sábado, dezembro 10, 2005

RUMO A 2006: Sorteio dos grupos

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Henrique Moretti

Nesta sexta, há exatos 182 dias para a Copa do Mundo 2006, foi realizado em Leipzig (ex-Alemanha Oriental) o pontapé inicial para a fase final do Mundial da Alemanha, o sorteio dos grupos.

A cerimônia foi demorada, com início a partir das 17h15 e encerramento apos às 19h30. Música, show de magia, aparições do mascote da competição, Goleo, e muitos clipes sobre as copas passadas preencheram o espaço de tempo anterior ao ponto alto da festa, o sorteio, e tentaram apaziguar os ânimos de quase 350 milhões de pessoas em todo o mundo assistindo ao vivo pelo televisor, além dos mais de 6 mil presentes no Centro de Convenções de Leipzig. A apresentação ficou por conta do apresentado Reinhold Beckmann e da modelo Heidi Klum, ambos alemães.

E os resultados das bolinhas, que saíram das mãos de ex-craques como Johan Cruyff, Pelé, Lothar Matthäus e Roger Milla, não foram nada bons para a Argentina. Do mesmo modo que em 2002, nossos vizinhos ficaram no grupo mais difícil dentre os 8 do Mundial 2006.

Vamos às chaves e suas respectivas análises:


Grupo A: Alemanha, Costa Rica, Polônia e Equador
O panorâma prevê facilidade para os donos da casa, que terão a boa Polônia (que deu trabalho para os ingleses nas Eliminatórias) como principal adversário. O Equador vai bem na América do Sul muito em parte por jogar na altitude de Quito, e sem ela não costuma dificultar. Os costa-riquenhos do brasileiro Alexandre Guimarães devem ser meros participantes.


Grupo B: Inglaterra, Paraguai, Trinidad & Tobago e Suécia
Previsão de chave complicada. Inglaterra e Suécia reeditam o embate do "grupo da morte" de 2002, onde saíram-se muito bem, e são os favoritos dessa vez. Paraguai corre sérios riscos de ficar de fora da Segunda Fase, o que não ocorreu em 98 e 2002. Trinidad & Tobago só deve apenas fazer número.


Grupo C: Argentina, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro, e Holanda
O "grupo da morte" pode não ser tão difícil quanto o de 2002, mas mesmo assim é muito forte. A Nigéria dá lugar à Costa do Marfim, teoricamente a melhor africana desse mundial, e que pode aprontar. A Holanda vem muito forte no ataque e Sérvia e Montenegro tem uma grande defesa, a melhor das Eliminatórias Européias. Os argentinos terão muito trabalho.


Grupo D: México, Irã, Angola e Portugal
Um dos grupos mais fáceis, onde Portugal e México devem conquistar facilmente os dois primeiros lugares. Irã, do artilheiro Ali Daei, pode tentar dificultar. Angola é carta fora do baralho. Como em 2002, a equipe comandada por Felipão dá sorte no sorteio.


Grupo E: Itália, Gana, EUA e República Tcheca
A segunda chave mais forte do mundial, onde os tchecos, segundos colocados do Ranking FIFA, vem sob a batuta do craque Nedved. Gana é uma equipe forte africana e tentará surpreender. Os americanos vêm em grande ascensão e fizeram boa campanha em 2002. Dificuldades à vista para os italianos.


Grupo F: Brasil, Croácia, Austrália e Japão
Um grupo bem equilibrado, onde o Brasil é favorito, porém não venceu Croácia e Japão quando os enfrentou nesse ano, e a Austrália vem esperançosa, comandada por Guss Hiddink, técnico que levou a Coréia ao quarto lugar da última copa. Adversários muito mais difíceis para os brasileiros em relação a 2002. Mesmo assim, Pelé parece ter novamente dado sorte ao Brasil, trazendo para o seu grupo os croatas ao invés de holandeses, tchecos ou portugueses.


Grupo G: França, Suíça, Coréia do Sul e Togo
O Grupo G conta com uma grande seleção, a França, e dois bem razoáveis, Suiça e Coréia, que brigarão pela segunda vaga. Togo é uma equipe fraca, deve ser eliminado. Sofrimento amenizado para os franceses, eliminados na primeira fase em 2002, mas que têm grandes chances de garantir o primeiro lugar.


Grupo H: Espanha, Arábia Saudita, Tunísia e Ucrânia
Outra chave das mais fracas, onde os espanhóis deverão ter tranqüilidade para passar de fase, assim como os ucranianos, de grande campanha nas Eliminatórias. Tunísia é a representante mais tradicional da África, mas mesmo assim é uma equipe fraca. A Arábia Saudita é fortíssima candidata ao último posto do Mundial.


Grupos e jogos definidos. A angústia da espera para a Copa do Mundo aumenta, e continuará crescendo até chegar o dia 9 de Junho, ás 13h, data e horário do jogo de abertura da competição, entre Alemanha e Costa Rica.

São 181 dias até lá. Está tudo pronto para o maior evento esportivo do Planeta ter início. O Goleo dá as boas vindas às 32 seleções classificadas. Agüenta coração!

FALTAM 181 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: www.ole.com.ar
www.pele.net

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Futebol Europeu: Já virou rotina!

