sábado, outubro 29, 2005

RUMO A 2006: Argentina

A Argentina vai ao Mundial da Alemanha tentando apagar a vexatória impressão da Coréia e do Japão. Com pinta de franca favorita daquela vez, sucumbiu já na primeira fase no grupo da morte muito devido ao cansaço físico de seus jogadores, o mesmo caso da França.

Agora, a "Albiceleste" mudou. Os mirabolantes esquemas de Marcelo "El Loco" Bielsa deram lugar à proposta de renovação de José Pekerman, ex-treinador das categorias de base. Os veteranos Batistuta, Claudio López, Verón, Ortega e Simeone não integram mais a seleção, cedendo lugar a jovens promessas como os volante Javier Mascherano, do Corinthians, e Lucho Gonzalez, do Porto, além da grande estrela do sub-20 Lionel Messi, que foi ao Barcelona já na adolescência e é denominado como sucessor de Diego Maradona segundo o próprio, e do atacante também corintiano Carlitos Tevez, estrela da histórica medalha de ouro olímpica, que é presença provável no elenco.
A formação de Pekerman é baseada no apoio de seus dois bons laterais, Zanetti e Sorín, e na genialidade do número 1 do esquema Riquelme. Na defesa, muita segurança com Ayala, Samuel e Heinze e proteção com Mascherano. No ataque, Crespo continua sendo a referência.
Na campanha, "los hermanos" sofreram com os altos e baixos. Primeira seleção da América a se classificar, numa vitória magnífica sobre o Brasil em Buenos Aires, acabou decepiconando posteriormente na derrota acachapante para o mesmo na final da Copa das Confederações e no término das eliminatórias, apenas mediano, no qual perdeu a liderança que estava quase garantida.
O povo argentino, sofrido nos últimos anos devido à crise econômica e ao domíno brasileiro, espera por uma taça que não vem desde 1986, na copa em casa. A seleção não aparece tão favorita como em 2002, mas essa pequena falta de pressão, agora nas costas dos seus vizinhos, pode ajudar. Talento eles têm e sempre tiveram. Desde a aposentadoria de Maradona, falta aquele algo mais. Talvez este seja Juan Román Riquelme.


FICHA TÉCNICA:

Fundação: 1893
Afiliação à FIFA: 1912
Participações em Mundiais: 13 (1930, 1934, 1958, 1962, 1966, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Campeã (1978, 1968)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 2º colocada da Zona Sulamericana
Títulos Continentais: 14 Títulos da Copa América (1921, 1925, 1927, 1927, 1937, 1941, 1945, 1946, 1947, 1955, 1957, 1959, 1991, 1993)
Ranking FIFA: 4º
Time-base: Abondanzieri, Ayala, Samuel, Heinze; J. Zanetti, L. Gonzalez (Cambiasso), Mascherano, Sorín, Riquelme; Saviola e Crespo
Técnico: José Pekerman
Principal Estrela: Juan Román Riquelme (Villareal)
Formação: 3-4-1-2
Avaliação: **** (Boas chances)

quinta-feira, outubro 27, 2005

RUMO A 2006: Arábia Saudita

Última colocada do Mundial Coréia e Japão, em 2002, a Arábia Saudita vai à Alemanha pensando em se salvar de um novo vexame.

Autores da demissão de Carlos Alberto Parreira em pleno decorrer da Copa da França de 1998, a primeira da história, não poderia faltar turbulências no comando da equipe dessa vez. O holandês Gerard van der Lem deu lugar ao argentino Gabriel Calderón após a má campanha na Copa da Ásia. Com o novo comandante, aconteceu a volta do veterano atacante Al Jaber, de 33 anos, que se for ao mundial será seu quarto, entrando para a história nesse quesito de participações, junto a nomes consagrados como os de Pelé e Maradona. Jaber forma dupla de ataque com o novato Al Qahtani, 10 anos mais jovem e jogador saudita mais caro da história, outra mudança do treinador Calderón, que vem fazendo um bom trabalho, jogando um futebol ofensivo e classificando a Arábia facilmente a seu quarto mundial consecutivo, com 12 jogos e nenhuma derrota nas eliminatórias.
Torcida e crítica sauditas esperam por um milagre como o da Copa 94, quando o time surpreendeu o mundo ao passar da primeira fase, mas não é isso o que esperam os mais sensatos. Na verdade, se não sofrer um novo 8x0 como o diante da Alemanha no mundial passado, a Arábia já estará mais do que satisfeita.


