva. Não há expressão melhor para definir as duas escolhas como “dois pesos e duas medidas”.

A explicação vem a galope: se no caso alemão Klismann optou pelo goleiro que nitidamente vem jogando melhor, Jens Lehmann, do Arsenal, que chegou a ficar quase 900 minutos sem tomar gol na UCL, preterindo o consagradíssimo Oliver Kahn, que já foi à três Mundiais, Domenech optou pela voz da experiência Barthez, titular em nas campanhas francesas de 98 e 2002, deixando Coupet, que brilha no pentacampeão francês Lyon, no banco.

Apesar de Fabien Barthez contar com toda experiência a seu lado, futebol é momento e o goleiro do Marseille não vive boa fase, e não é de hoje. Desde que aterrisou no Manchester United (na temporada 2000/01) ele não consegue manter uma boa regularidade, tanto é que saiu sem deixar muitas saudades na equipe inglesa. Quanto a Coupet, este, como o concorrente, também não é nenhum garotinho. Possui 33 anos, um a menos que Barthez, e uma boa fase de encher os olhos, tanto física quanto técnica.

Pelos lados bávaros, Kahn ameaçou abrir mão de disputar o Mundial por causa do banco de reservas, mas deixou de lado a opção pelos milionários contratos assinados com sua patrocinadora visando o maior evento futebolístico do planeta. Coupet, por outro lado, é acusado de criar confusão na concentração francesa. A imprensa européia chegou a noticiar no decorrer dessa semana uma briga entre o goleiro e o treinador Domenech, quando, reivindicando um lugar entre os 11 titulares, Coupet teria deixado o hotel onde os companheiros se hospedam em um carro particular, para retornar, arrependido, meia hora depois. Sendo assim, além do aparente “prejuízo técnico” da titularidade de Barthez, a opção aparece como problema para a boa harmonia do grupo francês, com a má conduta do futuro reserva.

Assim, os Blues, agora com problemas internos, ficam mais longe da histórica conquista do bicampeonato mundial, que consagraria ainda mais a geração de ouro francesa, de Zidane, Makelele, Vieira, Thuram e do próprio Barthez, que se despede da seleção nessa Copa. Quanto ao gol, resta aos torcedores que a escolha aparentemente errada de Domenech se apresente acertada, com o seu camisa 16 revivendo as grandes atuações da Copa de 98. Enquanto a resposta não vem, não há como se ignorar a impressão de que essas duas batalhas de tamanha importância poderiam ter sido vencidas a partir de critérios idênticos e mais justos. Não foram.

Coluna também publicada em www.voleio.com

segunda-feira, maio 29, 2006

Não gostou do que viu? Desligue a televisão!

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Daniele Pechi

Há 11 dias para o início da Copa do mundo, vendo os treinos e toda a badalação em cima da seleção me lembrei de uma coisa muito importante: quais são os canais em que os brasileiros poderão ver os jogos mesmo?

Levando em consideração que os assinantes de TV a cabo são uma minoria absoluta, não existe outra opção: Poderemos ver na Globo, ou na Globo e também na Globo.

Mais uma vez a grande emissora tem a prioridade, monopoliza a Copa e os torcedores, que já estão acostumados com isso, nem se dão conta do quanto essa exclusividade não é nada saudável.

Os conservadores podem alegar que essa emissora é a mais bem preparada, que possui os melhores profissionais, os melhores equipamentos... Será?

Quanto aos equipamentos pode até ser, mas pelo que me consta, a transmissão de uma Copa é mundial, ou seja, é gerada para todas as emissoras das mesmas câmeras. Então este argumento não vale!

Com relação aos profissionais, faça você mesmo o teste! Pergunte por aí os 3 ou até mesmo os 5 melhores jornalistas esportivos e veja quantos “globais” aparecem na lista.

O mesmo problema acontece com a cobertura do Paulista e do Brasileiro. Os jogos menos importantes são repassados à Record, mas apenas duas emissoras para cobrir tantos campeonatos (simultâneos) é muito pouco. É fato que a Record se sujeita: enquanto a poderosa transmite a Libertadores, a subordinada fica com a Copa do Brasil.

Por que não buscar uma outra alternativa então?

O órgão que negocia os direitos de transmissão, o famoso Clube dos 13, se acomoda com a situação. Será que emissoras como a Bandeirantes ou o SBT, que transmitiu o Paulista em 2003 (se bem ou mal já é outra discussão), não tem grana nem interesse em comprar esses campeonatos?

A iniciativa de 2003 do SBT, que não foi muito bem sucedida, comprova que o problema não é bem esse!

É importante deixar bem claro que o principal objetivo deste texto não é criticar a Rede Globo, que independentemente de como tenha conseguido esses privilégios, tem os seus méritos. A crítica aqui vai para a forma de como as negociações são feitas.

Se um dia a Globo não quiser comprar os jogos, as outras emissoras querem, mas e se acontecesse o contrário? Se o Clube dos 13 não quisesse vendê-los à Globo? A livre concorrência poderia trazer números melhores para os clubes, ofertas mais altas poderiam surgir.

Outra solução viável seria fazer como acontece na Europa onde cada time negocia com a emissora que tem interesse por suas partidas e aí sim, adquire a exclusividade.

A situação de hoje não é interessante para ninguém pois quem perde é o jornalismo esportivo, que fica resumido a 2 ou 3 emissoras detentoras de imagens, perdem os profissionais da área que poderiam ser em maior número, perdem-se talentos e principalmente perdem os torcedores, que não tem liberdade de escolha. Pensando bem, até que tem: ou seja amigo da Rede Globo ou fique sem futebol, amigo!

sexta-feira, maio 26, 2006

Acima do bem e do mal

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Ricardo Stabolito Junior

Antes do treino da seleção brasileira na última quarta-feira, o repórter da ESPN Brasil André Plihal perguntou ao zagueiro Juan se ele havia assistido, no dia anterior, o amistoso entre Croácia e Áustria. O jogador foi taxativo ao responder não. Quando a pergunta foi direcionada ao lateral Roberto Carlos, o mesmo respondeu que havia assistido apenas ao segundo tempo da partida e, já se adiantando ao repórter, disparou: “Jogar contra a Áustria é uma coisa, jogar contra o Brasil é outra”.