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Jackson de Paula

Líder disparado, 8, 9, 10, até 11 pontos na frente do 2º colocado! Isso já virou rotina em dois países: França e Itália.
Começando pelo lado francês, a equipe de Lyon (43) caminha a passos largos para mais um título no campeonato nacional, está 11 pontos à frente do segundo colocado, o Auxerre (32). Caso alcance o objetivo, será o 5º título seguido da equipe, fato inédito no futebol do país.
E o sucesso dos brasileiros na Europa é comprovado mais uma vez, o meia Juninho Pernambucano e o atacante Fred vêm sendo os destaques do Lyon, o meia inclusive é tratado como rei na França; Já o atacante vem marcando muitos gols, atendendo assim todas as expectativas da torcida pelo seu futebol.
Pelo lado italiano, a Juventus (39) também está caminhando forte para mais um “scudetto”, a equipe de Turim está 8 pontos à frente do rival Milan (31). Este pode ser o 29º título nacional da popular “Juve”.
O brasileiro Emerson também faz sucesso entre os torcedores, e é peça fundamental no esquema do técnico Capello.
E não é só nos torneios nacionais que Lyon e Juventus fazem bonito!
Na Copa dos Campeões, torneio de maior prestígio europeu, a equipe francesa é líder do grupo F com 16 pontos, 6 a mais que os galácticos do Real Madrid, além de estar invicta na competição (5 vitórias e 1 empate); A Juventus não fica atrás, líder do grupo A com 15 pontos, 2 a mais que os alemães do Bayern Munich, que foram os únicos a derrotar os italianos até então (2 a 1).
Como pode-se ver as duas equipes imperam em seus respectivos países e devem faturar mais um título; Pela Copa dos Campeões podem ser consideradas favoritas e não será nenhuma surpresa que uma delas seja eliminada apenas num possível confronto entre ambas.
Agora nos resta esperar e torcer para um confronto entre Lyon e Juventus, sem dúvidas um grande espetáculo!
FALTAM 182 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos: arquivo

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Mundial de Clubes da FIFA: Preparem o cafezinho

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Pedro Galindo

A partir do dia 11 de dezembro, Domingo, começa o torneio mais esperado pelos clubes de todo o mundo (com exceção, talvez, dos europeus): o Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, que será realizado pela segunda vez e terá a participação de clubes de todos os continentes do Planeta: o Sydney, da Austrália, o Deportivo Saprissa, da Costa Rica, o Al-Ahly, do Egito, o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, o Liverpool, da Inglaterra, e o São Paulo, do Brasill. O campeonato, que se realizará no Japão, – e por isso, serão mais alguns jogos madrugada adentro – terminará no dia 18 do mesmo mês, com a final ocorrendo no Estádio de Yokohama.

Os clubes dos “continentes secundários”, como pode-se chamar Ásia, Oceania, África e América do Norte, basicamente só têm uma pretensão: se firmar no cenário internacional. Alguns desses times se reforçaram, como o Al-Ittihad, que foi montado com os famosos petrodólares. A equipe conseguiu reforçar seu plantel com vários jogadores brasileiros, entre eles Tcheco, ex-Santos, Pedrinho, ex-Palmeiras e Marcão e Lima, ex-Atlético Paranaense. Já o Al-Ahly conta com um time entrosado, sem maiores destaques, mas com um grande feito: está há 50 jogos invicto, contando o Campeonato Nacional e a Copa dos Campeões Africana. Já os outros dois não prometem muita coisa, a não ser que ocorra uma grande zebra. O Saprissa, que forma a base da seleção da Costa Rica que vai à Copa 2006, deve vencer o Sydney, com alguma dificuldade, visto que os dois têm elencos muito parelhos, porém o pequeno favoritismo do time costa-riquenho deve-se ao fato dos australianos terem tudo para serem o pior time do campeonato: não possuem uma origem muito tradicional (apenas 1 ano de vida), como o Al-Ittihad, não tem uma marca importante, como o representante egípcio, muito menos disputou um campeonato difícil, como o Saprissa. Devem ser eliminados logo na primeira fase, mesmo tendo um trunfo: o atacante tobaguenho Dwight Yorke, que já teve uma excelente passagem pelo futebol inglês, no Manchester United.

O maior favorito para vencer a competição, se der a ela o seu devido respeito, é o Liverpool. O time inglês vive uma boa fase, tanto na Premier League, na qual está na terceira colocação, perdendo apenas para o quase imbatível Chelsea e para o também favorito Manchester United, quanto na Liga dos Campeões, em que acabou a primeira fase na liderança do seu grupo, inclusive à frente dos "Blues". A equipe inglesa conta com um elenco invejável, com bons jogadores em todas as áreas do campo (Reyna, Hyypia, Luis Garcia, Cissé e Morientes, entre outros), e com um craque: Steven Gerrard, eleito o terceiro melhor jogador do mundo pela France Football, o cérebro do meio-campo dos ‘Reds’, que irá enfrentar o vencedor do confronto entre Deportivo Saprissa e Sydney, e certamente não deve ter problemas para chegar à final.

Outro grande favorito é o São Paulo, que também possui um bom elenco, mas que não parece ser de nível mundial, como o maior rival na luta pelo caneco. A impressão que todos têm à primeira vista é que o Tricolor enfrentará problemas para vencer esse Mundial, principalmente numa provável final com o Liverpool. O time inglês parece ser superior, mas o São Paulo tem razoáveis chances de buscar o tricampeonato. As qualidades do time do Morumbi todos já sabem: tem um bom goleiro (Rogério Ceni), uma zaga que passa segurança, uma excelente dupla de volantes (Josué e Mineiro), dois grandes alas (Cicinho e Júnior) e bons atacantes, incluindo um que pode fazer a diferença: Amoroso. O ponto mais fraco do time parece ser a armação, que não está tão bem quanto deveria, nos pés de Danilo. O time também tem algumas boas opções no banco: o excelente goleiro Bosco, recém-contratado, o polivalente Souza e os bons atacantes Aloísio e Thiago, este que parece ser uma boa promessa tricolor. Grafite está voltando de contusão e é presença certa. O São Paulo, se não arrumar problemas com o vencedor de Al-Ittihad e Al-Ahly, deve mesmo enfrentar o Liverpool na final. Resta saber se esse time será suficiente para conquistar o título.