FICHA TÉCNICA:
Fundação: 1959
Afiliação à FIFA: 1959
Participações em Mundiais: 3 (1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Oitavas-de-finais (1994)
Última Copa: Primeira Fase (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 1º do Grupo A da Zona Asiática
Títulos Continentais: Tri-campeã da Copa da Ásia (1984, 1988, 1996)
Ranking FIFA: 31º
Time-base: Zaid, Al Montashari, Al Dosary, Al Qadi; Al Shlhoub, Khariri, Khathran, Al Sharani, Al Meshal; Al Qahtani e Al Jaber
Técnico: Gabriel Calderón
Principal Estrela: Samir Al-Jaber (Al Hihal)
Formação: 3-5-2
Avaliação: * (Mera Participante)

sábado, outubro 22, 2005

RUMO A 2006: Coréia do Sul

Historicamente a seleção asiática mais tradicional, detendo o maior número de participações e o melhor resultado em mundiais entre os países do continente, a Coréia do Sul chega à sua sexta copa seguida tentando apagar a idéia de que foi ajudada pela arbitragem em 2002 e comprovar que não é mais apenas uma coadjuvante.
A tarefa de relembrar a última copa, quando foi sede e chegou às semifinais, não parece fácil e se dificulta ainda mais se pensarmos nos vários problemas que têm os coreanos: o técnico holandês Guus Hiddink, o maior responsável por aquele feito e ídolo no país, não está mais na comissão técnica, se dividindo hoje em dia com PSV e Austrália; a campanha nas eliminatórias foi sofrível, com começo instável, má campanha na Copa da Ásia e queda do treinador substituto de Guus, o português Humberto Coelho; o pedido de demissão, após classificar a equipe ao mundial, do DT seguinte, o também holandês Jo Bonfere, pegando a alta cúpula coreana de surpresa; e a contratação às pressas de outro profissional dos países baixos, Dick Advocaat, que assumiu apenas em setembro desse ano.
No meio de tantas dificuldades, Advoccat, ex-técnico da seleção de seu país, pretende inserir sua característica ofensiva e promete uma Coréia tão forte quanto a de Hiddink, apostando nos jogadores levados por este mesmo ao PSV, o lateral Lee e o meia Park (hoje no Manchester). Repetir 2002 é o objetivo. Sem o apoio da fanática torcida e dos tão famigerados erros de arbitragem, é quase impossível.

FICHA TÉCNICA:
Fundação: 1945
Afiliação à FIFA: :1948
Participações em Mundiais: 6 (1954, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Semifinais (2002)
Última Copa: Semifinais (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 2º do Grupo A da Zona Asiática
Títulos Continentais: Bi-campeã da Copa da Ásia (1956, 1960)
Ranking FIFA: 26º
Time-base: LEE Woon Jae, YOU Kyoung Youl,, PARK Dong Yyuk, YOO Sang Chul; PARK Jae Kong, AHN Jung Hwan, LEE Young Pyo, PARK Ji Sung; CHA Du Ri, PARK Chu Young, LEE Dong Gook
Técnico: Dick Advocaat
Principal Estrela: Park Ji-Sung (Manchester United)
Formação: 3-4-3
Avaliação: ** (Briga para chegar à segunda fase)