A verdade é que o lateral tem certa razão. O Brasil é um time que está anos-luz à frente do selecionado austríaco – que sequer para a Copa se classificou. No entanto, o que fica evidente em sua declaração, assim como na de Juan, é uma notável indiferença quanto ao jogo. Essa indiferença seria aceitável se o time croata não fosse o adversário do Brasil na estréia da Copa do Mundo, daqui a cerca de 20 dias.

Na cabine de transmissão da ESPN, os comentaristas José Trajano e Fernando Calazans ficaram preocupados. Na sede do canal, em São Paulo, vários e-mails de assinantes criticaram a postura dos dois jogadores. O grande questionamento que surgiu a partir dessas declarações foi: até que ponto o favoritismo brasileiro pode ser benéfico?

Essa discussão já havia sido levantada antes da Copa, mas as declarações dos jogadores foi o primeiro sinal concreto de acomodação no período pré-Mundial. E a preocupação dos comentaristas tem motivos. Apesar de um time com peças individuais invejáveis e muito acima dos outros selecionados, em conjunto esses talentos costumam não apresentar um futebol tão vistoso quanto poderiam. O “quadrado mágico”, que deverá estar no jogo de estréia da seleção contra os croatas, encanta pelas possibilidades, afinal só esteve em ação 60 minutos no jogo contra Venezuela, ainda pelas eliminatórias.

Além disso, favoritismo nunca declarou campeão de torneio nenhum. Ter os melhores jogadores não quer dizer vitória certa, ainda mais quando vemos tempos em que o futebol é “infectado” pelo pragmatismo exacerbado. Diferente de 2002, que mostrava uma Família Scolari empenhada e consciente de suas deficiências, a seleção de 2006 parece cada vez mais pensar que está acima do bem e do mal, apostando em um Ronaldinho Gaúcho que sempre deixou a desejar na seleção, em um Adriano que vem em péssima fase desde o fim da temporada na Itália e em um Ronaldo que vem se recuperando de mais uma contusão – apesar de esse último ser um jogador comprovadamente de decisão, que em 2002 foi machucado para o Mundial e, mesmo assim, foi um dos grandes responsáveis pela improvável conquista do penta.

Portanto, apesar de ser, indiscutivelmente, a melhor seleção do Mundial, o Brasil tem que ter muito cuidado. Assistir a jogos dos adversários – conhecendo o seu adversário – é um passo essencial na preparação de qualquer equipe, da mais forte a mais fraca, principalmente no caso de uma Copa do Mundo, uma competição de “tiro curto”. Afinal, ninguém pode vencer um inimigo que não conhece, ninguém está acima do bem e do mal.

terça-feira, maio 23, 2006

E Beckham responde

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Henrique Moretti

David Beckham não os conhece. Nem deve ligar para o que eles falam. Tampouco sabe que eles existem. Mas eles enchem a paciência de nós, fãs brasileiros, nas transmissões esportivas dos principais campeonatos europeus. Quem são eles? Luciano do Valle, Muller e Mário Sérgio.

Os três integrantes do Esporte Interativo da Band, principalmente os dois últimos, caracterizam-se por uma grande má vontade com o astro nascido na terra da Rainha, o que enraiva o pobre telespectador de TV Aberta, aqui no Brasil.

Por vários jogos, os ex-jogadores e agora comentaristas Muller e Mário pegaram no pé do jogador do Real Madrid, fazendo suposições de mau gosto, perguntando-se onde está o futebol do jogador, que para eles não passa de marketing, e comparando-o com Marcelinho Carioca em uma enquete grotesca. A perseguição era clara.

Gostaria de saber onde estão eles agora, na semana em que David comprovou (como se precisasse) ser um dos jogadores mais regulares da equipe merengue, com uma brilhante partida na despedida de Zidane do Bernabéu, contra o Villarreal, onde serviu duas belíssimas assistências, e com outra grande atuação diante do Sevilla (dessa vez na despedida definitiva do craque francês), em que fez dois gols.

O fato é que David Beckham nunca foi muito querido nas terras brasileiras. Não sei se por ele ser considerado bonito, não sei se é porque é casado com quem é – Victoria Adams, ex-Spice Girl -, ou ainda por ser metrossexual assumido ou por ser o jogador de futebol que mais vende camisas no mundo e atacar de modelo. Dentro de campo, o motivo talvez seja porque sua qualidade parece ser mais fruto de treinamento duro do que dom divino (como se isso fosse um demérito), ou então pelo camisa 7 do English Team não apresentar dribles desconcertantes em seu currículo. Outros ainda consideram-no “amarelão” por causa da partida das quartas-de-finais da Copa de 2002, onde o Brasil bateu a Inglaterra por 2x1, de virada. Até parece que o Spiceboy foi o único culpado.

Mas na verdade a qualidade de Beckham é incontestável. Nascido em 2 de maio de 1975, em Leytonstone, Inglaterra, o jogador iniciou sua carreira no Manchester United, em 93, teve uma pequena passagem de 1 ano pelo Preston North, por empréstimo, retornando ao Manchester em 95. Estreou na seleção inglesa já em 96 e se transferiu para o Real Madrid há três anos. Em sua carreira, ostenta seis títulos da Premier Legue, duas da F. A. Cup uma da UEFA Champions League e um do Mundial Intercontinental, todos pela equipe inglesa.

A derrocada dos Red Devils está inclusive ligada à saída do seu antigo camisa 7 (desde que Beckham se foi, a equipe só conquistou duas copas nacionais), num fato que não pode ser considerado mera coincidência.

Apesar de não ter conquistado um título de expressão pelo Real Madrid (uma Supercopa da Espanha foi o máximo que conseguiu), o futebol do astro cresceu e amadureceu nos gramados madrilenhos. Lá, David ficou ainda mais completo, jogando por várias vezes em posição onde ele não estava acostumado, de volante, sacrificando-se em prol do time. Ele foi sem dúvida um dos únicos que se salvaram da má fase merengue, que se alastra por no mínimo duas temporadas.

Enfim, com os “jornalistas” brasileiros querendo ou não, o Spiceboy seguirá trilhando seu vitorioso caminho na Europa, onde é largamente reconhecido, e aumentando ainda mais sua popularidade na Ásia, onde é, literalmente, amado.

E será o capitão da Inglaterra na Copa do Mundo 2006, onde sua seleção é uma das favoritas ao título, o que abrilhantaria ainda mais a carreira do jogador de toque refinado, lançamentos precisos e cobranças de falta indefensáveis, que mesmo sem ter nada a provar para ninguém no Brasil e no mundo, mostra, em semanas como essa, um pouco do que ainda pode oferecer aos amantes do futebol.

