domingo, janeiro 08, 2006

RUMO A 2006: Paraguai

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Henrique Moretti

Considerada por muitos a atual terceira força do futebol sul-americano, ultrapassando o tradicional Uruguai, o Paraguai completará em 2006 na Alemanha sua terceira participação consecutiva em Copas do Mundo.

De partida, a alta cúpula paraguaia esforçou-se para não cometer o mesmo erro do Mundial da Coréia-Japão, onde o treinador das Eliminatórias Sergio Markarían foi substituído às vésperas da competição pelo experiente italiano Cesare Maldini, aposta que desagradou aos atletas e frustrou as esperanças do Paraguai de ir mais longe daquela vez (eliminação nas oitavas, diante da Alemanha). Assim, o uruguaio Aníbal Ruiz, no cargo desde 2003, está confirmadíssimo para a Copa do Mundo.

Dentro das quatro linhas, a equipe que se tornou facilmente relacionada a veteranos da brilhante campanha na França 98 (eliminação nas oitavas diante dos donos da casa apenas no gol de ouro), como Jose Chilavert, Celso Ayala, Francisco Arce e Carlos Gamarra (abaixo, em ação na Copa 2002) já não é mais a mesma. Desses quatro ícones guaranis, apenas o último segue na seleção nacional. Esse que é conhecidíssimo da torcida brasileira, o sensacional zagueiro Gamarra não tem mais o preparo físico de outras épocas, porém ainda mostra no Palmeiras a elegância e lealdade que marcaram sua carreira, sendo capitão e peça chave do esquema de Aníbal Ruiz.

Esquema que começa com Villar sendo um bom substituto para o falastrão Chilavert, Nuñez ocupando a vaga que era de Arce e Cáceres, um dos únicos a se salvar da péssima campanha do Atlético-MG no último Brasileirão, formando o miolo de zaga com Gamarra.

No meio, o jovem Barreto, vice-campeão das Olimpíadas de Atenas, oferece proteção à defesa, enquanto Paredes, da italiana Reggina, e Acuña são os encarregados da criação para o rápido e novo atacante do Werder Bremen Nelson Haedo Valdez (foto acima, acompanhado de Villar), e para o ponto de referência da equipe, o centroavante Roque Santa Cruz, que pode ficar de fora do Mundial devido a uma séria contusão no joelho. Comissão técnica e torcida paraguaias esperam que os 6 meses previstos para a recuperação do atleta sejam diminuídos para ele estar apto em Junho. Sem o atacante do Bayern, a opção fica por conta do veterano Cardozo ou do veloz Cuevas, que se destacou classificando a seleção para a fase final da Copa 2002.

Além da inesperada baixa de seu goleador Santa Cruz, o Paraguai viu-se com mais problemas quando o sorteio da Copa foi realizado. O time guarani estará no complicado grupo B, ao lado de Inglaterra, Suécia e Trinidad & Tobago. Ingleses e suecos aparecem como franco-favoritos na chave, e apesar de toda disposição e garra que é característica dos paraguaios, a classificação para a Segunda Fase é improvável.

Contudo, os comandados de Ruiz esperam que o recente retrospecto de não voltar para a casa logo na fase inicial seja mantido, com uma nova classificação às oitavas, o que já ficaria de ótimo tamanho para a reformulada esquadra paraguaua.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1906
Afiliação à FIFA: 1921
Participações em Mundiais: 6 (1930, 1950, 1958, 1986, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Oitavas de finais: (1998, 2002)
Última Copa: Oitavas de finais (2002)
Títulos Continentais: Bicampeão da Copa América (1953, 1979)
Ranking FIFA: 30º
Time-Base: Villar, Nuñez, Cáceres, Gamarra, Caniza; Ortíz, Barreto, Paredes, Acuña; Valdez e Cuevas (Santa Cruz)
Técnico: Aníbal Ruiz
Principal Estrela: Roque Santa Cruz (Bayern de Munique)
Formação: 4-4-2
Avaliação: ** (Em grupo difícil, briga por vaga à segunda fase)

FALTAM 152 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
imagens: www.fifaworldcup.com

sábado, janeiro 07, 2006

RUMO A 2006: Equador

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Henrique Moretti


Surpresa nas Eliminatórias para a Copa de 2002, quando alcançou a segunda posição, apenas atrás da líder Argentina e a frente do campeoníssimo Brasil (e sem nunca haver participado de uma fase final), o Equador já aparece em 2006 como realidade.

A campanha nas recentes eliminatórias foi novamente boa e tranqüila, com classificação em 3º lugar e com uma rodada de antecedência, confirmando assim a nova tendência de que equatorianos e paraguaios estarem roubando a posição do Uruguai (que nem vai à Copa) como terceira força sul-americana.

O time do técnico colombiano Luis Fernando Suárez conta com um plantel equilibrado e inteligente taticamente. Jogadores experientes, como o lateral De la Cruz, já há algum tempo no futebol inglês, o zagueiro Hurtado, e o interminável goleador Delgado, que hoje atua no futebol local, se juntam à jovens como os meio-campistas Lara e Valencia (foto abaixo contra o Uruguai).

Só que, ao que tudo indica, o principal aliado equatoriano não estará no Mundial da Alemanha em Junho: o estádio Olímpico de Quito e sua altitude de mais de 2500 metros. Foi lá que 23 dos 28 pontos da equipe nas Eliminatórias foram conquistados, tendo terminada invicta em seu campo nesta fase. Inclusive vitórias contra Brasil e Argentina foram obtidas.

Resolver esse pequeno problema da falta do fator-campo é o desafio de Suárez e seus comandados, para não repetir o feito de 2002, quando o Equador foi eliminado em apenas 2 jogos contra Itália e México, porém não chegou a passar vexame, tendo vencido e ajudado a eliminar a Croácia em sua terceira partida.

Para 2006, o grupo equatoriano é teoricamente mais tranqüilo que o da última Copa, acompanhado na chave A pela dona da casa Alemanha, a sua concorrente direta pela segunda vaga Polônia e a frágil Costa Rica.

Em suma, passagem do Equador à segunda fase não será considerada nenhuma surpresa, apesar do pequeno favoritismo polonês. Isso, se o time não sentir novamente falta de Quito.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1925
Afiliação à FIFA: 1926
Participações em Mundiais: 1 (2002)
Melhor Resultado: Primeira Fase (2002)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 3º colocado da Zona Sul-americana
Títulos Continentais: Nenhum
Ranking FIFA: 37º
Time-Base: Mora, De la Cruz, Hurtado, Espinoza, Ambrosi; Ayoví, Tenório (Lara), Méndez, Valencia; Delgado e Borja
Técnico: Luiz Fernando Suárez
Principal Estrela: Agustín Delgado (Barcelona - EQU)
Formação: 4-4-2
Avaliação: ** (Briga por vaga à Segunda Fase)

FALTAM 153 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
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sexta-feira, janeiro 06, 2006

Copa São Paulo de Juniores: Testando as Promessas

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Pedro Galindo


Logo na primeira semana do ano, teve início a principal competição que envolve jogadores jovens do Brasil. A Copa São Paulo de Futebol Junior, que vem sendo realizada desde 1969, tem 22 grupos de quatro clubes nessa edição, e confrontos que prometem ser um bom laboratório para as categorias de base dos clubes brasileiros. O maior campeão da história da "Copinha", como é chamado o certame, é o Corinthians, que a venceu seis vezes, inclusive as duas últimas edições.