quinta-feira, outubro 20, 2005

RUMO A 2006: Irã

Após a decepção de perder a classificação para a Copa de 2002 na repescagem contra a Irlanda, o Irã volta ao Mundial confiante de que não dará vexame.
Para isso, o técnico croata Branko Ivankovic aposta suas fichas na experiência de seus principais jogadores, o veterano atacante Ali Daei, com passagem pelo Bayern de Munique, e o meia Mehdi Mahdavikia, do Hamburgo, participantes da Copa de 1998, aliada à juventude do atacante do Hannover Vahid Hashemian. Daei, aliás, foi o artilheiro das Eliminatórias Asiáticas, com 9 gols, e mesmo aos 36 anos é a principal estrela da equipe. Exímio cabeceador, recebe um grande número de bolas devido à seleção jogar em sua função, praticamente com dois pontas abertos. O elenco conta ainda com mais dois jogadores do futebol alemão, os meias suplentes Ferydoon Zandi, do Kaiserslautern, e Ali Karimi, que chegou nessa temporada ao Bayern.
A campanha nas eliminatórias foi tranqüila: derrota somente na última rodada para o Japão, sendo que a classificação já estava garantida, e 2º lugar do Grupo B, alcançando a terceira copa de sua história. Agora, depois de em 1998 o Irã conseguir sua primeira vitória em copas, num confronto histórico contra os EUA, os azarões do oriente tentam conseguir a tão sonhada e inédita classificação à segunda fase. Vai ser difícil.

FICHA TÉCNICA

Fundação: 1920
Afiliação à FIFA: 1945
Participações em Mundiais: 2 (1978, 1998)
Melhor Resultado: Primeira Fase (1978, 1998)
Última Copa: Primeira Fase (1998)
Campanha nas Eliminatórias: 2º do Grupo B da Zona Asiática
Títulos Continentais: Tri-campeão da Copa da Ásia (1968, 1972, 1976)
Ranking FIFA: 18º
Time-base: Mirzapour, Nosrati, Golmohammadi, Kameli, Kabei; Alavi, Nekounam, Mahdavikia, Zare, Hashemian; Daei
Técnico: Branko Ivankovic
Estrela: Ali Daei (Al-Shabab)
Formação: 4-2-3-1
Avaliação: * (Mero participante)

terça-feira, outubro 18, 2005

RUMO A 2006: Japão

Depois de avançar pela primeira vez à segunda fase de um mundial em 2002, como sede, o Japão chega à sua terceira copa seguida querendo mais. E para isso o técnico francês de 2002 Philippe Troussier, tachado como "retranqueiro", deu lugar ao galinho de quintino Zico. Com ele, veio um 4-4-2 bem brasileiro e mais ofensivo em relação ao antigo 4-5-1.
Zico, desde assumir, tenta implantar um futebol dinâmico e com mais chutes à longa distância, como o que resultou em gol de Nakamura sobre Marcos, na Alemanha esse ano. O meio-de-campo é bom e a defesa melhorou. O problema, porém, está no ataque, onde Tamada e Yanagisawa não inspiram confiança, mostrando muitas falhas de finalização. O setor com certeza será o de maior dor-de-cabeça para o treinador.
Por outro lado, um fator que ajuda o brasileiro é o aumento de jogadores na Europa, exportação que teve início com o meia Hidetoshi Nakata, com passagens por Parma, Fiorentina e agora em má fase no Bolton, e que hoje conta com outros, como Nakamura, do Celtic. O lateral brasileiro naturalizado Alex Santos completa essa internacionalização da equipe e é presença certa na Copa.
Os resultados são animadores: classificação tranqüila para o mundial em 1º lugar do Grupo 2 das Eliminatórias Asiáticas, com 5 vitórias e apenas 1 derrota, para o Irã; título da Copa da Ásia de 2004, vencendo a dona da casa China na final; e boa campanha na Copa das Confederações de 2005, com vitória sobre a campeã européia Grécia e empate sofrido contra o campeão Brasil.
Assim, Zico e seus comandados chegam à Alemanha tentando alcançar voôs mais altos e, apesar de desde já todos estarem satisfeitos com a grande evolução do futebol japonês, querem sonhar. Por que não?