O torneio promete ser bem disputado (especialmente a partir das semifinais), e será uma alegria em particular para os brasileiros – faz tempo que um clube nacional não disputa um campeonato com times europeus, o último foi o Corinthians, que disputou a primeira edição desse mesmo torneio em 2000 e foi campeão, vencendo o Vasco da Gama na final. Desde então, só times de outros países da América do Sul têm conseguido essa façanha, na antiga Copa Intercontinental. Espera-se que o campeonato seja no nível que os clubes demonstram ter, como São Paulo e Liverpool, com grandes jogos, e se possível com uma boa campanha do representante brasileiro. Mas sabemos das dificuldades que ele terá: enfrentar equipes de alto nível, que certamente trarão problemas. Em 7 jogos, a bola vai rolar no país do Sol Nascente. Que vença o melhor!


Tabela de Jogos (horários de brasília)
Transmissão: Globo, Sportv e ESPN Brasil


Quartas-de-finais:




Data


Estádio


Partida

111 Dez 08:20Tokio Al Ittihad x Al Ahly
212 Dez 08:20Toyota Sydney FC x Saprissa


Semifinais:


#DataEstádio Partida
314 Dez 08:20Tokio Vencedor-J1 x Sao Paulo FC
415 Dez 08:20Yokohama Vencedor-J2 x Liverpool FC


Decisão do 5º lugar:


#DataEstádio Partida
516 Dez 08:20Tokio Perdedor-J1 x Perdedor-J2


Decisão do 3º lugar:


#DataEstádio Partida
618 Dez 05 :20Yokohama Perdedor-J3 x Perdedor-J4


Final:


#Data
Estádio Partida
718 Dez 08:20Yokohama Vencedor-J3 x Vencedor-J4
FALTAM 183 DIAS PARA A COPA DO MUNDO 2006!
créditos:www.fifa.com

terça-feira, dezembro 06, 2005

Campeonato Brasileiro 2005 - 42ª rodada

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Rubens Junior

Acabou o Campeonato Brasileiro 2005!

Na 42ª rodada, a última do torneio, houve muitas surpresas, desilusões, criticas e muita festa.

Relembrando a final da libertadores, São Paulo e Atlético-PR fizeram um belo jogo e com a vitória por 3x1 a equipe paulista acabou se classificando para a Copa Sul-Americana.

O Juventude que ainda sonhava em disputar a Sul-Americana do próximo ano acabou sendo derrotado em casa pelo já rebaixado Atlético-MG por 3x1.

Em mais um 3x1 o Figueirense venceu o Santos.

3x1 também foi o resultado entre Ponte Preta e Brasiliense. A Macaca que com a vitória se livrou do rebaixamento.

O Papão abandonou a Série A com mais uma derrota em casa, desta vez o Flamengo venceu por 4x1.

No jogo em que Romário decidiu a artilharia do campeonato o Vasco venceu o Paraná. Mesmo beirando os 40 anos, o "Baixinho" continua sendo o rei da pequena área. Grande feito do camisa 11 vascaíno.

Em um jogo que todos esperavam uma grande partida do Internacional, o Coritiba venceu por 1x0, mas mesmo com a vitória o Coxa foi rebaixado, pois dependia de outros dois resultados. A equipe colorada mesmo com a derrota foi aclamada pela torcida e acabou recebendo a taça de campeão moral, pois na antiga tabela sem a anulação dos 11 jogos o time gaúcho seria o campeão.

O Botafogo venceu o Fortaleza no Rio por 2x0 e garantiu sua vaga na Sul-Americana.

O Cruzeiro em casa perdeu para o São Caetano e a equipe do ABC paulista com a vitória por 3x1 sobre os mineiros, garantiu sua permanência na Série A.

Em um grande jogo o Palmeiras venceu de virada com o placar de 3x2 o Fluminense (que literalmente pipocou na reta final da competição), e garantiu a vaga na Copa Libertadores do ano que vem.

No jogo do campeão, o Goiás tentou minimizar a festa corintiana com a vitória de 3x2 sobre a equipe paulista, mas mesmo com a derrota o Corinthians consagrou-se Tetra campeão brasileiro, pois seu rival Internacional perdeu seu jogo também. A Fiel fez muita festa em Goiânia e depois nas ruas de São Paulo.

Acabou o campeonato que mesmo marcado por muitos episódios vergonhosos, trouxe grandes emoções, esperemos uma bela competição em 2006 e acreditamos que depois desta edição pessoas superiores nas entidades futebolísticas brasileiras comecem a melhor selecionar seus profissionais e deixem que somente os jogadores dentro de campo decidam a competição. Muito obrigado leitores!

PARABÉNS CORINTHIANS, CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2005!
créditos: www.uol.com.br
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segunda-feira, dezembro 05, 2005

RUMO A 2006: Brasil

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Henrique Moretti

4 anos atrás, o Brasil chegava ao Mundial Coréia/Japão cercado de grande desconfiança. 6 derrotas nas Eliminatórias Sul-americanas, 2 trocas de técnico, e classificação na última rodada, e apenas no 3º posto. Ainda assim, esse mesmo time, como todos sabemos, sagrou-se pentacampeão do mundo, na chamada "Família Scolari".