A principal finalidade desse torneio é tornar promessas em realidade, o que tem acontecido com freqüência. Não são poucos os exemplos de grandes jogadores que “nasceram” para o futebol na Copinha. Sylvinho, lateral do Barcelona, Edu, hoje no Valencia, e Fred, ex-Cruzeiro e atualmente no Lyon, são alguns exemplos mais recentes. O luso-brasileiro Deco é outro grande jogador que se originou do torneio. Mais exemplos, desta vez mais antigos, são Toninho Cerezo, Cafu, Careca e Denner (foto abaixo). Se for analisado o histórico da competição, vê-se que inúmeros jogadores que fizeram fama começaram nesse “laboratório”.

A Copinha foi criada em 1969, uma iniciativa da prefeitura da cidade de São Paulo para comemorar o aniversário da cidade. Inclusive, a final tradicionalmente ocorre no dia 25 de janeiro, dia de sua fundação. Além disso, foi uma tentativa de fazer os clubes revelarem novos valores, devido às conseqüências que, como todos sabem, o esporte pode trazer à sociedade. Em sua primeira edição, apenas quatro times jogaram o torneio, número que agora cresceu para 88. Isso não é exatamente bom: pensar que, quanto mais clubes, mais revelações vão aparecer, é ilusório. Poucos jogadores se destacam, a ponto de serem levados á clubes maiores ou promovidos às categorias principais, em apenas três jogos, como pode acontecer com algumas equipes. Com isso, poucos conseguem realmente aparecer no cenário nacional.

Outro gravíssimo problema são os empresários. O que vem ocorrendo ultimamente é a formação de “agremiações”, às vésperas do torneio, montadas exclusivamente para ganhar dinheiro. Times sem a menor tradição e muito menos futuro, participando do torneio, que fica servindo para os empresários tentarem empurrar “goela abaixo” as suas “promessas” para as equipes grandes.

Esse torneio, que é importantíssimo para o futuro do futebol brasileiro, merece sérias modificações. Uma delas, e possivelmente a mais urgente, é a tabela. Para começar, uma redução no número de clubes participantes. Depois, uma divisão das equipes em grupos maiores, como por exemplo, grupos de oito times. Seriam mais jogos para se observar as promessas, que é o real objetivo do certame. Essa redução seria possível graças à outra atitude que precisa ser tomada: a restrição a certos clubes participantes – se é que assim se pode chamar de clubes esse aglomerado de jogadores liderados por um empresário. Com essas medidas básicas, poder-se-ia haver um torneio que cumprisse melhor suas propostas. Com isso, tudo indica que teria prosseguimento a soberania verde e amarela nos gramados internacionais.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Futebol Alemão: O Fim de uma potência Mundial?

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Alden Calviño

Tricampeã do mundo, finalista em 1982, 1986 e 2002, nação de célebres jogadores como, Matthäus (foto), Voller, Muller, Brehme, a Alemanha pode estar com os dias contados no cenário futebolístico.

Como o atual técnico da seleção e ex-jogador Jürgen Klinsmann afirmou no recente Fórum do Futebol no Rio de Janeiro, não se vêem mais crianças jogando futebol nas ruas, a tradicional “pelada”, coisa comum nos países sub-desenvolvidos, segundo o próprio.

Mas qual seria o problema que ocorre com as crianças da Alemanha? Qual a causa desse desaparecimento dos garotos?

Maior economia da Europa, 3º maior PIB do mundo, a Alemanha fora das “quatro linhas” vai muito bem, obrigado.

Contudo, um dos grandes contratempos vividos na Alemanha hoje em dia é a baixa taxa de natalidade, e a alta taxa de longevidade, o que inclusive fizeram com que os políticos alemães, em Março de 2005, chegarem a realizar um apelo para a população ter mais filhos.

Com esse problema, não há a renovação no futebol alemão, pois as crianças hoje são minoria num país envelhecido.

Isso sem contar que, em uma nação extremamente capitalista, os jovens desde cedo são incentivadas pelos pais a estudarem e assim conseguirem um lugar ao Sol no concorrido e disputado mercado alemão, alternativa mais plausível a que se aventurarem no mundo do futebol.

Esse dilema não ocorre em países subdesenvolvidos, ainda de acordo com Klinsmann, pois as chances de uma criança que convive com mais oito irmãos são menores em se conseguir um estudo que se preze, ao passo que os países do 3º Mundo ainda contam com diversos problemas na área educacional.

Logo esses garotos que não terão muitas chances no estudo acabam entrando num mundo não menos rentável e de mais fácil entrada, o futebol.

Em um estudo realizado em Lagos, capital da Nigéria, 9 em cada 10 crianças sonham em se tornar jogadores de futebol, e diariamente praticam o esporte jogado na rua, com o intuito de se destacar, e em breve chegar à Europa, sonho de consumo dos atletas de países subdesenvolvidos.

Um outro fator importante a se destacar são os imigrantes africanos. Estes têm mais dificuldades em entrar na Alemanha, diferentemente da França, onde facilmente conseguem acesso. Caso semelhante também ao da Holanda, que durante muito tempo teve jogadores de suas colônias, Suriname, Antilhas, dentre outros.

Isso fez com que as seleções destes países se fortalecessem dentro de campo, numa grande mistura de raças, e assim organizaram fortes equipes, vide a França de 1998.

Alguns poderão afirmar que na atual seleção da Alemanha existem jovens jogadores que podem dar à um futuro promissor à Seleção, casos de Schweinsteiger, Podolski e Mertesacker. Mas apenas isso será suficiente para uma seleção tricampeã do mundo?

Muitos crêem que não, que isso seria muito pouco para o quilate da seleção alemã; outros pensam que sim e que o fussball voltará ao seu auge e se tornará novamente uma potência futebolística.

De agora em diante é esperar para ver se os problemas extra-campo irão permitir à Alemanha a se firmar novamente no cenário mundial ou ela irá só assistir de camarote o crescimento e um possível domínio do futebol africano.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

RUMO A 2006: Itália

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Henrique Moretti

Uma nova Itália é a que está por apresentar-se na Alemanha 2006. A atual equipe do treinador Marcello Lippi é bem diferente das de Giovanni Trapattoni, que passaram por vexame na Copa 2002 (eliminação conturbada pela arbitragem diante da Coréia) e na Euro 2004 (eliminação ainda na primeira fase).

A política do experiente treinador foi a de não taxar os medalhões como titulares absolutos. Assim, o goleador Christian Vieri e o meia-atacante Alessandro Del Piero perderam espaço e devem figurar apenas no banco da seleção, se tanto para o primeiro. Bonera, Zaccardo, Diana, Iaquinta, Gilardino, todos novatos na seleção e que podem fazer barulho na Alemanha, são alguns dos substitutos.