Coluna também publicada em www.voleio.com

sexta-feira, maio 19, 2006

Quem ficou fora da festa

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Dante Baptista


Eles são jogadores famosos, titulares em seus clubes, mas não disputarão a Copa de 2006 na Alemanha. Assim como em outros mundiais, surpresas marcaram a convocação das principais seleções do mundo.


A primeira surpresa foi a não-convocação de Giuly, da França. O atacante está em boa fase no Barcelona e foi o destaque do Monaco na campanha do vice-campeonato da Copa dos Campeões da UEFA em 2004. Nem mesmo o gol que classificou o Barça para a final desse ano credenciou o camisa 8 catalão.


O mesmo caso vale para outros dois atacantes que estão entre os melhores do mundo. Fernando Morientes, que já disputou dois mundiais pela Espanha, está fora da lista oficial da Fúria e Roy Makaay, atacante do Bayer de Munique, que não foi lembrado pelo técnico Van Basten para a seleção holandesa.


Van Basten, que sinalizou uma renovação na Laranja Mecânica, deixou de fora os experientes meio-campistas Clarence Seedorf e Edgar Davids, que seriam recebidos de braços abertos em boa parte dos times que disputam a Copa. Ainda no meio campo, Rivaldo, camisa 10 brasileiro em 98 e 2002, também está de fora.


No Brasil, outras ausências também serão notadas. Entre elas, Marcos, Roque Junior e Serginho, que vive excelente fase no Milan, assistirão a Copa pela TV. Porém, entre os nossos “hermanos”, vários bons jogadores também ficarão de fora. É o caso de Killy González, Veron e, principalmente, Javier Zanetti. Os três jogadores da Inter de Milan foram preteridos por José Pekerman, que levará uma equipe com 19 novatos em Copas.


Dois brasileiros naturalizados também ficaram de fora das convocações de suas respectivas equipes. Eduardo Silva, meio-campo da seleção da Croácia e Kevin Kuranyi, atacante alemão.


Todos esses craques formariam um time, no mínimo, competitivo para uma Copa. Marcos, Zanetti, Roque Junior, Samuel e Serginho; Davids, Verón e Seedorf; Makaay, Morientes e Giuly. O banco de reservas ainda teria jogadores como Lux, Baraja, Eduardo Silva, Kuranyi, Killy González...

terça-feira, maio 16, 2006

Por mudanças na Copa do Brasil

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Henrique Moretti

Imagine uma competição que em 12, 11 ou 10 jogos se conquista uma vaga na Libertadores. Compare com outra onde se tenha de encarar 38 partidas para alcançar o mesmo objetivo. Acrescente ao primeiro caso a ausência de pelo menos 4 das principais equipes nacionais. Some ainda a presença de equipes totalmente sem tradição em detrimento a algumas da Série A do Campeonato Brasileiro.

Agora, pense: se você pudesse optar entre as duas competições descritas acima, qual você escolheria, visando disputar a maior competição futebolística das Américas? A resposta, mais que óbvia, é a primeira.

Vendo assim, um leigo poderia pensar esse caso trata-se de uma utopia. Pois para a surpresa de todos, não! Ele existe, e chama-se Copa do Brasil.

A competição que foi criada pra ser a segunda em importância no cenário do futebol brasileiro, vem assumindo prioridade que não deveria. Tudo porque, em um número quase ridículo de partidas pode dar a seu campeão o mesmo triunfo do campeão do maior campeonato do país, o Brasileirão e mais, ultimamente vem até desvalorizando-o.

Tudo isso porque a Copa do Brasil, dita “caminho mais curto para a Libertadores”, não respeita padrões lógicos de justiça. Primeiro porque é a única copa do planeta que dá a seu campeão vaga direta à maior competição do continente, nos médios e grandes centros. Para traçar um paralelo, na Argentina as vagas para a Libertadores são destinadas aos primeiros colocados nos campeonatos nacionais, o Apertura e o Clausura. Na Europa, a classificação para a UCL é garantida também através dessas ligas, como na Espanha, onde a Copa do Rey garante o campeão “apenas” na Copa UEFA (competição secundária em relação à UCL), o mesmo acontecendo na Itália, com a Copa da Itália, e na Inglaterra, com a Copa da Liga Inglesa.

O que parece ser o cúmulo é ainda pior, considerando que as maiores equipes do Brasil no ano anterior não disputam a edição corrente da Copa do Brasil (os 4 primeiros do Brasileirão anterior e o atual campeão da copa ficam de fora). Um completo absurdo, o que diminui ainda mais o nível da competição, que nesse ano não conta por exemplo com Corinthians, Internacional, Goiás, Palmeiras, Paulista e São Paulo (este por ser o atual campeão da América).

Por fim, nem todos os representantes da Série A do Campeonato Brasileiro têm direito à vaga na copa, o que dirá os times da Segundona. Isso porque, diferente da Europa, onde, por exemplo, na Inglaterra até equipes amadoras podem participar da copa nacional, e porque, numa tentativa de aumentar o peso dos estaduais, os melhores colocados destes vão ao campeonato, sem antes deixar os grandes sempre dentro, num obscuro ranking.

Assim, equipes como Baraúnas e URT roubam vagas de Atlético-PR e Ponte Preta, equipes da Série A, como ocorrido há pouco tempo, e outras do quilate de Paulista de Jundiaí e Santo André sagram-se campeões nacionais, sem ao menos encontrar-se na elite brasileira, e disputando a Libertadores sem brilho algum, como nos dois últimos anos (que fique claro que o colunista nada tem contra os clubes menores, pelo contrário). Além disso, o crescimento dessas equipes pequenas não ocorre, pois uma classificação para um mata-mata como a Libertadores não dá visão a planejamento em longo prazo, como poderia ocorrer no caso de essas equipes alcançarem a primeira divisão nacional. Outro ponto é que estranhamente esses dois “campeões nacionais” não obtiveram sucesso na Série B do Brasileirão (o Paulista não chegou nem entre os 8 em 2005), o que comprova também que a priorização da Copa do Brasil às vezes não deixa tempo para recuperação num campeonato de pontos corridos (ou de um turno com quadrangulares, como era o sistema da Série B na época).