Hoje, a situação mudou e o Brasil entra na Copa da Alemanha mais favorito do que nunca e jogando um futebol bonito e convincente, fato que o aproxima àquela equipe maravilhosa de 1982. Naquele ano, mesmo com o clima de favoritismo, os brasileiros acabaram eliminados nas quartas-de-finais pela Itália, o que para 2006 ninguém quer nem pensar que aconteça.

A equipe conta com craques do quilate de Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo, Adriano, Robinho, o chamado "quinteto mágico", que não deve entrar em campo, apesar da imprensa e torcida saudosistas. O ex-jogador santista ficará de fora, entrando em cena o quarteto que já fez tanto sucesso, responsável direto pelo título da Copa das Confederações em 2005, numa goleada de 4x1 na final contra a Argentina.

Taticamente, o scratch canarinho joga com dois volantes, um mais fixo, Emerson, e dois meias muito ofensivos, Ronaldinho e Kaká. No ataque, dois centroavantes, Adriano e Ronaldo, que apesar da desconfiança inicial, mostraram que podem jogar juntos. Na defesa, Lucio e Juan, apesar de serem bons em seus clubes, continuam não passando confiança, enquanto Roberto Carlos está em má fase e Cafu, aos 35 anos, jogará sua última Copa. No gol, Dida, titular absoluto do Milan, é certeza de segurança.

Mesmo com tantas mudanças, ainda existe uma pequena semelhança entre as seleções de Felipão e Parreira. Guardadas as devidas proporções, Alex, meia do Fenerbahçe, é o "Romário de 2002". Imprensa e público são unânimes em pedir a convocação do craque, que parece realmente não agradar ao treinador. Só na equipe brasileira um jogador de tanto talento pode ficar de fora. Indo além, deve.

Deixando comparações de lado, o Brasil é apontado favorito por todos e assumido inclusive por Parreira, e resta saber se esse peso terá efeito negativo ou não. Exemplos mostram que "salto alto" não pode ser permitido, e que, por mais que pareça um chavão surrado, ninguém ganha véspera. A seleção seguindo à risca os ensinamentos do experiente treinador campeão em 94, leva a taça do hexa até com sobras, o que a tornaria inalcançável a curto-médio prazo. Caso contrário, pode-se complicar.


FICHA TÉCNICA

Fundação: 1914
Afiliação à FIFA: 1923

Participações em Mundiais: 17 (1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002)
Melhor Resultado: Campeão (1958, 1962, 1970, 1994, 2002)

Última Copa: Campeão (2002)

Campanha nas Eliminatórias: 1º colocado da Zona Sul-americana

Títulos Continentais: Hepta-campeão da Copa América (1919, 1922, 1949, 1989, 1993, 1997, 1999)

Ranking FIFA: 1º
Time-Base: Dida, Cafu, Juan, Lucio, Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Ronaldinho e Kaká; Ronaldo e Adriano
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Pincipal Estrela: Ronaldinho (Barcelona)
Formação: 4-4-2
Avaliação: ***** (Favorito)

domingo, dezembro 04, 2005

Série C: Remo e América (RN) escapam do limbo

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Pedro Galindo


A
chamada “guerra” da Terceira Divisão chegou ao fim há duas semanas. E deu a tradição no quadrangular final. As duas equipes mais conhecidas da fase final – Remo e América de Natal – conseguiram o acesso. Ambas conseguem voltar ao escalão intermediário do futebol brasileiro um ano depois do rebaixamento, fazendo boas campanhas em um torneio que costuma ser bastante difícil.

O Remo conseguiu a promoção depois de uma campanha praticamente impecável. Foi primeiro lugar na primeira fase, terminando essa etapa invicto, com quatro vitórias e dois empates. Na segunda fase, uma surpresa no jogo de ida: uma derrota para o Tocantinópolis por 2x0, fora de casa. No jogo de volta, não teve zebra. O Remo conseguiu uma vitória convincente por 4x1, no Mangueirão. O clube paraense prosseguiu à terceira fase, e passou por ela invicto. Empatou em casa com o Abaeté (PA) em 1x1, e venceu “suado” fora de casa, por 3x2. Na última eliminatória antes do quadrangular final, venceu o Nacional (AM) por 2x0, em Manaus, e foi derrotado em casa pelo placar de 1x0, mas o resultado garantiu a classificação do Leão para a última fase.

Já o Mecão, como é conhecido o time potiguar, também fez uma boa campanha, apesar de ter um pouco mais de polêmica. Envolveu-se em uma confusão jurídica com o Nacional de Patos (PB), logo na primeira fase. O time paraibano, que tinha ficado três pontos à frente, teve que pagar pela escalação irregular do jogador Alisson. Com isso, a equipe alvi-rubra ficou com a vaga. No resto do torneio, o América eliminou Ferroviário (CE), Coruripe (AL) e Treze (PB), com apenas uma derrota, para o Treze, no último jogo da Quarta Fase, mas isso não serviu para eliminar o Mecão: eles já estavam classificados, devido a uma vitória em casa por 2x0 sobre os paraibanos.