Os resultados vieram: campanha tranqüila nas Eliminatórias e encerramento do ano de 2005 sem derrotas, inclusive com boa vitória em recente amistoso contra a Holanda, que vinha numa grande invencibilidade. Com isso, torcida e crítica italianas acreditam que a tradição de ser tri-campeã do mundo pode voltar a ser botada em prática na tentativa do quarto título.

A defesa, por tradição, continua sendo o ponto forte da equipe, que para muitos possui o melhor miolo de zaga do mundo, com Cannavaro e Nesta, com ainda a opção do experiente Materazzi na suplência. Nas laterais, a única dúvida. O versátil Zambrotta, da Juventus, pode jogar tanto pela esquerda quanto pela direita, e Lippi testou a formação com os palermitanos Zaccardo (empurrando Zambrotta para a esquerda) e Grosso (empurrando-o para a direita), sendo mais agradado por este último, que parece o titular. Para o gol, o mais que experiente Gianluigi Buffon é muito importante no esquema italiano.

No meio, Gattuso é o volante fixo, de contenção. Pirlo e Camoranesi são os encarregados de fazer a bola chegar aos pés do organizador Totti, dando-lhe a liberdade necessária para realizar o que se espera dele, um arremate preciso ou uma assistência na medida para a dupla de ataque, formada pelo milanista Gilardino (foto), da nova geração, e o já veterano porém novato na Azzurra Luca Toni, de incrível média de um gol por jogo no Campeonato italiano, atuando pela Fiorentina. Del Piero é grande opção para o banco.

Até aí, tudo parece um mar de rosas italiano. Contudo, essa teoria cai por terra consirando-se o sorteio da Copa, que não foi dos mais favoráveis à equipe. No grupo E, a Itália aparece com a companhia da forte República Tcheca, da surpresa Gana e dos Estados Unidos em grande evolução e assim pode se complicar. Projetando as oitavas-de-finais, um possível cruzamento com o Brasil que está no Grupo F, o que complicaria ainda mais a campanha dos italianos.

Portanto, vida fácil o time da Bota não terá nesse Mundial. Ao menos, no mesmo caso da Alemanha, Lippi prova que a renovação é possível e necessária. Mesclar experiência e juventude aparenta ser a alternativa mais plausível para fazer a Squadra Azzurra voltar a ser o que era. O respeito dos adversários ela ainda tem. Tentar voltar ao ponto mais alto do mundo após longos 24 anos é o grande desafio.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1898
Afiliação à FIFA: 1905
Participações em Mundiais: 15 (1934, 1938, 1950, 1954, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Campeã (1934, 1938, 1982)
Última Copa: Oitavas-de-finais (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 1º colocada do Grupo 3 da Zona Européia
Títulos Continentais: Campeã da Eurocopa (1968)
Ranking FIFA: 12º
Time-Base: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Nesta, Grosso; Gattuso, Pirlo, Camoranesi, Totti; Gilardinho e Toni
Técnico: Marcello Lippi
Principal Estrela: Francesco Totti (Roma)
Formação: 4-3-1-2
Avaliação: *** (Apesar de grupo e possível cruzamento nas oitavas difíceis, tem a força da tradição)

FALTAM 158 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: www.fifaworldcup.com

quarta-feira, dezembro 21, 2005

RUMO A 2006: Portugal

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Henrique Moretti

Disposto a apagar a má impressão deixada na Copa do Mundo 2002. É com esse pensamento que Portugal chega à Alemanha 2006.

E os portugueses têm tudo para estarem confiantes numa boa participação. Os fatores: grande campanha nas eliminatórias européias, com liderança isolada no Grupo 3 com sete pontos de vantagem para os segundos colocados, Eslováquia e Rússia; serem comandados por um técnico vencedor, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, vencedor da Copa 2002 com o Brasil, e que provocou novamente na torcida o orgulho de ser português; boa participação na última Eurocopa, em 2004, em casa, numa chegada inédita à final (foram derrotados pela Grécia).

Tudo isso somado aos bons jogadores da nova e da velha geração portuguesa, como os defensores Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, da grande zaga do Chelsea, que formam uma defesa segura com Jorge Andrade e Nuno Valente, meio-campistas de talento comprovado, o brasileiro do barcelona Deco, e o veterano Figo, da Inter, e que contam com a proteção dos volantes Costinha e Petit. No ataque, aparecem a maior revelação portuguesa dos últimos anos, Cristiano Ronaldo, do Manchester, e o artilheiro das Eliminatórias Pauleta. Ainda há boas opções do banco de reservas, como os volantes Maniche, de boa participação na última Euro, o jovem Tiago, e o rápido atacante Luis Boa Morte. Para o gol, Ricardo tem a confiança de Felipão, que sofre pressão de torcida e imprensa desde a Euro para convocar Vítor Baía, ídolo do Porto.

Como se não bastasse, o grupo de Portugal na Copa 2006, o D, é considerado fácil, com o México de cabeça-de-chave e Irã e Angola apenas como teóricos figurantes. A classificação da equipe de Felipão para a Segunda Fase é quase certa, quando aí sim apareceriam problemas, com um provável cruzamento contra Holanda ou Argentina.

Por essas e outras, a torcida portuguesa pode ficar esperançosa para o Mundial da Alemanha. Felipão já mostrou várias vezes que seu santo é forte e que não brinca em serviço.

A “família Scolari” mudou de endereço, e agora tenta repetir o feito da consagrada de 2002. Um renegado, como o Romário de 4 anos atrás, já há. Bom sinal para a equipe de Figo e cia.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1914
Afiliação à FIFA: 1923
Participações em Mundiais: 3 (1966, 1986, 2002)
Melhor Resultado: Semifinais (1966)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 1º colocado do Grupo 3 da Zona Européia
Títulos Continentais: Nenhum
Ranking FIFA: 10º
Time-Base: Ricardo, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade (Fernando Meira), Nuno Valente; Petit, Costinha, Deco, Figo, Cristiano Ronaldo; Pauleta
Técnico: Luiz Felipe Scolari
Principal Estrela: Luis Figo (Internazionale)
Formação: 4-3-2-1
Avaliação: *** (Passa da Primeira Fase)

FALTAM 170 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: www.fifaworldcup.com.br

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A História da UEFA Champions League

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Christian Avgoustopoulos

As terças e quartas a tarde do brasileiro tem ganhado um novo atrativo nesses últimos anos. Torcedores se reúnem em bares, clubes, em casa ou apenas acompanham pela Internet um dos torneios mais interessantes e de alto nível do futebol mundial. Estamos falando da Copa dos campeões da UEFA. Com o êxodo de nossos melhores atletas para o velho continente, jogos entre os grandes times europeus como Real Madrid, Juventus, Manchester United, Bayern Munchen, entre outros, têm gerado um grande interesse em nosso publico nacional. Futebol bem jogado, craques de todas as partes do mundo e boa divulgação na mídia tem sido a fórmula do sucesso dessa competição. Porém são poucas as pessoas que conhecem a história deste torneio.

O torneio, que era disputado pelos campeões nacionais de cada país membro da Uefa, já passou por diversos moldes. Em 1955/56, seu ano de estréia, era um simples mata-mata, até a final. Esse sistema permaneceu até a temporada de 1991/92, onde foi adotada também uma fase de grupos após uma rodada eliminatória, e os vencedores de cada grupo faziam a final. Depois, a cada ano foram sendo feitas algumas pequenas adaptações para que mais times pudessem participar, seguindo sempre esse molde, com fase eliminatória, grupos e novamente eliminatória.