FICHA TÉCNICA
Fundação: 1921
Afiliação à FIFA: 1929
Participações em Mundiais: 2 (1998, 2002)
Melhor Resultado: Oitavas de finais (2002)
Última Copa: Oitavas de Finais (2002)
Campanha nas Eliminatórias: 1º do Grupo B da Zona Ásiatica
Títulos continentais: Tri-campeão da Copa da Ásia (1992, 2000, 2004)
Ranking FIFA: 16º
Time-base: Kawaguchi; Kaji, Tanaka, Miyamoto, Alex Santos; Fukunishi, Ogasawara, Nakamura, Nakata; Yanagisawa e Tamada
Técnico: Zico
Estrela: Shunsuke Nakamura (Celtic)
Formação: 4-4-2
Avaliação: ** (Pode chegar à segunda fase)

domingo, outubro 16, 2005

RUMO A 2006: Alemanha

Atenção leitores do Fanáticos por Copa, fazendo jus ao nome do blog, abro hoje a seção RUMO À 2006, que apresentará a vocês todas as 32 seleções que vão à Copa do Mundo da Alemanha em 2006. Estádios novos e reformados, público que comparece, e a localização no centro do globo dão um toque especial para esse mundial, que com certeza será um grande sucesso. E para começar, nada melhor que o país-sede e primeiro a se garantir na competição, a Alemanha.

A 3 vezes campeã mundial e européia Alemanha vem à copa mais uma vez tentando resgatar suas grandes tradições. Atual vice-campeã numa campanha surpreendente na Coréia e no Japão e dona de um futebol vigoroso, extremamente tático e geralmente não muito agradável aos olhos, a seleção tem problemas na luta pelo quarto caneco.
A eliminação na 1a fase da última Eurocopa, em Portugal, caiu como uma flecha no coração dos alemães. Com ela, veio a saída de um ex-craque, Rudi Völler, e a entrada de outro, Jurgen Klinsmann, para o cargo de treinador. E vieram também as mudanças na equipe. O ex-centroavante e estreante nesse tipo de função Klinsmann sacou veteranos, como os defensores Thomas Linke (Bayern), Jens Nowotny (Leverkusen) e Dietmar Hamman (Liverpool), e deu lugar a jovens promessas como o atacante polonês naturalizado Lukas Podolski, 20 anos, do FC Koln, e o meia Bastian Schweinsteiger, 21, do Bayern de Munique. Eles são os grandes trunfos do treinador, juntamente com o experiente meia Michael Ballack e o goleiro eleito melhor jogador em 2002, Oliver Kahn, ambos do Bayern.
A defesa parece não continuar sendo uma grande fortaleza como antigamente, sendo que Huth e Mertesacker não inspiram muita confiança. Em contra partida, o novo técnico melhorou a eficiência do ataque, que conta com o brasileiro naturalizado Kuranyi como goleador.
A eliminação precoce na Euro-2004 em Portugal mudou completamente o planejamento alemão, e, ao que parece, o trabalho de Klinsmann é muito válido, sendo que o futebol alemão pede por renovação à anos, mas parece ser a longo prazo, e dificilmente se transformará em grandes resultados num espaço tão curto de 2 anos. A campanha na Copa das Confederações foi boa, chegando às semifinais, entretanto resultados como a derrota de 2x0 para a Eslováquia enchem a crítica e o povo alemães de desconfiança.
Porém, a tradição tricampeã da Alemanha, juntamente com o apoio da fanática torcida e o atual vice-campeonato, não pode ser rechaçada e um esqudrão que já teve Beckembauer, Gerd Muller e Matthäus vem em busca do quarto título. Alguém duvida?