Depois de todas essas eliminatórias, chegaram ao quadrangular final América, Ipatinga (MG), Novo Hamburgo (RS) e Remo. Um grupo marcado pelo equilíbrio entre as equipes, jogos disputadíssimos e um título decidido pelo saldo de gols. Potiguares e paraenses terminaram com exatamente a mesma campanha (3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, num total de 10 pontos), sendo que o Clube do Remo terminou com um gol a mais de saldo e levou o caneco. Vale ressaltar também a importância da torcida do Leão durante todo o torneio. A equipe paraense teve a maior média de público das três divisões, levando, em média, 30.869 pagantes por jogo.

Ambos os times tentam se reestruturar para a disputa da Série B de 2006. A grande dificuldade está em manter os destaques das equipes, que estão sendo assediados por equipes de maior porte. Os dois já começaram a fazer contratações para o próximo ano, e esperam obter sucesso na Segundona, pois são equipes de certa tradição no cenário nacional e merecem ao menos esse lugar.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Futebol Europeu: A onda dos patrocínios

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Jackson de Paula

A cada dia que passa, nos deparamos com a gigantesca onda de um futebol cada vez mais globalizado.
Altas transferências, jogadores de diversas partes do mundo atuando em uma mesma equipe, isto vem se tornando algo comum no mundo da bola, porém a indústria dos patrocínios vem ganhando espaço e dando um charme a mais no futebol.
O Manchester United pode ser considerado um belo exemplo da atualidade. Após romper o contrato com a Vodafone, a equipe inglesa está em negociações com diversas empresas para firmar um novo patrocínio; E pasmem, o Google, ele mesmo, o tão conhecido site de busca da Internet pode ter sua marca estampada na camisa dos “diabos vermelhos” em 2006. Yahoo e IBM, duas concorrentes diretas, correm por fora e tentam fechar um acordo. Coca-Cola e Levi Strauss, dona da marca de jeans Levis, completam o grupo de possíveis candidatos.
Existe toda uma expectativa em torno deste novo patrocínio, a imprensa local divulgou que o valor ultrapassará a marca de 9 milhões de libras (R$ 36 milhões) por ano, valor que a Vodafone pagava ao Manchester pela parceria.
Falando em patrocínio, o CSKA Moscou dos brasileiros Vágner Love e Daniel Carvalho, perdeu seu principal patrocinador. A empresa petrolífera Sibneft já anunciou que irá rescindir o contrato de US$ 54 milhões (R$ 119 milhões) por três anos, que terminaria no fim de 2006. A empresa russa voltou a ser estatal, depois de ser vendida pelo bilionário Roman Abramovich, sendo assim, não pretende mais investir em clubes do futebol.
Isso prova que o patrocínio é uma faca de dois gumes, pode beneficiar como prejudicar uma equipe de futebol.
Já estou sentindo cheiro de desmanche pelos lados da Rússia...

quinta-feira, dezembro 01, 2005

A “industrialização” do Futebol

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Christian Avgoustopoulos

Nos tempos atuais, a evolução nos diversos segmentos em que o homem atua vem se tornando indispensáveis. Um ponto marcante desse processo, é sem duvida nenhuma a especialização dos profissionais de cada área, onde cada vez mais são exigidos em sua função, que deve ser executada com extrema autoridade, técnica, ciência e competência.

Mas o que isso tem a ver com o futebol? Tudo! Nessa nova era mundial, o futebol também sofreu suas metamorfoses. Não é recente o fato dele ser considerado como uma profissão. Em meados de 60, 70, já era bem nítido isso nos países onde o esporte era mais difundido, principalmente na Europa e América do Sul.

Bem, os parâmetros do atual futebol, no entanto, nos condicionam a uma situação bem mais complexa e profissional do que nas épocas passadas. Os clubes são praticamente empresas, que prestam o serviço do futebol através de seus funcionários, os jogadores, e também vendem seus produtos para todos aqueles que se interessarem em adquirir.

Isso de certa forma é um tanto preocupante, por um simples motivo: esporte não é comércio, nem marketing, nem administração, nem serviço a ser prestado. Esporte é pura e simplesmente esporte. Sua base vem do espírito olímpico, da garra, da raça, da superação de limites, da psicologia, da técnica, da habilidade...dentre outros diversos fatores.

E há também que se levar em conta um dos personagens mais importantes do futebol, o torcedor. Sem o torcedor, o futebol não teria sequer um pouquinho do brilho que tem. Afinal, é o torcedor que propaga o tal esporte, é ele que dedica o seu tempo a algo em que não vai ganhar nada. Nada de material, mas a emoção de se ter um time para torcer e de acompanhar as partidas de futebol é simplesmente indescritível. E esse sujeito aí, o tal de torcedor, tem que ser respeitado e considerado, o que pode ser conflitante com essa idéia “industrial” em que o futebol vive.

Imagine você leitor, ver o principal jogador do seu time transferido para um time mais rico, ou até mesmo para o seu principal rival e adversário. Isso certamente lhe deixará aborrecido, e você não hesitará em dizer que o tal jogador é mau-caráter e outras coisas que nem posso mencionar aqui, para manter o bom nível da matéria.

Como também aceitar que, após ver seu time com uma excelente safra, indo o mais longe possível nas competições que disputa, sofrer o famoso “desmanche” no ano seguinte, com seus principais jogadores migrando para outras equipes, pura e simplesmente por dinheiro?