Paralela a essa competição havia a Cup Winners’ Cup (extinta em 2000/01), onde participavam os campeões das copas de cada país, e ainda havia a Copa Uefa, participando dela os melhores colocados de cada país que não venceram títulos internos. Ambas competições eram no sistema eliminatório.

Mas a mudança mais brusca ocorreu em 1996/97, quando uma das características principais do torneio foi modificada. A partir dessa temporada, não eram apenas os campeões de cada país que participariam da competição, como o nome sugere. Cada país agora iria ter um número de vagas variável, que seria baseado em um ranking da Uefa, onde seriam consideradas as performances das equipes de cada país, beneficiando aqueles que apresentassem um nível mais competitivo nas competições internacionais.

Os interesses financeiros provavelmente devem ter sido muito relevantes nessa mudança. Embora apresentando um nível bem mais competitivo, é fato que a idéia principal do torneio foi radicalmente mudada. O torneio que antes tinha por objetivo determinar o campeão dos campeões europeus passou a ser uma liga que, obviamente, além de determinar o campeão europeu, mostra quais são os campeonatos mais fortes na Europa. Agora, pode sagrar-se campeão europeu o terceiro ou até mesmo o quarto colocado de um determinado país, o que soa como uma grande antítese ao nome do torneio. Talvez a antítese não seja apenas aplicada ao nome do torneio, mas sim em seus ideais, que mesmo apresentando objetivos semelhantes, mudam bruscamente a historia do torneio, levando os últimos anos a um plano de comparação totalmente distinto do que era proposto anteriormente. Os campeões dos países de menor expressão tem que às vezes eliminar 3 times antes em uma fase pré-eliminatória para disputar a competição, enquanto os vices das ligas mais fortes, por ex, já estão garantidos na fase de grupos, o que vai aumentando cada vez mais o abismo entre os gigantes e os pequenos europeus, dificultando a ascensão do futebol nos países de menor expressão no esporte. É um ponto muito delicado, e é difícil julgar qual a melhor formula para o melhor desempenho do torneio. A grosso modo, acredito que a formula atual seja menos justa e mais rentável.

Deixando a polêmica questão de lado, é interessante observarmos as equipes de maior tradição nas conquistas européias. O Real Madrid (foto) foi o maior vencedor da competição, com 9 títulos ao longo de toda sua história. Seguem atrás o Milan (foto da torcida acima), com 6 títulos, e o Liverpool com 5. Outro fato curioso é a acirrada disputa entre o numero de títulos somados entre os clubes de cada país. Espanha, Inglaterra e Itália tem 10 títulos cada, seguidos pelos alemães e os holandeses com 6 conquistas cada. Também é interessante mostrar que 10 países já tiveram representantes campeões, e que clubes de 13 países chegaram ao menos na final. Isso mostra que equipes de escolas menos badaladas conseguem algumas vezes pregar surpresas e levar equipes à gloria em âmbito internacional.

Nessa temporada de 2005/2006, poderemos ter um país com o maior numero de títulos isolados, já que dos 16 classificados para as oitavas de final, 9 fazem parte da Espanha, Inglaterra e Itália, com 3 representantes cada. Mas é possível também que prevaleça o futebol das demais sete equipes, que sem dúvida tiveram méritos para chegar a esse estagio. E que prevaleça o bom futebol tão apreciado e esperado por nós daqui do Brasil.


Vencedores de todas edições da Uefa Champions League:


1955/56 Real Madrid
1956/57 Real Madrid
1957/58 Real Madrid
1958/59 Real Madrid
1959/60 Real Madrid
1960/61 Benfica
1961/62 Benfica
1962/63 Milan
1963/64 Internazionale
1964/65 Internazionale
1965/66 Real Madrid
1966/67 Celtic
1967/68 Manchester United
1968/69 Milan
1969/70 Feyenoord
1970/71 Ajax
1971/72 Ajax
1972/73 Ajax
1973/74 Bayern München
1974/75 Bayern München
1975/76 Bayern München
1976/77 Liverpool
1977/78 Liverpool
1978/79 Nottingham Forest
1979/80 Nottingham Forest
1980/81 Liverpool
1981/82 Aston Villa
1982/83 Hamburger SV
1983/84 Liverpool
1984/85 Juventus
1985/86 Steaua Bucuresti
1986/87 Porto
1987/88 PSV
1988/89 Milan
1989/90 Milan
1990/91 Crvena zvezda
1991/92 Barcelona
1992/93 Olympique Marseille
1993/94 Milan
1994/95 Ajax
1995/96 Juventus
1996/97 Borussia Dortmund
1997/98 Real Madrid
1998/99 Manchester United
1999/00 Real Madrid
2000/01 Bayern München
2001/02 Real Madrid
2002/03 Milan
2003/04 Porto
2004/05 Liverpool

domingo, dezembro 18, 2005

RUMO A 2006: A seleção dos renegados

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Henrique Moretti

Imagine uma equipe com Sebastien Frey, Cristhian Panucci, Alex (PSV), Valerien Ismael e Gilberto; Clarence Seedorf, Edgar Davids, Dejan Petkovic e Alex (Fenerbahçe); Antonio Cassano e Roy Makaay. Seria um baita time, não? Pois é. Mas muito provavelmente tais jogadores não estarão na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Não acredita? Pois bem, pode acreditar. O teórico susto aumenta considerando-se que o banco dessa seleção conta com atletas como Robert Pires, Andrés D’alessandro, Juan Sebastien Verón, Rivaldo, Mark van Bommel e Guti, entre outros. Você deve estar pensando: “meu Deus, os selecionadores estão ficando loucos”. Não, nada disso. O fato é que, seja por critérios físicos, técnicos, táticos ou disciplinares, eles não estarão no Mundial 2006.

É claro que para se completar o onze inicial desse timaço foram cometidas pequenas “heresias”. Panucci, lateral italiano que se destacou na Roma, está velho e já não tem realmente como combater a concorrência de Zambrotta, Zaccardo e Bonera na Azzurra; Frey, que está em grande temporada na Fiorentina, tem como adversários na luta pelo gol da França os intocáveis Barthez e Coupét. Poderia até ser chamado, mas nesse caso apenas como terceiro goleiro; Gilberto, o lateral brasileiro do Hertha Berlim, é outro que não é nenhum inquestionável, e sua situação se complica quando um Roberto Carlos tem a vaga garantida há anos em sua posição.

Porém, os medianos da seleção param por aí.

Ainda na defesa, Alex, zagueiro ex-Santos, seria titular em várias equipes que vão à copa, mas Carlos Alberto Parreira teima em não convocá-lo. Alguém duvida que ele seria melhor opção que Lucio e Juan? Ou, ao menos no banco, mais apropriado que Roque Junior? Parece que ninguém.