E na atual Copa do Brasil, os técnicos, como conseqüência do “caminho mais curto”, preferem poupar jogadores para o mata-mata de 64 clubes, tirando-os dos confrontos pelo Campeonato Brasileiro, o que deixa uma estranha impressão de que a competição secundária em importância rouba espaço da primária, esvaziando o que era pra ser o principal objetivo dos clubes.

Nos anos recentes, estranhamente também os que chegam às finais da copa não obtém o mesmo êxito no campeonato nacional, o que deixa dúvidas quanto à legitimidade da conquista. Por exemplo o Fluminense, finalista da Copa do Brasil 2005, não obteve classificação entre os quatro primeiros do Brasileirão do mesmo ano, enquanto Corinthians e Internacional, eliminados nas quartas-de-final do mata-mata, alcançaram a liderança e vice, respectivamente, do torneio de pontos corridos. O Corinthians talvez deva, ainda, vários méritos da conquista da Série A para a eliminação precoce na Copa do Brasil, já que esta tirou o técnico Daniel Passarella do clube e ainda ajudou a focar a equipe apenas numa competição, o que possibilitou uma reviravolta após um início ruim; em 2004, num fato ainda mais intrigante, o vice-campeão da Copa do Brasil Flamengo lutou ferozmente contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Pois bem, com os fatos todos devidamente levantados, esperemos para ver o resultado das duas competições nesse ano. O favorito ao título brasileiro, o Santos, já foi eliminado do mata-mata, e o que poderia ser má notícia pode tornar-se em boa, à exemplo de Inter e Corinthians. Dos que seguem, nas semifinais da Copa do Brasil, apenas um pequeno, o Ipatinga, e três grandes do Rio, Flamengo, Vasco e Fluminense. Ninguém ainda garante que, apesar dos bons resultados obtidos por essas três equipes até aqui, alguma delas não estará brigando pelo rebaixamento no Brasileirão ao decorrer do ano, num paradoxo incrível.

Assim, leitor, torço para que mudanças na Copa do Brasil aconteçam (a primeira parece que já vai ocorrer, com a inclusão dos representantes da Libertadores a partir do ano que vem), com pelo menos a adequação do calendário.sem a presença de duas competições nacionais desse porte ao mesmo tempo, pois quem sai perdendo é o futebol brasileiro. E tomara que a distorção seja corrigida, com quem sabe uma utópica vaga à Sulamericana para o campeão do mata-mata (utópica porque dificilmente acontecerá, em curto prazo), o que valorizaria ainda mais o Brasileirão, que é pra ser realmente o campeonato dos sonhos de jogadores, técnicos e torcedores.

Uma outra opção para melhorar o nível da segunda competição brasileira em importância seria inchá-la, fazendo com que ela alcance ao menos todos os times da Série A e B do Campeonato Brasileiro, usando os estaduais para definir quem da Série C participa, abolindo a relevância do Ranking da CBF, mas isso parece algo que os “coronéis” do futebol nacional não estão dispostos a realizar.

A se continuar assim, sou obrigado a refazer a pergunta que abre a coluna: você prefere atingir a Libertadores entre 10 e 12 jogos (subentende-se aqui as fases iniciais da copa, onde se pode eliminar as partidas de volta) ou em 38?

E cabe a réplica: é justo?

Coluna também publicada em www.voleio.com

sexta-feira, maio 12, 2006

Dias melhores chegaram?

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Ricardo Stabolito Junior

Nos últimos anos, o futebol carioca havia virado sinônimo de desorganização, uma instituição povoada por homens como Eurico Miranda e Eduardo “caixa d’água” Vianna. E isso se refletiu nos times. Os pequenos continuavam “quebrados” e não conseguiam ver na Federação Carioca de Futebol um aliado nessa briga contra a falência e o esquecimento. Já os grandes, totalmente desorientados e com péssimos planejamentos, viam seu passado glorioso resumido a quadros e lembranças, e nessas antigas vitórias buscavam inspiração para superar o pesadelo da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, que se repetia ano após ano.

Nessa temporada, durante o Campeonato Carioca, a situação parecia ter chegado a níveis alarmantes. Só um dos grandes conseguiu chegar às finais de um dos turnos do Cariocão – o Botafogo –, que acabou se sagrando campeão do torneio. Esse cenário anunciava um futuro absolutamente cruel para todos os grandes do Rio de Janeiro. Inclusive para o Botafogo, que apesar de campeão, era um time sem um grande elenco e cheio de altos e baixos.

No entanto, a partir do início do Campeonato Brasileiro, principalmente, vemos posturas diferentes de Flamengo, Fluminense e Vasco. Times que pareciam entrar derrotados no Brasileirão e nas fases decisivas da Copa do Brasil, se engrandeceram tecnicamente e retomaram a posição de times a serem temidos, e, não, temerosos.

O Flamengo, que estendeu sua pré-temporada até o fim da Taça Guanabara, mostrava ser um time pífio com um elenco de baixo rendimento. Mas a chegada de Waldemar Lemos parece ter dado vida nova ao time. Jogadores outrora quase execrados como Jônatas e Obina começam a mostrar serviço sob o comando do novo técnico, assim como a equipe, que começa a empolgar o torcedor. Na Copa do Brasil, as classificações perante Guarani e Atlético Mineiro vieram com goleadas taxativas em casa, e levaram o clube a mais uma semifinal da competição. No Campeonato Brasileiro, o oitavo lugar se mostra um ótimo começo para um time antes desacreditado e que vem poupando alguns de seus titulares visando a Copa do Brasil.

O Fluminense foi uma decepção porque era o único time do Rio que tinha elenco para brigar por títulos a nível nacional. Altos investimentos em jogadores experientes se misturavam às novas promessas vindas de Xerém (casa das divisões de base do clube) para formarem um elenco do qual se esperava muito mais. Com a chegada de Oswaldo de Oliveira, o time parece ter ganhado padrão de jogo e confiança. O treinador parou com as constantes mudanças de escalação e está definindo quem são os jogadores que podem efetivamente ajudar o Fluminense durante a temporada. O time também está nas semifinais da Copa do Brasil e começou muito bem o Brasileirão, dividindo a ponta da tabela com Santos e Internacional.