É verdade que o profissional tem o direito de escolher a empresa onde pretende trabalhar, aquela que lhe dará um maior retorno e melhores condições de serviço, mas meu espírito romantista jamais entenderá o futebol como negócio, “business”. Pra mim, e acredito que também para os torcedores em geral, a fidelidade e o amor à camisa são qualidades imprescindíveis, que talvez possam ser levemente amenizadas se o jogador for um craque, um gênio da bola. Mas quando ele partir do seu clube você ficará com o mesmo sentimento de indignação e de que foi apunhalado pelas costas por aquele que você, debaixo de chuva, frio, as vezes sem dinheiro e até mesmo viajando longínquas distancias, incentivou naqueles 90 minutos em que ele esteve atuando por seu time, ou como sugere a realidade, pura e simplesmente trabalhando.

Os clubes pequenos e médios têm bastante dificuldade em manter os seus medalhões e pratas-da-casa. Esses jogadores, promissores, são seduzidos por ofertas tentadoras de clubes de maior expressão, e muitas vezes antes mesmo de atingir a maioridade, são influenciados por seus empresários (outra palavra que não combina com o futebol) para aceitarem as propostas milionárias que são feitas por outros clubes com mais poder aquisitivo. Os clubes de menor expressão se vêem obrigados a concretizar o negócio, já que também tem dificuldades para gerir o orçamento de sua instituição, e até mesmo por um motivo óbvio, se o jogador não está contente onde joga ele cairá de produção.

Existem alguns raros jogadores espalhados pelo mundo, contudo, que jogam em seu clube por uma identificação pessoal com a instituição, enfim, torcedores do time em que jogam. Alguns exemplos conhecidos são Rogério Ceni e Marcos, respectivamente jogadores de São Paulo e Palmeiras, que estão nesses clubes por ter uma ligação emocional muito fortes com as equipes onde jogam. Na Itália, temos o atacante Cristiano Lucarelli (foto), do Livorno Cálcio, que ostenta uma tatuagem do distintivo do clube no braço, e diz que só sairá do Livorno no dia em que o clube entender que ele não tem mais condições de defender a equipe. Há também Francesco Totti, torcedor do Roma, que vai prolongando seu contrato por mais e mais tempo. Há ainda outros casos espalhados pelo mundo, porém são raros e nem sempre com jogadores da mais alta qualidade.

Outro fator que também merece destaque é o inflacionamento dos atletas e de seus salários. Na busca pelo que há de melhor, os grandes clubes não se importam em gastar quantias estratosféricas por um ou outro jogador. As multas contratuais são cada vez mais altas, para que ambos, clube e jogador, honrem seu compromisso até o final. Recentemente, Ronaldinho Gaúcho, um dos melhores do planeta no esporte, teria recebido um convite do Chelsea pelo valor de 140 milhões de euros por 9 anos de serviço, sem falar no pagamento da multa de 120 milhões que o ligava ao Barcelona, o que foi recusado pelo atleta. Para se ter uma idéia, em 1974, nada menos que Pelé (foto) teria recebido 7 milhões de dólares para defender o Cosmos, dos EUA, na maior transação da história até aquele momento.

Talvez o futebol pudesse ser mais divertido ou emocionante se tivesse mantido seu aspecto romantista, que hoje parece ser utópico. Não temos como saber. O fato é que essa foi a evolução natural do esporte, combinada com as mudanças que o mundo e a forma de vê-lo foram acontecendo. Contudo, mesmo sofrendo essas grandes mudanças, a magia do esporte continua a mesma, e dentro das quatro linhas ainda podemos ver uma das mais belas artes produzidas pelo homem.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Ser ídolo do tênis no país do futebol

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Henrique Moretti

20 títulos de simples na carreira. 11 de duplas. 52 semanas como o número 1 do mundo, posição que só perdeu devido a uma contusão. 3 Grand Slams conquistados. Indicado a ser garoto propaganda da campanha de Paris aos Jogos Olímpicos de 2012, superando Zinedine Zidane. Melhor tenista brasileiro de todos os tempos.

Soma-se a isso ter nascido num país como Brasil, sem nenhuma tradição no seu esporte escolhido, o tênis, exceção feita a Maria Esther Bueno nos anos 50 e 60.

É, os números são muitos na carreira de Gustavo Kuerten, o “manezinho da ilha”, o filho de Florianópolis, Santa Catarina, o surfista, o queridinho da capital francesa, o herói brasileiro.

Guga, por seus títulos, por seu passado, por sua grandeza, podia, e devia, ser muito mais reconhecido pela mídia esportiva do país. Diz que não liga mais pra isso, mas na época áurea isso pesava. Com o seu surgimento, na conquista de seu primeiro Roland Garros, em 1997, milhares de pessoas que se diziam jornalistas passaram a opinar em seu esporte. E pior, alguns sem saber nada sobre o assunto o criticavam a cada derrota, achando que tênis era igual a futebol. Quando vencia era idolatrado. Quando perdia, execrado. Bobagens.

Gustavo Kuerten superou a tal desconfiança e a pressão por cada vez mais vitórias na quadra, na raça, amadurecendo. Depois de vencer o Grand Slam francês mais duas vezes em 2000 e 2001, se tornando o número 1 do mundo após a conquista da Masters Cup 2000 (a Copa do Mundo do tênis), o surfista começou a penar.

As derrotas, após o US Open 2001, vieram. E vieram aos montes. Foram 9 em 10 jogos no fim da mesma temporada, o que culminou com a perda da liderança do ranking para o jovem australiano Lleyton Hewitt. Sinais de contusão.