Seu parceiro de zaga, Ismael, zagueiro francês que despontou no Werder Bremen e se transferiu recentemente para o Bayern de Munique, teria vaga sossegada ao menos na reserva dos “Blues”, que tem apenas Thuram de irretocável no setor defensivo. Mas a birra que o treinador Domenech tem para com o atleta parece ser grande.

Passando para o meio-de-campo, os holandeses Clarence Seedorf, Edgar Davids e van Bommel são unanimidades no mundo da bola. Três dos melhores volantes da atualidade, com certeza. Porém, não é isso que pensa o treinador Marco van Basten, que continua considerando a renovação laranja como pretexto para deixá-los de fora (é bom lembrar que os bons resultados obtidos respaldam o técnico laranja). Os dois últimos ainda têm chances de ir ao Mundial. Já Seedorf nunca esteve nos planos.

Na criação, o meia Petkovic (foto ao lado), atleta da Sérvia, é conhecidíssimo do público brasileiro e alguns aqui no país o consideram, inclusive, com nível para jogar na seleção canarinho. Mas o treinador sérvio Ilija Petkovic (curiosamente seu xará), considera seus problemas disciplinares suficientes para barrá-lo. Prefere Stankovic (da Inter), Djordjevic (do Olimpiakos) e cia. para a posição. Ao seu lado, como meia-esquerda, aparece o craque Alex, ex-Cruzeiro e Palmeiras. Excelente jogador, indiscutivelmente, mas Parreira aparece de novo com sua teimosia e prefere convocar Ricardinho, atleta menos dotado de qualidade técnica, com seguridade. Como opções na reserva, há ainda os argentinos D’alessandro (ex-River) e Veron e o françês Pires, além do versátil espanhol Guti. O primeiro não é chamado há tempos por José Pekerman para a Albiceleste, e deve mesmo ficar de fora da Copa, assim como Veron, este nunca lembrado. Pires é publicamente brigado com o treinador francês Domenech desde 2004, pediu desculpas recentemente, tentando voltar. Pode até ser que isso aconteça, porém não é realmente o mais provável. Guti, jogador do Real Madrid, seria peça importante para a Fúria espanhola se Xavi, do rival Barça, não for mesmo ao Mundial - está lesionado - e por isso mesmo acabou sendo reconvocado. Ainda assim, sua presença na Alemanha é uma incógnita.

No ataque da seleção dos renegados, Roy Makaay. O centroavante foi sempre um homem de confiança de van Basten para a reserva de Nistelrooy. Entretanto, com seu largo jejum de gols pelo Bayern, que durou três meses, ficou de fora de alguns jogos, e, mesmo tendo o respaldo do treinador, corre riscos de ser cortado. Já Cassano (foto ao lado), seu parceiro de frente, com seus evidentes problemas de relacionamentos, raramente é lembrado pelo técnico italiano Lippi, e deve perder sua vaga na Copa, apesar de sua bela participação na última Euro, para Toni, Gilardino, Vieri e Iaquinta. Para a suplência do setor, Rivaldo, mais um do grego Olimpiakos, que depois de péssima passagem pelo Cruzeiro nunca mais foi convocado por Parreira. Nem mesmo viver caso parecido com o de Makaay - sempre foi o queridinho do treinador - o garantirá no Mundial. Está fora.

Feita a devida apresentação, agora responda você mesmo caro leitor: essa seleção de renegados, que conta com uns atletas injustiçados, outros nem tanto, daria ou não muito trabalho às equipes favoritas ao título da Copa do Mundo 2006 na Alemanha?

FALTAM 173 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!

sábado, dezembro 17, 2005

Liverpool x São Paulo: Análise da final

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Pedro Galindo


Nesse domingo, a partir das 8h da manhã, será definido o segundo Mundial de Clubes da FIFA, que começou no domingo passado. A final, ratificando o previsto, será entre São Paulo e Liverpool. O primeiro, chegou a essa fase do curto torneio depois de uma vitória apertada sobre o Al Ittihad, da Arábia Saudita, por 3x2. Já o time inglês venceu o Deportivo Saprissa, da Costa Rica, sem dificuldades, pelo placar de 3x0.

Cada equipe tem os seus trunfos: os dois times contam com os artilheiros da competição: Amoroso, pelo São Paulo, e o grandalhão Peter Crouch, pelos ‘Reds’, ambos com dois gols (empatados também com o atacante Noor, do Al Ittihad). No meio-campo, os dois também têm bons jogadores, como Josué e Mineiro, do time paulista, que formam uma grande dupla de volantes. Nesse setor, o Liverpool parece ter mais qualidade: tem dois meias marcadores de altíssima qualidade, o francês Sissoko, considerado o “novo Vieira”, e o jogador da seleção espanhola Xabi Alonso. Conta também com dois armadores de nível mundial: Luís Garcia, também da "Fúria", e o craque inglês Steven Gerrard. Apesar da superioridade britânica na meia-cancha, essa partida promete um jogo enrolado no meio, visto que o São Paulo joga com um homem a mais nesse setor (3-5-2) – além do fato de que o futebol inglês há tempos não é mais apenas aquele do lançamento e do “chutão pra frente”.

O Liverpool joga num esquema típico do futebol inglês: um 4-4-2 clássico, com dois volantes e dois armadores. Nesse esquema, o sistema defensivo fica fixo, com poucas subidas dos laterais ao ataque (a regra vale mais para Finnan do que Riise). Também é comum o uso freqüente da linha de impedimento – que no futebol europeu geralmente funciona, devido à grande inteligência tática dos defensores do Velho Continente. Essa tática também tem como característica a confiança plena nos dois ‘playmakers’ (no caso, Luis Garcia e, principalmente, Gerrard), que têm grande liberdade para criar, e dois pontas-de-lança típicos, à moda antiga, de preferência altos e trombadores. Apenas ultimamente atacantes modernos, que se posicionam à entrada da área, têm tido chances no futebol inglês, como por exemplo Milan Baros, ex-Liverpool e Cissé, não jogando tão presos à grande área. Esse modo de jogar da equipe inglesa tem trazido muitos frutos: uma incrível estabilidade no seu sistema defensivo, mostrada principalmente nos últimos jogos – número de partidas em que o time da terra dos Beatles não sofre gols. Essa incrível marca de sua defesa, juntada à competência de seu ataque, tem trazido ao time resultados excelentes.

Já o tricolor paulista, teve um grande começo de ano, o que pode ter levado a equipe a um enorme relaxamento em relação ao campeonato brasileiro. O time terminou na modesta – pelo menos para um campeão da Libertadores – décima primeira posição, atrás de algumas equipes que, no começo do campeonato, foram apontadas como inferiores, apesar de ter um dos mais fortes times daquela competição (talvez o mais forte).

O treinador do São Paulo, Paulo Autuori, já declarou várias vezes que prefere escalar o time em um 4-4-2. Porém, como ele assumiu o time depois de uma brilhante estadia no Morumbi de Emerson Leão (que escalava o time num 3-5-2 altamente estável, em que ele conseguia tirar o máximo desempenho de todos os jogadores), foi "forçado" a prosseguir utilizando o esquema de Leão, apesar de às vezes tentar fazer sua própria tática. Mas o time demonstrou que joga muito melhor sob o antigo padrão, o que levou o atual treinador a não arriscar e, na estréia do Mundial, tentar fazer o time render o máximo possível, usando o velho esquema.