FICHA TÉCNICA
Fundação: 1900
Afiliação à FIFA: 1904
Participações em Mundiais: 15 (1934, 1938, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Campeã (1954, 1974, 1990)
Última Copa: Finalista (2002)
Campanha nas Eliminatórias: Não participou
Títulos Continentais: Tri-campeã da Eurocopa (1972, 1980, 1996)
Ranking FIFA: 15º
Time-base: Kahn; Friedrich, Huth, Mertesacker e Schneider; Frings, Deisler, Ballack e Ernst (Schweinsteiger); Kuranyi e Podolski
Técnico: Jürgen Klinsmann
Formação: 4-4-2
Principal Estrela: Michael Ballack (Bayern de Munique)
Avaliação: *** (Não pode ser descartada)

sexta-feira, outubro 14, 2005

RUMO A 2006: Eliminatórias - II

Depois de uma imensa maratona que durou três anos, e como já havia sido anunciado aqui no "Fanáticos por Copa", chegaram ao fim em todo o mundo as Eliminatórias para a Copa 2006 e 27 seleções estão classificadas. Restam 5 vagas que serão decididas nas repescagens.
Vamos à classificação final:

ÁFRICA:
Grupo 1: TOGO, de Adebayor, venceu Congo na última rodada e qualificou-se a seu primeiro mundial, eliminando a sensação Senegal.
Grupo 2: GANA vai à copa do mundo pela primeira vez. A equipe liderada por Essien eliminou a favorita África do Sul.
Grupo 3: Camarões tinha tudo nas mãos mas desperdiçou a chance, cedendo a vaga aos elefantes da COSTA DO MARFIM, de Drogba, que também são estreantes.
Grupo 4: ANGOLA é outra a debutar num mundial. Para isso, deixou pra trás as águias nigerianas.
Grupo 5: TUNÍSIA eliminou o Marrocos com um empate sofrido e é, dos africanos, a única veterana a participar.

AMÉRICA DO SUL: PARAGUAI e EQUADOR se juntaram a BRASIL e ARGENTINA, que já estavam classificados. A equipe equatoriana vai se firmando como a quarta força do continente, deixando pra trás equipes mais tradicionais como Chile, Colômbia e Uruguai, este último que ainda tenta a repescagem.

AMÉRICA DO NORTE E CENTRAL: Os classificados de 2002 MÉXICO, EUA e COSTA RICA são os mesmos para 2006. Trinidad e Tobago tenta debutar em mundiais eliminando o representante asiático na repescagem.

ÁSIA: JAPÃO, IRÃ, ARÁBIA SAUDITA e CORÉIA DO SUL já estavam garantidos há tempos. Bahrein venceu a repescagem local contra o Uzbequistão e agora tenta a vaga na copa em confronto contra o representante da CONCACAF.

EUROPA:
ALEMANHA classificada por ser o país-sede.
Grupo 1: A HOLANDA garantiu sua vaga, deixando a sua outrora carrasca República Tcheca apenas na repescagem.
Grupo 2: A UCRÂNIA de Shevchenko já estava garantida e as últimas rodadas serviram para definar a Turquia na repescagem, deixando gregos e dinamarqueses eliminados.
Grupo 3: PORTUGAL carimbou seu passaporte. A Eslováquia foi 2º e ainda tenta.
Grupo 4: A FRANÇA passou por sufoco mas está na copa. A surpresa Suiça vai à repescagem.
Grupo 5: A ITÁLIA está na Alemanha. Noruega tenta voltar ao mundial através da repescagem.
Grupo 6: INGLATERRA classificou-se em 1º lugar para o mundial. A POLÔNIA ainda entrou direto por ser um dos dois melhores segundos colocados.
Grupo 7: A SÉRVIA E MONTENEGRO surpreendeu a todos e volta a uma copa do mundo, deixando a forte Espanha no suadouro da repescagem.
Grupo 8: A CROÁCIA se classificou como líder e a SUÉCIA também se garantiu por ser um dos melhores segundos colocados.