Nova fase para o tenista. Guga passou a lutar contra si mesmo, e após inicio de temporada pífia em 2002, apelou para a temida cirurgia no quadril. As dificuldades chegaram ao clímax e Kuerten pode ter pensado em abandonar a carreira. O que ainda lhe motivava, depois de ter chegado ao ápice do esporte.? No tênis, esporte de muita pressão, é corriqueiro ocorrer aposentadorias precoces, seja devido as severas contusões, seja a cansaço mental, seja ter por ter alcançado a fama muito jovem. Esses foram os casos da suíça Martina Hingis, campeã de um Grand Slam com apenas 16 anos e aposentada aos 24. Caso também do chileno Marcelo Rios, que abandonou o esporte antes também de chegar aos 30.

Gustavo voltou meses antes do prazo estipulado para sua recuperação. As dores não desapareceram e ele não conseguia mais voltar a ser o mesmo. Derrotas em primeiras rodadas dos mais diversos torneios passaram a ser corriqueiras. Conseguir se manter a semana inteira numa mesma cidade, no mesmo torneio, passou a ser fato raro.

Decepções e mais decepções. Guga mesmo assim não era um tenista qualquer. Mesmo com as dificuldades, conseguia manter-se entre os 20 melhores tenistas do mundo, o que não é de modo algum fácil de alcançar. É só perguntar para Flávio Saretta, para Ricardo Mello, para Fernando Meligeni, brasileiros que nunca alçaram vôo tão alto.

Veio 2003 e a esperança ressurgiu. Título logo no primeiro torneio do ano, em Auckland e chegada a uma final de Masters Series, em Indian Wells. Perdeu a final de maneira facílima para Hewitt. Mesmo assim, era um grande feito. Parecia que Guga despontaria novamente. Ledo engano. Veio Roland Garros e o tenista não conseguia mais passar das oitavas, sendo eliminado nessa fase no mesmo ano. Claro que acabou não conseguindo se classificar para a Masters Cup, que só reúne os 8 melhores classificados no Ranking de Entradas, mas ainda assim se mantinha entre os cabeças-de-chave das maiores competições.

Depois de um início de 2004 deprimente, boa campanha em Roland Garros no meio do ano, batendo o número 1 do mundo Roger Federer por incríveis 3 sets a 0 e derrota apenas nas quartas-de-finais. Mesmo com ninguém esperando tal feito, era uma grande chance para o tetra-campeonato em Paris, mas a lesão não permitiu novamente. Kuerten voltou a sentir. Chegando à temporada de quadras rápidas, ele não conseguiu resistir e as derrotas vieram à tona novamente, como na eliminação vexatória na primeira rodada do US Open. Nessa época, o tenista aparecia mais fora da quadra do que dentro, pois tinha liderado o boicote ao presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Nelson Nastás, que resultou no boicote de todos os principais jogadores à Copa Davis, competição em que os tenistas jogam por equipes, defendendo as cores de seus países. Novamente, Guga podia ficar ali parado, tranqüilamente, pois já era tenista formado, já tinha muito dinheiro no banco, enfim, já tinha a vida ganha. Mas não, ele preferiu lutar por melhorias na estrutura geral de seu esporte no Brasil, pensando sempre na formação de novos talentos. Esse feito seria comparável a se um grande jogador de futebol brasileiro, como Ronaldo, decidisse boicotar a Seleção Brasileira até o presidente da CBF Ricardo Teixeira resolvesse abandonar o cargo. Está provada aí a grande importância do tenista, também na política.

O resultado provou ao brasileiro que talento ele ainda tinha para competir de igual pra igual com os melhores do mundo, porém faltava condições físicas. Com isso, Guga foi consultar um cirurgião americano pensando em nova cirurgia no quadril. A resposta foi boa e o tenista partiu novamente para o desafio de “entrar na faca”. Ele podia ficar tranqüilamente rondando a zona dos 30 melhores do mundo, ganhando seu dinheirinho, chegando a semifinais, a quartas, mas não. Guga queria mais, queria tentar voltar a ser o que era antes.

A cirurgia, realizada no fim de 2004, prejudicou todo o corrente ano de 2005. Dessa vez, Guga não apressou seu retorno, que só ocorreu às vésperas de seu torneio predileto, Roland Garros. De imediato, Guga sofreu com a já esperada falta de ritmo e foi obrigado a ver sua pior participação no torneio parisiense, perdendo na primeira rodada. Então Guga, ainda em fase de recuperação, preferiu se dedicar aos treinamentos, à fisioterapia, e disputar menos torneios, terminando o ano sem títulos, fato inédito na carreira do tenista, desde sua explosão.

Hoje, Kuerten continua tentando ser aquele tenista campeão, aquela certeza de alegria ao povo brasileiro sempre que entra na quadra, aquele manezinho desleixado e despreocupado, de bem com a vida, de riso fácil, que cativa as crianças (e os adultos também!), enfim, aquele campeão que o Brasil todo se acostumou a ver.

O treinamento é duro. O caminho, cheio de obstáculos, mas Guga, que inclusive desmanchou seu "casamento" com o técnico que o guiava desde os 15 anos de idade, Larri Passos, espera passá-los por eles com muita dedicação e força de vontade. Senão, de que valeria a pena duas cirurgias, mudança de treinador, confusão na política, tudo o que Gustavo Kuerten passou nos difíceis tempos de recuperação. A volta por cima é difícil, mas o campeão quer provar a todos, e a si mesmo, que é possível voltar a vencer no mundo do tênis. Voltar a sorrir. Em todo caso, Guga tem crédito.

Coluna também publicada no site voleio.com - O seu esporte em pauta.

terça-feira, novembro 29, 2005

Campeonato Brasileiro 2005 - Destaques da 41ª rodada!