Esse sistema, apesar de ser rigorosamente o mesmo de Émerson Leão, não parece funcionar da mesma forma sólida do começo do ano. Para provar isso, basta observar um exemplo recente: na semifinal do Mundial, contra o Al Ittihad, foi suficiente apenas o técnico adversário colocar três atacantes em campo para acabar com a sobra da defesa são-paulina e deixar um zagueiro por atacante, o que acabou complicando-a. Isso significa que, se Rafa Benítez, treinador do Liverpool, resolver escalar o polivalente Luis Garcia um pouco mais avançado, como um atacante, o esquema de Autuori pode ruir. Nas outras posições, esse sistema de jogo deve ser suficiente para conter os ‘Reds’. O avanço dos alas é a grande arma tricolor. São dois excelentes atletas, ambos com passagem pela seleção brasileira. A zaga é uma das melhores do Brasil, mas vai ter que suar para segurar o gigante Crouch e o ultra-rápido Cissé.

A final do Mundial de Clubes da FIFA, pelo menos até agora, parece que será definida em detalhes. Ambos os times têm, no geral, boa qualidade, embora o inglês pareça ter um pouco mais. Mas o que pode determinar o resultado é a confiança de cada equipe. O Liverpool, além do fato de ter uma origem mais, digamos, “nobre”, e ter mais jogadores reconhecidos internacionalmente, ainda tem a seu favor a facilidade com que venceu o Saprissa, e o jogo apertado que foi o duelo do São Paulo. Isso deu muita moral aos britânicos, que já chegarão com confiança mais que suficiente para bater o tricolor (vide declarações recentes de Gerrard). Tudo indica que teremos um grande jogo, com todos os ingredientes de uma verdadeira final.

créditos: www.fifa.com

sexta-feira, dezembro 16, 2005

RUMO A 2006: Holanda

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Henrique Moretti

Nas eliminatórias para a Copa 2002, Irlanda e Portugal cometeram um crime contra os amantes de um futebol bem jogado. Eliminaram a Holanda, que ficou sem chance até de ir para a repescagem. Para o Mundial 2006, República Tcheca nem Romênia foram capazes de parar a Laranja, que quer voltar a ser “mecânica”.

Marcada para sempre como a seleção que encantou o mundo nas copas de 74 e 78, onde foi vice-campeã, perdendo para os donos da casa da época Argentina e Alemanha, no revolucionário “carrossel holandês” de Rinus Michels. O título não veio em tais oportunidades e até hoje. O máximo que a equipe dos Paises Baixos conseguiu foi o título da Euro 88, num grande time que tinha Ruud Gullit, Frank Rijkard e Marco van Basten como destaques. Este último é o novo treinador holandês. Ex-craque do Milan, assumiu o desafio de renovar a seleção, depois da chegada às semifinais da Euro 2004, perdendo para Portugal. E impressionantemente vem muito bem, terminando em primeiro em seu grupo nas Eliminatórias e chegando a estar 15 jogos invicto, até perder para a Itália em amistoso recente.

Agora, se você espera ver na Alemanha jogadores conhecidos como Clarence Seedorf, do Milan, Mark van Bommel, do Barcelona, Edgar Davids, do Tottemham, e Roy Makaay, do Bayern, ficará decepcionado. Nenhuma seleção no mundo abriria mão de tantos bons jogadores ao mesmo tempo. Nenhuma exceto a holandesa. Na grande renovação imposta por van Basten, o primeiro nunca esteve nos planos, enquanto os demais ainda têm chances , não muito grandes, de ir à Alemanha.

Quem impera hoje no time laranja são jovens como o lateral Kromkamp, do Villareal, o zagueiro Opdam, da surpresa holandesa Az Alkmaar, o ponta direita Dirk Kuyt, do Feyenoord e o esquerda Arjen Robben, do Chelsea. A criação no meio-campo fica por conta de Rafael van der Vaart, tão novo quanto, e que vem em grande fase no Hamburgo, da Alemanha.

É claro que a equipe tem suas pilastras de experiência: o goleiro Edwin van der Sar, do Manchester, e o volante Philip Cocu, do PSV, continuam seu reinado na seleção, e são os únicos remanescentes da Copa 98. No ataque, o centroavante Van Nistelrooy, também do Manchester, é goleador e experiente.

A Holanda, para a alegria dos fãs, deve ser a única equipe no Mundial a jogar num 4-3-3 típico, com dois pontas abertos, Kuyt e Robben, e um centroavante, Nistelrooy. Quando ataca o esquema laranja lembra o do Barcelona. Quando defende, o do Chelsea, num 4-3-2-1, com os pontas fechando o meio. Força na marcação e saída rápida no contra-ataque são freqüentemente vistas.

A geração é tão boa que bons jogadores como Wesley Sneijder, meia, e Ryan Babel, atacante, ambos do Ajax, devem figurar no banco, assim como os delanteiros Castelen, que forma dupla de ataque com Kuyt (foto) no Feyenoord, e Robbie van Persie, do Arsenal, reserva imediato de Robben.

Por tudo isso, a Holanda chega à Alemanha com rótulo de favorita ao título. Isso mesmo. E no grupo da morte da Copa espera, junto com a Argentina, não ser surpreendida por Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. Se isso realmente acontecer, a Laranja chegará às oitavas mais do que confiante. Num time inexperiente como o atual isso seria essencial. Assim, a segunda seleção no coração de muitos torcedores tentaria cravar seu nome entre os grandes, com um inédito título. A extrema juventude de van Basten e seus comandados é o único temor.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1889
Afiliação à FIFA: 1904
Participações em Mundiais: 7 (1934, 1938, 1974, 1978, 1990, 1994, 1998)
Melhor Resultado: Vice-campeã (1974 e 1878)
Última Copa: Semifinais (1998)
Campanha nas Eliminatórias: 1º colocada do Grupo 1 da Zona Européia
Títulos continentais: Campeã da Eurocopa (1988)
Ranking FIFA: 3º
Time-Base: van der Sar, Kromkamp, Opdam, Boulahrouz
(Vlaar), van Bronckhorst; Cocu, Landzaat, van der Vaart; Kuyt, Robben e van Nistelrooy
Técnico: Marco van Basten
Principal Estrela: Ruud van Nisteltooy (Manchester United)
Formação: 4-3-3
Avaliação: **** (Boas chances de título)

FALTAM 175 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: www.fifaworldcup.com

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Por que não Rivaldo?

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Pedro Galindo

Com o pouco tempo que falta para a Copa da Alemanha começa a bater dúvidas na cabeça de todos os apaixonados por futebol – leia-se todos, apenas da nação - e, principalmente, do treinador da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira. Apesar do grupo já parecer fechado, ainda restam alguns jogadores lutando por posições, como, por exemplo, a lateral-esquerda, que tem uma boa briga entre Gustavo Nery, do Corinthians, Gilberto, do alemão Hertha Berlim, pela reserva de Roberto Carlos. Outra posição que ainda está em aberto é a quarta vaga no ataque. Adriano, Ronaldo e Robinho já têm suas vagas certas, mas com a lesão de Ricardo Oliveira, que parecia ser o mais cotado para a última vaga, apareceram novas caras: Fred e Nilmar brigam para ser convocados.