OCEANIA: A Austrália mais uma vez venceu fácil as eliminatórias e é a representante do continente na repescagem contra o representante da CONMEBOL.
REPESCAGEM:
10 equipes brigam pelas 5 vagas restantes, em confrontos de ida e volta, nos dias 12 e 16 de Novembro, respectivamente.

EUROPA:
A sempre promessa Espanha reedita o confronto de oitavas-de-final da última copa contra a Eslováquia, vencido por ela nos pênaltis. Dessa vez, os eslovacos tentam mudar a história, mas os espanhóis são favoritos. A primeira partida é em Madri e a segunda em Bratislava.
A surpresa do último mundial Turquia suou muito para conseguir a segunda posição num grupo que tinha Ucrânia, Dinamarca e Grécia, e agora parte com tudo pra cima da Suiça, que não disputa copas desde 94 mas deu muito trabalho à França nessas eliminatórias. Os turcos decidem a vaga em casa e devem passsar.
A República Tcheca, agora sem Nedved, tenta o seu primeiro mundial desde que deixou de ser Checoslováquia e enfrenta a Noruega, histórica carrasca brasileira, de Solskjaer. Confronto duro mas o melhor futebol tcheco, jogando a partida de volta em casa, deve prevalecer.

AMÉRICA DO SUL/OCEANIA:
O bi-campeão mundial Uruguai reedita o confronto válido pela repescagem para a Copa de 2002 contra a Austrália. Esperando sair vencedores de novo, os uruguaios tentam abrir vantagem no primeiro jogo em Montevidéu para se garantir depois em Sidnei. Levam pequena vantagem por sua tradição, mas os australianos podem surpreender no talento de Keweel e com uma grande arma no banco de reservas, o treinador holandês Guus Hiddink, que levou à Coréia às semifinais quatro anos atrás.

CONCACAF/ÁSIA:
Os azarões e desconhecidos Bahrein e Trinidad e Tobago disputam mais uma vaga ao mundial. Os caribenhos apostam na força do ataque formado por Yorke, ex-goleador do Manchester United, enquanto os orientais têm sua força na defesa. O resultado é imprevisível, mas talvez Trinidad leve vantagem.

Assim, daqui a um mês todos vão conhecer as 32 seleções que brigarão pelo título mundial na Alemanha, e o "Fanáticos por Copa" não deixará nada passar despercebido, com a cobertura completa dessa reta final de eliminatórias, que tendem a ser muito emocionantes.

sexta-feira, outubro 07, 2005

RUMO A 2006: Eliminatórias

Passada geral na situação das Eliminatórias, que tem rodadas decisivas neste fim e meio de semana nos quatro cantos do mundo. Vejamos:

ÁFRICA: Somente os campeões de cada chave se classificam. Última rodada:
Grupo 1: 1º Togo - 20, 2º Zâmbia - 19, 3º Senegal - 18. Zâmbia está eliminada, não tem mais jogos a fazer. Sábado jogam Senegal x Mali e Congo x Togo. A surpresa da última copa precisa tirar essa diferença de 2 pontos para ir à copa. Caso contrário, Togo disputará seu primeiro mundial.
Grupo 2: 1º Gana - 18, 2º Congo - 15, 3º África do Sul. Sábado jogam Cabo Verde x Gana. Os ganeses, praticamente classificados, precisam só de 1 empate.
Grupo 3: 1o Camarões - 20, 2o Costa do Marfim - 19. Os camaroneses enfrentam o Egito precisando de uma vitória simples, já que venceram o confronto direto contra os marfinenses.
Grupo 4: 1º Angola - 18, 2º Nigéria - 18. Os angolanos estão eliminando as águias no confronto direto. No sábado, Nigéria enfrenta Zimbábue precisando vencer e torcer por um empate de Angola, que joga contra Ruanda.
Grupo 5: 1º Tunísia - 20, 2º Marrocos - 19. No sábado haverá o confronto direto entre eles na Tunísia. Os donos da casa jogam pelo empate.