O Vasco era o time com o pior elenco dos grandes do Rio. A saída de Alex Dias e Romário parecia ter enfraquecido o único setor em que o time podia se diferenciar dos demais: o ataque. Para muitos, o técnico Renato Gaúcho fazia milagre com o que tinha nas mãos desde a temporada passada. A chegada de Edílson parecia ser mais uma das “furadas” de Eurico Miranda. O bom goleiro Roberto contrastava com o sistema defensivo ruim. No entanto, o tempo conseguiu mostrar que Renato Gaúcho conseguiria novamente arrumar o time dentro de suas limitações, coincidentemente logo após a saída de Romário. O meio-campista Morais, ponto forte do setor, aos poucos consegue ser mais constante em suas atuações, dividindo com o veterano Ramon a incumbência de criar oportunidades para os atacantes. O setor defensivo é arrumado aos poucos. E Valdiran, jogador vindo do Cianorte, é a grata revelação do ataque cruz-maltino, mostrando que tem “faro de gol”. O Vasco disputa com o Fluminense uma vaga na final da Copa do Brasil e inicia o Brasileirão em uma surpreendente sexta posição.

Já o Botafogo, campeão estadual, é o time mais decepcionante do estado até o momento. Após a desclassificação com uma derrota em casa para o Ipatinga, o time só fez cair. Amarga o décimo - quinto lugar no Campeonato Brasileiro – reflexo do elenco limitado e das atuações inconstantes dos principais jogadores.

É necessário lembrar que o Brasileirão está apenas no começo. E que, na Copa do Brasil, os cariocas não enfrentaram os grandes times de São Paulo, pois estes estavam disputando a Libertadores. Além disso, a Copa é um torneio de mata-mata, ou seja, em um dia bom do seu time, ele pode eliminar outros bem mais fortes. Mas isso não desmerece o sucesso que o futebol carioca obteve.

Times “arrumadinhos”, bem armados dentro de campo e conscientes de suas limitações parecem estar compensando a falta de preparação e organização dos clubes cariocas nesse começo de Campeonato Brasileiro. No entanto, o torneio desse ano ainda terá mais sete meses de disputa e uma grande janela para transferências no período pós-Copa do Mundo. Para os cariocas, por hora, isso provavelmente não deve fazer diferença. A grande pergunta para eles deve ser: será que dias melhores chegaram?

terça-feira, maio 09, 2006

Estádio de futebol é lugar de torcedor!

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Daniele Pechi

Depois de ver o que aconteceu na partida entre Corinthians e River Plate, na última quinta feira, me senti na obrigação de atacar de advogada do diabo. Depois de tanto reclamar, de exigir os direitos dos torcedores, percebi uma coisa: o futebol não trata bem aos seus torcedores, mas os torcedores também não tratam o futebol nada bem!

A confusão, pra variar, partiu das torcidas que se dizem organizadas! Mais uma vez pergunto... São esses os verdadeiros torcedores? Cantar que seu time é sua vida, sua história, seu amor não torna ninguém mais torcedor!

Não basta apenas arrumar confusão com as outras torcidas; em jogo de uma torcida só, como foi na quinta, resolveram invadir mesmo, quebrar tudo. Devem ter esquecido que quem vai ter que pagar pelos seus atos de animais é o próprio clube, a quem declaram tanto amor.

Os prejuízos ainda não foram contabilizados, mas pior do que pagar multas ou reconstruções pode ser a punição que virá da Conmebol! Os mesmos animais podem ter tirado o Corinthians da próxima Libertadores... bom, não vou perder tempo com especulações, vamos aguardar.

Como uma boa advogada do diabo, vou ter que elogiar o trabalho da polícia militar, que evitou uma tragédia ainda pior, conseguindo segurar os torcedores e não batendo desnecessariamente. Quando merece elogios, que seja elogiada.

Mas será que realmente a polícia vai atrás dos invasores, será que daqui a uma semana alguém ainda estará preso por isso? Acredito que não.

Punição é a palavra que falta ao vocabulário do futebol, as leis existem, mas continuam só no papel.

Outra medida importante foi a proibição das “desorganizadas” de entrar nos estádios por 4 meses. Mas, por apenas 4 meses? Então, torcedores de verdade, aproveitem... vocês tem quatro meses para torcer num estádio! Ah, essa foi decepcionante! Quem proíbe por algum tempo, pode proibir pra sempre e por que não o faz? Mais uma pra inglês ver, não é mesmo?

Até quando vamos ter que acompanhar os jogos apenas pela televisão?

A imagem de um menininho que depois de muito ver os “desorganizados” apanhando, conseguiu entrar no gramado para se proteger de toda aquela confusão foi chocante! Imaginem, quando ele voltará a um estádio de futebol?

E depois ainda se fala em Copa do Mundo no Brasil em 2014... Só se for pra passar vergonha.

segunda-feira, maio 08, 2006

O fator Luca Toni

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Henrique Moretti

A temporada 2006/2007 do Calcio viu a confirmação da existência de um grande artilheiro. Trata-se de Luca Toni, natural da própria Itália, 1,94m, 98 kg, 29 anos em maio próximo.

A carreira do atacante sempre foi marcada por gols. Foi assim pelo Modena, Empoli e Brescia, entre outros. Porém sua importância foi destacada quando ele chegou ao Palermo, equipe da Sicília, na época (2003) afundada na Segunda Divisão italiana. Toni, que tinha em média marcas de 10 gols por temporada, viu esse número triplicar na primeira temporada pela equipe rosa e foi o principal ícone da subida do time para a Primeira Divisão, após longos anos.

No ano seguinte, já na Série A, o então camisa 9 do Palermo manteve destaque, assinalando 20 gols naquela edição do Calcio, e trazendo a equipe da Sicília à sua primeira participação em copas européias – a UEFA, terminando com a sexta posição da tabela.

Neste meio termo, o treinador da Azzurra, Marcello Lippi, de olho no grande potencial do atacante, foi o integrando aos poucos, com seguidas convocações geralmente para a suplência de Christian Vieri.

Em 2005 Toni mudou de rumo novamente. Foi comprado por aproximadamente 12 milhões de euros pela tradicional Fiorentina. A equipe viola, como se sabe, não vivia um bom momento – havia sido decretada falida, mudou de nome, voltou ao nome, subiu para a segunda divisão numa espécia de “virada de mesa” e na temporada de volta à Serie A amargou uma ingrata luta contra o rebaixamento, apesar de altos investimentos, como Miccoli, Nakata e Jorgensen.

A temporada 05/06 seria a da grande virada viola. Além de Toni, chegaram nomes como Fiore e Frey, além do excelente treinador Cesare Prandelli. E a carreira do atacante, agora camisa 30, decolou de vez.