Mas a posição que parece gerar mais dúvidas na cabeça do tetracampeão Parreira é a quarta vaga no meio campo. A verdade é que, nos últimos vinte anos, o Brasil nunca teve uma geração tão recheada de excelentes jogadores, principalmente do meio-campo para frente. Os dois maiores favoritos para ocupar essa posição são Alex, ex-Cruzeiro e Palmeiras, e hoje no Fenerbahçe da Turquia, e principalmente Ricardinho, que joga no Santos. Ambos são excelentes jogadores, e certamente merecem a convocação. Mas há um nome que devia, no mínimo, se
r cotado, principalmente pelo seu incontestável talento e por tudo que fez nas últimas duas copas: Rivaldo.

Não é possível entender como um dos dois maiores – talvez o maior – jogadores brasileiros das últimas duas copas, não é nem lembrado por ninguém, nem da imprensa nem da comissão técnica. Só um motivo pode ser descartado: não é por falta de futebol. Rivaldo, atualmente no Olympiakos, da Grécia, é um dos principais jogadores do time, o dono da camisa 10. Levou-o à “dobradinha” (título da Copa e do Campeonato Helênicos) nessa temporada, e é um dos maiores ídolos da torcida local. Fez o time ter uma campanha decente na Liga dos Campeões, terminando no 3o lugar de um grupo difícil, que tinha o excelente Olympique Lyon e o gigante Real Madrid, chegando inclusive a ajudar a equipe a bater o clube espanhol, em casa, por 2x1, com o gol da virada.

Os fatores que o atrapalham são, certamente, a falta de ‘marketing’ e seu perfil desengonçado, o que gera uma certa repulsão por parte da imprensa. Não é nenhuma novidade que ele nunca deixou de ser contestado na seleção, mesmo sendo uma unanimidade no mundo todo. A mídia sempre reclamou de suas atuações, a não ser quando ele jogava irretocavelmente bem. Um momento chave para o esquecimento desse jogador, que foi o vencedor do título de Melhor do Mundo de 99, foi sua passagem pelo Milan. Não conseguiu se firmar no "rossoneri" milanês, então, depois de ficar um mês sem clube, se transferiu para o Cruzeiro, depois do interesse de vários clubes do Brasil e do mundo. E esse tempo sem clube foi a desculpa para mandá-lo embora da seleção e para praticamente acabar com suas chances de voltar a vestir a canarinha. Teve uma péssima passagem pelo time mineiro, que terminou com uma conturbada saída, em consideração ao treinador Vanderlei Luxemburgo, que havia sido demitido. Depois desse semestre conturbado, foi bater na Grécia, onde conseguiu reencontrar seu grande futebol.

Rivaldo precisa de uma nova chance na seleção, para mostrar que ele ainda tem capacidade de grandes feitos. Provavelmente ele não teria vaga no time titular, pois é impossível afirmar que haja dois meias melhores no Brasil do que Kaká e Ronaldinho. Mas pelo menos para o banco ele deveria ser convocado; o Brasil ficaria com suplentes ainda mais fortes do que já tem – um meio-campo reserva que a maioria das seleções gostaria de ter como titular: Gilberto Silva, Renato, Juninho e Rivaldo, todos excelentes jogadores. Certamente, ele tem mais capacidade de decidir um jogo do que Ricardinho, e se fosse convocado provavelmente não iria decepcionar; seria um excelente referencial para sua carreira, que está chegando ao fim. Infelizmente, o mundo do futebol está perdendo mais um craque.
FALTAM 176 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!

terça-feira, dezembro 13, 2005

RUMO A 2006: México

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Henrique Moretti

México cabeça-de-chave da Copa do Mundo 2006. A afirmação poderia soar muito estranho há 10 anos, mas hoje a terra da Tequila ganhou respeito internacional e está se firmando como uma força da América (da parte do Norte, sempre foi).

Nos critérios da FIFA que consideraram o ranking da entidade (o México aparece em 7º lugar no mês de Dezembro) somado com a participação dos últimos dois mundiais (oitavas em 98 e 2002) levaram os mexicanos a deixarem de fora do rol dos cabeças uma seleção do nível da Holanda.

De agora em diante, resta ao México provar que merece realmente tal condição. A equipe é realmente boa, e provou isso ao derrotar o Brasil na Copa das Confederações, na Alemanha, 1x0 gol de Jared Borgetti (foto). Borgetti aliás que é a grande esperança mexicana, exímio cabeceador e garantia de presença na área, conseguiu transferir-se para o inglês Bolton nesta temporada, e foi o artilheiro isolado do Zonal da Concacaf nas eliminatórias.

Mas a seleção mexicana não se resume apenas ao centroavante. Começa com um grande goleiro, Oswaldo Sánchez, principal responsável pela classificação do Chivas Guadalajara às semifinais da Libertadores 2005. Salcido, bom lateral do mesmo Chivas, e Rafa Márquez, do Barcelona, passam confiança à defesa. O meio tem o brasileiro naturalizado Zinha, que também pode jogar de atacante, e a boa opção Torrado. No ataque, Lozano deve ser o companheiro de Borgetti.

O otimismo do México pode ser ainda maior se analisarmos seu grupo na Copa, o D, que lhe é altamente favorável, com Portugal, Irã e Angola. Os dois últimos não assustam e a briga será pela liderança da chave, com a equipe de Felipão.

Por essas e outras, nova presença nas oitavas de finais para os mexicanos é quase certa. Conseguir mais que isso a equipe do argentino Ricardo Lavolpe sabe que é muito difícil, já que enfrentaria um dos classificados da chave C, a mais equilibrada do mundial. Mas, quem sabe... Afinal, se nos últimos anos eles se tornaram a pedra no sapado brasileiro, muito ousado seria pleitear uma vitória diante de argentinos ou holandeses?


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1927
Afiliação à FIFA: 1929
Participações em Mundiais: 12 (1930, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1978, 1986, 1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Quartas de finais (1970 y 1986)
Última Copa: Oitavas de finais (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 2º colocado da Zona Norte-americana
Títulos Continentais: Tricampeão da Copa Ouro (1993, 1996, 1998)

Ranking FIFA: 7º
Time-Base:
Sánchez; Salcido, Márquez, Osório e Mendez; Pineda, Pardo, Zinha (Torrado) e Morales; Lozano e Borgetti
Técnico: Ricardo Lavolpe
Pincipal Estrela: Jared Borgetti (Bolton)
Formação: 4-4-2
Avaliação: ** (passa da Primeira Fase)

FALTAM 178 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: www.fifaworldcup.com

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Ascensão do futebol romeno

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Christian Avgoustopoulos


Hagi, (foto) Raducioiu, Popescu, Petrescu, Moldovan, Munteanu... quem não se lembra da seleção romena de 1994, que jogava um futebol alegre e encantava a todos com suas grandes atuações? Aquela seleção, que eliminou a Argentina nas oitavas de final e que só parou nas quartas, nos penais, perdendo para a boa seleção sueca.