AMÉRICA DO SUL: Os quatro primeiros classificam diretamente nessa chave única. O 5º colocado disputa uma repescagem conta o representante da Oceania, a Austrália. Penúltima rodada:
1º Argentina - 31, 2º Brasil - 30, 3º Equador - 26, 4º Paraguai - 25, 5º Uruguai - 21, 6º Colômbia - 20, 7º Chile - 20, 8º Venezuela - 18. Brasil e Argentina já estão na Copa. No sábado o Equador pega o Uruguai em casa e, empatando, estará na Copa. O Paraguai também pode se garantir se bater a Venezuela. Uruguai, Colômbia e Chile devem lutar pela vaga na repescagem, sendo que os dois últimos se enfrentam.

AMÉRICA DO NORTE E CENTRAL: Os três primeiros da chave final se classificam à copa. o 4o enfrenta o representante da Ásia na repescagem.Penúltima rodada:
1º México - 20, 2º EUA - 20, 3º Costa Rica - 13, 4º Guatemala - 8, 5o Trinidad e Tobago - 7. Mexicanos e americanos já estão na Alemanha. A Costa Rica joga por vitória contra os EUA, mas um empate pode bastar se Guatemala e Trinidad não vencerem seus jogos, contra México e Panamá. Estes devem brigar pela repescagem.

ÁSIA: Japão, Irã, Arábia Saudita e Coréia do Sul estão classificados. Uzbequistão e Bahrein se enfrentam amanhã pela partida de ida na repescagem, na casa do primeiro. Qurta-feira o mando se inverte e o vencedor do confronto medirá forças contra o 4º colocado da Concacaf.

EUROPA: Os campeões das oito chaves estão na Copa, junto com os dois melhores 2ºs colocados. Os demais se enfrentam numa repescagem que dará mais três vagas para o mundial. Penúltima rodada:
Grupo 1: 1º Holanda - 28, 2º Rep. Checa - 24, 3º Romênia - 22. Checos jogam em casa contra os holandeses, que com um empate estarão na copa. Rep. Checa e Romênia devem brigar para ser 2º. Os romenos tem um jogo a mais.
Grupo 2: 1º Ucrânia - 24, 2º Turquia - 20, 3º Grécia - 18, 4º Dinamarca - 16. Os ucranianos já comemoraram sua vaga. A Turquia tem um jogo a mais. Dinamarqueses e gregos se enfrentam e o perdedor estará eliminado.
Grupo 3: 1º Portugal - 24, 2º Eslováquia - 19, 3º Rússia - 19. Portugal precisa de um ponto apenas. Rússia e Eslováquia deverão brigar pela 2a posição no confronto direto de quarta-feira.
Grupo 4: 1º Suíça - 16, 2º França - 16, 3º Israel 15, 4º Irlanda - 13. Suíços e franceses se enfrentam e o vencedor estará classificado. O perdedor deverá brigar pela segunda vaga com Irlanda e Israel. Este último tem uma partida a mais.
Grupo 5: 1º Itália - 17, 2º Noruega - 12, 3º Eslovênia - 12, 4º Escócia - 10. Italianos se classificam empatando com os eslovenos, que devem brigar pela segunda vaga com os noruegueses. Escoceses correm por fora.
Grupo 6: 1º Polônia - 24, 2º Inglaterra - 19. Poloneses têm um jogo a mais. Ingleses ainda podem se classificar direto em 1º vencendo Áustria e a própria Polônia.
Grupo 7: 1º Sérvia e Montenegro - 16, 2º Espanha - 14, 3º Bósnia - 13, 4º Bélgica - 11. A Sérvia só depende de si. Espanhóis tentam eliminar os belgas amanhã no confronto direto. Bósnia pode complicar a vida dos sérvios se vencê-los na quarta.
Grupo 8: 1º Suécia - 21, 2º Croácia - 20. Suecos e croatas se enfrentam na busca pela liderança. Os demais já estão eliminados.