Até então, são 28 gols em apenas 35 rodadas, perto da média de um gol por jogo, liderança folgada da artilharia do Calcio e da Chuteira de Ouro, que premia o maior goleador europeu de cada temporada (nos critérios, os gols possuem peso diferentes, de acordo com o nível técnico de cada campeonato nacional) e maior goleador da história viola, superando a marca de Batistuta e Hamrin, duas lendas. Além disso, é detentor do posto de principal jogador da Fiorentina, que acabou ressurgindo no cenário nacional com uma excelente campanha, onde luta palmo a palmo com a Roma pela quarta posição do campeonato e conseqüente vaga para a Uefa Champions League (até a 35ª rodada, a Fiorentina ganha a batalha com 68 pontos, contra 65 do time da capital).

Daí à vaga de titular na seleção italiana foi um pulo. Marcando gols importantes como os diante de Holanda e Alemanha, em amistosos recentes, ele praticamente já garantiu a camisa 9 da Azzurra para o Mundial 2006. Será a maior esperança de gols da equipe italiana, que buscará levantar a taça que não vê desde 1982.

Para se detectar ainda mais a importância do “Fator Luca Toni” basta olhar o Palermo atual. A equipe siciliana é apenas a 9ª colocada na tabela do Calcio, longe da classificação tanto para a UCL quando para a Copa UEFA. E há de se ponderar ainda que o presidente Mauricio Zamparini não poupou esforços para reforçar o plantel: a base foi mantida e para o ataque vieram o centroavante Caracciolo, de estilo parecido com o de seu predecessor, porém mais novo, Di Michele e Makinwa, que mesmo sendo bons jogadores não conseguiram suprir a ausência do antigo camisa 9.

O próprio Zamparini já chegou a afirmar “que nunca se livrará do arrependimento de tê-lo vendido”.

Bom, com o “Fator Toni” mais que comprovado, resta à torcida italiana que tamanho faro de gol do atacante continue em alta nos gramados alemães. Com a Azzurra em busca do tetracampeonato, e com Luca - por que não? - brigando pela artilharia.

Coluna também publicada em www.voleio.com

terça-feira, maio 02, 2006

Libertadores à moda antiga

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Henrique Moretti


A edição 2006 da Taça Libertadores da América, diferentemente de anos anteriores, empolga. E antes que o torcedor são-paulino venha a ficar irritado comigo, saio com a explicação. Não que a competição do ano passado não tenha sido vencida com méritos pelo tricolor do Morumbi, pelo contrário, afinal o tri foi merecidíssimo. O que tento tocar aqui é o nível técnico do campeonato e o número de postulantes ao título, ambos mais elevados que nos tempos recentes.

O fato é que a Libertadores, desde que o futebol brasileiro acordou para ela (basicamente a partir de 1992, com o próprio São Paulo, de Telê), é objeto de desejo de 10 entre 10 clubes nacionais. Chegar na competição já foi dificílimo (aqui no Brasil apenas o campeão do Brasileirão e o da Copa do Brasil tinha direito às vagas), sendo que ela contava apenas com 16 times. Passar para a segunda fase então, mais complicado ainda era, já que no início da década de 90 apenas o líder da chave se classificava, e nada menos que 3 equipes voltavam pra casa mais cedo. Em 96 o regulamento já começou a mudar, passando a exatamente o contrário: 3 se classificavam.

A partir de 2000, a competição passou a contar com 32 times, num inchaço totalmente desnecessário, que provocou a presença de equipes um tanto quando bizarras dentro da tradicional competição, tal qual Blooming (Bolívia) Atlético Colegiales (Paraguai), Bella Vista (Uruguai), Taquary (Paraguai), entre outros. A competição outrora dificílima tornou-se de mais fácil entrada e qualificação para fase mata-mata.

É importante lembrar também do começo da participação dos clubes mexicanos, a partir de 98, na competição da Conmebol, como convidados, já que fazem parte da Concacaf e, assim sendo, não podem disputar o Mundial de Clubes como representante da América do Sul (regulamento um tanto quanto confuso).

Mas deixando o passado de lado, vamos ao que realmente interessa. A edição 2006, portanto, vem relembrando tempos áureos da Libertadores, com mais equipes de qualidade e representatividade.

Uma amostra dessa mudança foi vista na primeira fase da copa, quando por exemplo o Palmeiras não foi líder de seu grupo, o 7. Vencido pelo Atlético Nacional, e ainda por cima não venceu dois de seus jogos como mandante; o milionário Corinthians, apesar de ter terminado em primeiro na chave 4, teve que suar muito para superar o bom time chileno Universidad Católica, de Dario Cuenca, que acabou ainda surpreendentemente eliminado pelo mais fraco Tigres, do México.

O atual campeão São Paulo também venceu seu grupo, o 1, mas perdeu os dois jogos que fez contra o mexicano Chivas Guadalajara, o que fez com que um tabu de mais de 30 jogos sem perder no Morumbi caísse por terra; o Goiás foi a equipe brasileira que mais surpreendeu no início dos jogos, realizando uma campanha impecável no primeiro turno da fase de grupos, depois caindo de produção, mas mesmo assim garantindo a liderança do Grupo 3, à frente do Newell´s Old Boys, de Ariel Ortega, enquanto o Internacional teve chave mais tranqüila e ganhou com facilidade o grupo 6, com o tradicional porém fraco Nacional, do Uruguai, em segundo.

No Grupo 8, o Paulista de Jundiaí foi eliminado e o poderoso River Plate surpreendido. O líder do grupo foi o Libertad, do Paraguai, uma das surpresas da competição, com a equipe de Buenos Aires na vice-liderança; e poderoso mesmo foi o Vélez Sarsfield, do destaque Leandro Somoza (ao lado, em primeiro plano), também equipe portenha, que só perdeu o 100% de aproveitamento quando já era líder de seu grupo e já estava garantido como o melhor time da primeira fase.

A fase mata-mata, onde realmente o bicho pega, teve início no último meio de semana, com o Goiás entrando em situação difícil diante do Estudiantes de la Plata, o Internacional passando bem pelo Nacional fora de casa, o Corinthians conseguindo resultado razoável versus o River Plate, fora de casa; no clássico paulista, Palmeiras e São Paulo ficaram no empate. O Vélez goleou o rival local Newell´s como visitante e o LDU fez o mesmo com o Atlético Nacional, só que como mandante. Por fim, O Libertad arrancou bom empate no México contra o Tigres e o Chivas praticamente garantiu classificação, obtendo boa vantagem diante do Independiente da Colômbia.