Porém, de lá pra cá a Romênia entrou em queda livre. Uma atuação mais discreta na Copa de 98, sendo eliminada pela surpreendente Croácia, sacramentaria um jejum de 8 anos sem participar de copas do mundo, inclusive nesta de 2006 que virá. Talvez a suspensão de seu maior jogador na atualidade, Adrian Mutu, por 7 meses, envolvido com o uso de cocaína tenha sido o xeque-mate para as aspirações do selecionado balcânico.

Mas além da forte seleção, que ficou em 3º lugar em seu grupo nas Eliminatórias para a Copa, atras de 2 das melhores seleções européias na atualidade, Holanda e República Checa, os romenos tem motivos para verem com bons olhos o futuro de seu futebol, através de seus clubes. Os três grandes da capital, Steaua, Dínamo e Rapid, todos de Bucareste, seguem firme na Copa Uefa, sendo que apenas o Dínamo não está garantido, antes da 5ª e ultima rodada, para a próxima fase. Seguem abaixo algumas informações de cada um desses times, e sua situação na Copa Uefa:

Steaua Bucuresti: Fundado em 1947, o Steaua é o time de mais tradição da Romênia. Com 22 conquistas nacionais, é o maior vencedor de campeonatos romenos, e também o que tem mais tradição no cenário internacional, sagrando-se campeão europeu em 1986, batendo o Barcelona em solo espanhol, mais precisamente na cidade de Sevilha. Teve em sua história jogadores de grande importância no cenário europeu, como Gheorghe Hagi e Angel Iordanescu. Na atual copa Uefa, eliminou o Valerenga, na 1ª fase e esta com 7 pontos em 3 jogos em seu grupo, com nenhum gol sofrido nessas 3 partidas. Já esta classificado para a fase final da competição. Destaque para o meia Dica, com 2 gols marcados na fase de grupos.

Dínamo Bucaresti: O atual líder do campeonato romeno já conta com 17 títulos nacionais em sua história. Fundado 1 ano após o Steaua, em 1948, o Dínamo já conseguiu alcancar 2 semifinais em torneios europeus, sendo uma na Copa Uefa, e um na Copa Européia, atual UCL. O time, que era o preferido dos comunistas na época em que esse regime era vigente na Romenia, já contou com Raducioiu e Munteanu em seu plantel, dois dos melhores e mais famosos jogadores da seleção de 1994. O time ainda necessita de 1 vitória para depender apenas de si para seguir em frente na Copa Uefa, porém pode passar de fase mesmo perdendo, se o Heereveen da Holanda não bater o Levski da Bulgaria.

Rapid Bucaresti: O mais antigo e menos vitorioso dos 3 times. Fundado em 1923, teve apoio de companhias ferroviárias locais e chegou a ter algumas mudanças de nome, até voltar a ser chamado de Rapid. Ao longo de sua historia venceu 3 campeonatos romenos e foi vice campeão em 11. Porém nesta versão da Copa Uefa o Rapid é o time romeno com melhor campanha, mantendo 100% dos pontos possíveis. Antes já havia eliminado o Feyenoord da competição, na 1ª fase. Também não sofreu gols na fase de grupos e já está classificado para a fase final da competição. Para sagrar-se campeão do grupo, necessitando apenas de um empate com o Stuttgart, da Alemanha.

É importante frisar que na fase de grupos, os 3 times romenos juntos sofreram apenas 1 gol, por intermédio do Dínamo, o que merece uma atenção especial em relação ao sistema defensivo que esses times apresentam, o que foge um pouco da característica ofensiva que os romenos apresentaram no futebol ao longo de suas participações de todos os tempos. Quem sabe os romenos voltem a sorrir com mais uma taça em sua história, 19 anos depois de sua primeira e única conquista? E espero que possamos acompanhar uma safra nova de jogadores que encantem a milhares de amantes do futebol tal qual a seleção de 94. Vamos aguardar as surpresas dos deuses do futebol, e admirar o espetáculo que eles reservaram para nós, reles mortais aficionados e fanáticos por esse esporte.
créditos: www.wcupw.com
www.romaniansoccer.ro

domingo, dezembro 11, 2005

Vai dar "Showman", de novo!

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Pedro Galindo

Na tarde dessa segunda 28 de Novembro, pelo horário de Brasília, o futebol brasileiro, que parece ser uma fonte inesgotável de craques, acabou por conseguir mais uma grande conquista. Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho Gaúcho, ganhou a Bola de Ouro, o prêmio dado pela revista francesa France Football ao melhor jogador atuando na Europa.

Disputando com jogadores de peso, como os meias ingleses Lampard e Gerrard, o brasileiro ganhou o troféu com sobras – uma diferença de quase cem pontos. Essa foi a quarta vez que um jogador canarinho ganhou esse título. Os outros foram Ronaldo, em 1997 e 2002, e Rivaldo, em 1999. O que deixa muita gente otimista é a possibilidade, agora mais real do que nunca, do gaúcho ganhar mais uma vez o prêmio de melhor do ano da FIFA.

A razão para tanta esperança no bi é simples: a Bola de Ouro costuma ser uma prévia da escolha da FIFA, visto que os maiores jogadores do mundo atuam na Europa. Raramente o vencedor do “Ballon d’Or” , como é chamado na França, não leva também o prêmio de melhor do mundo. Porém, um exemplo de que a regra pode dar errada é o ano passado, e envolve o próprio Ronaldinho, quando o ganhador do prêmio da revista francesa foi o ucraniano Schevchenko, enquanto quem faturou o da entidade máxima do futebol foi o “Showman”.

A diferença do ano passado para este é que está cada vez mais berrante a enorme distância entre Ronaldinho e os outros jogadores atuando mundo afora. À medida que passam-se os jogos, ele conquista mais a torcida azul-grená do Barça, chegando inclusive a ser aplaudido pelos aficcionados rivais, como na partida contra o Real Madrid, arqui-inimigo da equipe catalã. A torcida madrilenha deixou a rivalidade de lado e aplaudiu de pé o craque brasileiro, depois de ele deixar sua marca no jogo, em duas pinturas. Resumindo, é cada vez mais incontestável sua superioridade em relação aos outros atletas.

Um fator pelo qual o Gaúcho era criticado era por seu teórico “desinteresse em fazer gols”, que por muitas vezes apareceu na temporada passada. Ele preferia deixar os companheiros na cara do gol a concluir as jogadas, coisa que esse ano não vem acontecendo. Praticamente em todos os jogos ele vem guardando o seu, e é hoje o vice-artilheiro da Liga Espanhola, com nove gols em treze partidas.

Apesar de Ronaldinho ter como adversários na disputa pelo título da FIFA os mesmos que concorreram com ele no prêmio europeu, como Schevchenko, Henry, Ronaldo, Drogba, Eto’o, Lampard (estes dois últimos também na fase final) e muitos outros, tudo leva a crer que ele sairá dessa como o melhor do mundo, mais uma vez. A torcida de todos é para que isso aconteça, pois caso contrário será praticamente um crime ao futebol-arte. A escolha da FIFA sai neste mês de dezembro, no dia 16, e, enquanto isso, nos deliciamos com o esforço dele para levar essa parada.
FALTAM 180 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!

créditos: www.uol.com.br