Depois dessa grande passagem ao redor do mundo, pode-se dizer que, em suma, se classificarão até quarta-feira, na África, cinco países(Togo, Gana, Camarões, Angola e Tunísia são os favoritos); na Conmebol, Equador e Paraguai podem se garantir; na Concacaf, a classificação da Guatemala é provável; e na Europa, Holanda, Itália, Portugal, Suíça ou França, Polônia e Sérvia podem se garantir já nesse fim de semana.
Até o meio da próxima semana, 27 seleções já estarão classificadas e outras 10 ainda brigarão por seis vagas nas repescagens. E você ficará sabendo de tudo aqui no Fanáticos por Copa. Quem viver verá!

quinta-feira, setembro 29, 2005

Robert Scheidt é octa!

E o Brasil tem um octa-campeão mundial. O paulistano Robert Scheidt, de 32 anos, conquistou ontem em Fortaleza, Ceará, o Campeonato Mundial de Iatismo na Classe Laser pela oitava vez. Esse título se junta aos de Tenerife (Espanha/95), Cidade do Cabo (África do Sul/96), Algarrobo (Chile/97), Cancún (México/00), Cork (Irlanda/01) Cape Cod (EUA/02) e Bodrum (Turquia/04).

Robert é um fenômeno. Mesmo vivendo em um país que, via de regra, só tem olhos para o futebol e, no máximo, o automobilismo, consegue a proeza de tornar-se bem-sucedido no esporte amador. Scheidt merece um busto. Eleito já o melhor iatista do mundo e detentor de mais de 100 títulos na classe Laser. Que porta a bandeira brasileira nos quatro cantos do mundo com muito amor.

Um Robert que é dos melhores do mundo no que faz. Que porta a bandeira brasileira nos quatro cantos do mundo com muito amor. Um desbravador dos mares, consagradíssimo, respeitado e conhecido, mas que não peca pelo conformismo.

Um Robert sedento por desafios, como a controvertida mudança para a classe Star que será decidida no fim do ano. Um brasileiro com sangue alemão e que consegue esse ano realizar o sonho de vencer em seu solo, em sua pátria.

Um Robert. Não aquele que tem compulsão por aparecer, mas aquele que tem luz própria. Que aparece sozinho, sem querer, sem pedir.

Um Robert...Scheidt!

terça-feira, setembro 27, 2005

Futebol = Paixão

Por que o futebol é o que é? Pergunta difícil. Como explicar essa paixão que assola todos os cidadãos no mundo todo? O esporte mais praticado, o mais assistido, o mais popular.

O futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes. Uma boa definição, proveniente do jornalista Milton Neves. Quem vive sem futebol? O Brasil é o país deste esporte, onde todos estão envolvidos, direta ou indiretamente, querendo ou não querendo. Ele apaixona as pessoas e, de 4 em 4 anos, quando é realizada uma Copa do Mundo, essa paixão fica ainda mais evidente. Quem não pára tudo para ficar na frente da Tv torcendo para sua pátria? Ali, dentro de campo, 11 contra 11, mais, quem sabe, 60 mil pessoas no estádio e mais, quem sabe ainda, milhões de pessoas envolvidas através do aparelho televisor. Todos com os olhos voltados para o zagueiro botinudo, o volante brucutu, o centroavante desengonçado que às vezes se torna o herói. Mas voltadostambém pro goleiro milagroso, pro zagueiro talentoso, pro meia habilidoso, pro craque, esperando o momento de explosão de alegria, o chute, a falha, o drible, o gol.

Ah, o futebol! O mais importante dentre os menos importantes, o mais popular, o mais praticado, 11 contra 11 correndo atrás de uma bola...que seja. Ah, o futebol! Agradeço aos céus por te ter conhecido, rezo todos os dias para que nunca sejas esquecido.