Daqui pra frente, as coisas tendem a ficar ainda mais difíceis para as equipes brasileiras, que de modo algum encontrarão moleza para chegar à final. Vélez, São Paulo e Internacional despontam como favoritos, seguidos de perto por Corinthians e Guadalajara. No meio do caminho, LDU, provável próximo rival colorado, costuma sempre complicar nas alturas de Quito, e o Libertad, que vem surpreendendo, pode manter-se em ascensão.

Assim, chega-se à conclusão de que a Libertadores, mesmo sem seus super-campeões Independiente e Boca Juniors, ambos da Argentina, pode vir a estar tomando novamente seu rumo como uma grande e difícil competição, onde luta, garra e fibra valem muito. Novos “Onces Caldas” chegarem à decisão, portanto, será difícil, e um mexicano tem boas chances, de enfim, conquistar a América a qual ele não pertence geograficamente.

As cartas estão na mesa, a Taça Libertadores está pegando fogo. Jogue suas fichas!

Publicada também em www.voleio.com

segunda-feira, maio 01, 2006

Profissão: Jornalista esportivo

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Daniele Pechi

Num primeiro de maio de alguns anos atrás, minha mãe me fez a pergunta clássica: Filha, o que você quer ser quando crescer?

Eu na hora respondi: Jornalista esportiva!

De início ela tomou um susto, a filhinha mais nova, delicadinha, entrar nesse meio, tão “machista”.

Bom, na época queria entrar nesse meio simplesmente por ser fanática por esportes.

Hoje, sou muito consciente de que isso não basta! Claro que a parte boa inclui estar de camarote assistindo aos jogos, presenciar lances que podem entrar para a história, conhecer os ídolos de um país ou do mundo quem sabe.

Mas acho que a parte mais fascinante de tudo isso é atingir a um número tão grande de pessoas. Todos sempre dão uma olhadinha em algum programa esportivo e está comprovado, a seção de esportes do jornal é disparada a mais lida: do patrão ao empregado, do faxineiro ao presidente da empresa, todos discutem a rodada no dia seguinte.

Justamente por esse motivo é que muitos jornalistas se tornam marqueteiros e publicitários... e como vendem! A televisão aberta está contaminada de programas que dedicam boa parte de seu tempo para propagandas. Às vezes penso estar por engano assistindo a um canal de vendas, mas são apenas as mesas redondas de domingo à noite.

Outro grande problema está na “vulgarização” do termo jornalista, afinal, hoje em dia todo mundo é, né? Modelos que nada sabem do assunto e nem se quer passaram na porta de uma faculdade andam tirando vagas de muita gente competente.

Num meio como o esporte onde muitas fusões, parcerias acontecem, o trabalho investigativo é primordial. Na busca de uma notícia, às vezes, descobre-se esquemas muito lucrativos e principalmente foras da lei e é nessa hora que o verdadeiro jornalista aparece! Sua função é de repassá-la, sem omissão de informações, afinal ele deve estar do lado do público.

Trabalhar para grandes meios coloca-os em situação delicada, existe um editor que realmente corta o que não é interessante a seus patrocinadores. Daí surge o grande dilema da profissão: trabalhar para a grande massa ou escolher um meio alternativo, portanto mais liberal, mas falando para poucos?

Apesar de todas as dificuldades, desde a mais simples como encarar técnicos e jogadores mal humorados, até as mais pesadas, como a escolha entre se manter em um bom emprego ou prezar pela ética, não desisti da idéia. Aliás, ela está mais forte do que nunca. Afinal, como diria Caetano, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!

sábado, abril 29, 2006

Nossos futuros craques...

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Ricardo Stabolito Junior

Quando olhamos para crianças nas ruas “jogando bola” ou nas escolas em aulas de educação física quase não nos lembramos de que podemos estar vendo rapidamente o nascimento de mais um craque do futebol. Um jogador que fará no futuro o mesmo que os grandes jogadores fizeram e fazem nos campos do mundo inteiro. Talvez o filho do seu vizinho possa ser o próximo Ronaldinho Gaúcho, o garoto que corre na sua rua o próximo Zidane ou, até mesmo, o seu próprio filho o novo Pelé.

Não olhamos com tanta atenção porque, afinal, são apenas crianças. Terão a vida inteira para se divertir e se aprimorar até vir a ser um possível ótimo jogador de futebol. Enfim, são muitos jovens e imaturos.

No entanto, não é assim que pensam os grandes clubes europeus. A competição entre eles chegou à tamanha magnitude que já não adianta ter o melhor time. Tornou-se necessário ter as melhores promessas do amanhã. Assim acabou virando moda entre as agremiações do velho continente vir até, principalmente, Brasil e Argentina em busca das estrelas do amanhã – jogadores de cerca de 13 anos que apresentam, já nas categorias de base, talento fora do comum.

Apesar de ficar em evidência e tornar-se tendência recentemente, essa prática já era realizada mais discretamente antes. No início da década de 90, comumente clubes holandeses e belgas vinham até o Brasil e “recrutavam” garotos de 15 ou 16 anos, que eram levados para jogar por lá. O resultado era visto com facilidade há alguns anos atrás, em transmissões do Campeonato Holandês – todos os times tinham um ou dois brasileiros, mas o telespectador do Brasil raramente já tinha ouvido falar em algum deles.

O que mudou, basicamente, foi a idade do “recrutamento”. Se antes eram levados garotos de 15 e 16 anos, hoje se leva de 12 e 13. Ou seja, a situação passou de ruim para absurda. Com a promessa de um bom contrato para o garoto e emprego para os seus pais, essas famílias, muitas vezes de baixa renda, sentem-se inevitavelmente seduzidas. E, no futuro, esses garotos que foram embora poderão se tornar os astros brasileiros do futebol europeu dos quais o Brasil nunca ouviu falar.

Um exemplo desse processo pode ser visto no atual time do Barcelona, com o argentino Lionel Messi. Ele foi embora da Argentina ainda criança, contratado pelo clube espanhol, e hoje é um dos xodós do time da Catalunha. E caminho parecido esboçava o garoto Neymar – jogador de 14 anos do Santos – que interessava o Real Madrid e já tinha sua transferência quase acertada pelo empresário Wagner Ribeiro. No entanto, no último dia 10 de abril, o Santos conseguiu firmar um contrato - às pressas - com o jogador para que ele continue mais dois anos no time, até se profissionalizar.

E o assustador é que casos como o de Neymar (foto abaixo) só tendem a se proliferar. Isso sem contar que dificilmente transações como essa são noticiadas na mídia – o caso Neymar foi uma exceção. Para cada Neymar que é noticiado na mídia, vários garotos vão para países da Europa fazer “estágio” através das mãos de empresários inescrupulosos e convênios obscuros entre clubes formadores de jogadores daqui e grandes agremiações estrangeiras que levam crianças para fazer testes no exterior.

Se problemas financeiros levam nossos melhores jogadores para campos europeus (grandes salários, necessidades do clube), problemas sociais levam e levarão nossas crianças-promessa daqui (desemprego dos pais, sistema de educação falido). E isso liga diretamente a necessidade dos clubes nacionais se engajarem não apenas na formação “futebolística” do jogador, mas na formação social e profissional do cidadão.

O Brasil já perde seus principais jogadores para o futebol estrangeiro, ou seja, nosso presente em termos de qualidade já está lá fora. Diante de propostas irrecusáveis, clubes nacionais se vêem quase obrigados a vender nossas revelações para os times europeus interessados. Mas o Brasil já se acostumou com isso. O problema será se até o futuro do nosso futebol for jogar lá fora antes que possamos sequer conhecê-lo.

sexta-feira, abril 28, 2006

Previsões/ Raio-X para 2006 (Parte 4)

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Guilherme Ferreira Ceciliano

Parte final do raio-x do Campeonato Brasileiro:


***** Cruzeiro (Paulo César Gusmão/ 4-3-3)
Chances no Brasileirão: Lutando pela Libertadores
Pegue dois bons goleiros, junte com uma zaga respeitável, um meio-campo qualificado e um ataque excepcional. Coloque esses setores para treinar com o discípulo do maior papa-títulos do Brasil. Bem, esse é o Cruzeiro de Belo Horizonte-MG. Repatriou o Élber, ídolo na Europa, Gil, ídolo do Corinthians, Leandro Silva, o substituto de Sorín na campanha do Brasileiro de 2003. Além disso manteve Edu Dracena, capitão do time, e PC Gusmão, o promissor treinador. A equipe celeste tem um onze titular ótimo, um banco de reservas respeitável e é uma das equipes que lutarão pelo título esse ano.
Destaques: Élber, Gil, Leandro Bomfim, Leandro Silva, Edu Dracena, Fábio, Lauro, Alecssandro e Araújo
Promessas: Kérlon, Diego Clementino, Moisés, Luizinho e Thiago Heleno


*** Flamengo (Waldemar Lemos/ 4-4-2)
Chances no Brasileirão: Adivinha? Lutando pra não cair.
Luizão já ganhou tudo o que um atacante pode ganhar nas Américas. Peralta é reconhecido por muitos como o substituto de Recoba no Uruguai. Ramírez tem a raça que a massa gosta. Minhoca levou o Ipatinga ao título mineiro em cima do Cruzeiro em 2005. Além disso, Vinícius Pacheco é destaque da seleção sub-20 do Brasil. No papel, um ótimo time, pronto para brigar pela Libertadores. Porém, por fatores extra-campo, o Flamengo não engrena e tem poucas chances de aspirar a lugares mais altos na competição. A camisa, ultimamente, tem pesado contra os rubro-negros bons de bola.
Destaques: Luisão, César Ramírez, Renato, Peralta, Léo Moura e Wálter Minhoca
Promessas: Vinícius Pacheco, Getúlio Vargas


** Fortaleza (Márcio Bittencourt/ 4-4-2)
Chances no Brasileirão: Na zona de rebaixamento
Um time com alguns bons valores, mas com grandes chances de cair. Em prol do time, a força da torcida que sempre lota dos estádios. Preto Casagrande, que caiu em 2003 pelo Bahia e ganhou o título em 2004 pelo Santos, é o grande destaque do time que perdeu o bom Lúcio, principal jogador do time ano passado. O ex-técnico do Corinthians Márcio Bittencourt assumiu recentemente o comando da equipe.
Destaques: Preto Casagrande, Mazinho Lima, Finazzi
Promessas: Não apresenta

** Paraná (Caio Júnior/ 3-5-2)
Chances no Breasileirão: Lutando pra não cair
O atual campeão paranaense tem Caio Júnior como comandante, aquele mesmo que levou o Cianorte a fazer barulho na Copa do Brasil 2005. A equipe não tem nomes conhecidos, à exceção do goleiro Flávio e procurou se reforçar no interior paulista: o atacante Zumbi, ex-Marília, e o zagueiro Edmílson, ex-Noroeste, chegaram recentemente, e o atacante Leandrinho, também da equipe de Bauru, ainda pode vir.
Destaque: Flávio, Sandro
Promessas: Zumbi


***** Corinthians (Ademar Braga / 4-4-2)
Chances no Brasileirão: Libertadores da América
O Real Madrid do território brasileiro já conseguiu até a proeza de ter um técnico do nível de López Caro. Ademar Braga é peça nula na armação corintiana. Faz feijão com arroz sem tempero algum e é burocrático na hora de substituir. E a falta de pulso pode se tornar um problema para um time recheado e totalmente dependente de estrelas. Dentro de campo, Nilmar e Tevez têm resolvido os jogos pelo alvinegro paulista. Muito pouco para quem aspira ao bicampeonato e conta com jogadores do nível de Ricardinho e Gustavo Nery.
Destaques: Nilmar, Tevez, Ricardinho, Roger Flores, Carlos Alberto, Gustavo Nery, Mascherano e Marcelo Mattos
Promessas: Jí-Paraná, Marcelo, Marcelo Godri, William e Bruno Octávio


Resumo do Raio-x:
***** - Corinthians, Cruzeiro, Goiás, São Paulo, Internacional
**** - Grêmio, Santos, Fluminense
*** - Botafogo, Palmeiras, Atlético, Flamengo, São Caetano
** - Vasco, Fortaleza, Paraná, Santa Cruz
* - Ponte Preta, Juventude, Figueirense


Legenda:
{avaliação - de uma a cinco estrelas} Time (Treinador / esquema)