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Rubens Junior

Voltei mais uma vez para falar da 41ª rodada do Brasilieirão 2005. Mas agora venho falar sobre os destaques da rodada, que foi decisiva:

Santos e Botafogo fizeram um jogo fraco, em que a equipe da Vila ganhou por 2x1. Neste jogo o fato marcante foi a atitude do 4º árbitro Romildo Correa. Pois o mesmo entrou em campo aos 25 minutos do segundo tempo, retirou seu uniforme de árbitro, o estendeu no gramado e foi em direção ao vestiário. Curiosidade que na camiseta debaixo do uniforme havia a seguinte mensagem: "Romildo: inocente, mas punido" e "CBF e FPF: chega".

Em um jogo drámatico onde houve expulsão de técnico, pênalti, lesão de goleiro, ou seja, lances não muito normais no futebol, o Internacional venceu o Palmeiras por 2x1 no Beira-Rio e continua na briga pelo título. A equipe paulista mesmo com a derrota ainda tem grandes chances de ir para a Libertadores 2006.

O Paraná bateu o Cruzeiro por 2x0 e as duas equipes já estão garantidas na Sul-Americana 2006.

Em um jogo de equipes totalmente desesperadas, São Caetano e Coritiba ficaram no 1x1 e deixaram pra decidir quem cai apenas na última rodada.

O Fortaleza não decepcionou sua torcida que lotou o Castelão e venceu o São Paulo por 1x0, assim entrando na zona de classificação pra Sul-Americana.

O Mengão se mantém mais uma rodada invicto. Mas também não conseguiu vencer o Goiás. O jogo ficou no 0x0, e com este resultado os Esmeraldinos garantiram a classificação para a Libertadores 2006 e o Flamengo não corre mais nenhum tipo de risco em disputar a Série B do ano que vem.

O Furacão enterrou de vez o Paysandu. Com o resultado de 3x2 para a equipe paranaense o Papão foi rebaixado.

O Flu mostrou realmente estar "pipocando" na reta final e perdeu mais uma. O felizardo foi o competente Juventude que, depois de estar perdendo de 1x0, virou o jogo para 2x1 e venceu a partida. Com o resultado o Fluminense pode deixar escapar a vaga na Libertadores se perder para o Palmeiras na última rodada.

O Galo mesmo ficando no 0x0 com o Vasco foi pra panela, e ano que vem irá disputar a Segundona.

Em outro jogo para corações fortes, Corinthians e Ponte Preta fizeram um belo duelo. O Corinhians viveu na partida dois momentos totalmente distintos, pois começou perdendo para a Macaca e 2 minutos depois o Internacional marcou contra o Palmeiras, com este resultado a diferença entre líder e vice iria ficar apenas no saldo de gols, mas logo depois o Timão empatou e seu grande rival Alvi-verde tambem igualou em Porto Alegre. Perto do final da partida o Corinthians teve seu momento de campeão, pois fez 2x1 e logo após fez o 3º com Carlos Alberto, e este resultado fazia do Corinthians campeão pois o Inter ainda só empatava no Beira-Rio, mas este sentimento de título só durou 3 minutos, porque Rentería acabou marcando o gol da vitória para os Colorados contra o Palmeiras adioando a festa corintiana. Com os resultados a ponta de cima da tabela permaneceu a mesma e na última rodada o Timão enfrenta o Goiás em Goiânia precisando apenas empatar. Já a Ponte se complicou e se não empatar ao menos na próxima rodada, pode vir a ser rebaixada dependendo de outros resultados.

Edmundo mais uma vez em participação notável fez um golaço ajudou o Figueirense a se manter fora da zona da morte e ainda colaborou com o rebaixamento do Brasiliense. O clube de Marcelinho Carioca, com a derrota de 2x0 para o Figueira, é mais um rebaixado da rodada.

Bom galera em mais outra rodada cheia de gols, lances polêmicos e árbitros aparecendo novamente, ainda não foi definido o campeão 2005, mas já desobrimos 3 equipes rebaixadas, Brasiliense, Atlético-MG e Paysandu. Agradeço pela colaboração gente, continuem com este apoio que estão nos dando. Abraços!

segunda-feira, novembro 28, 2005

Série B: e o impossível aconteceu

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Pedro Galindo

Neste sábado, a rodada da série B terminou de forma emocionante. Com a classificação de Santa Cruz e Grêmio para a Primeira Divisão de 2006, o campeonato terminou de forma justa, apesar da incrível rodada final.

No Arruda, o Santa Cruz venceu a Portuguesa, de virada, por 2x1. Todos os gols saíram no primeiro tempo, com Cléber marcando primeiro para a Lusa, de pênalti, e Reinaldo descontando duas vezes para o tricolor, tornando-se assim o artilheiro isolado do certame. Uma vitória merecida para a “cobra coral”, que foi, sem sombra de dúvidas, a melhor equipe durante todo o torneio. Merecia, inclusive, ter ficado com o título, mas graças ao seu “rival” Náutico, não conseguiu. A Lusa levou perigo em alguns lances, por isso o Santinha precisou contar com defesas incríveis do bom goleiro Cléber.
O Tricolor Pernambucano tem história na Primeirona, tendo permanecido lá por muito tempo, quando na década de 80 começou a “farrapar”, sendo rebaixado algumas vezes. Na esfera nordestina, é uma grande equipe, uma das maiores do Nordeste, mas nacionalmente ainda tem que provar muita coisa. O time fez algumas excelentes campanhas na década de 70, chegando a ser terceiro lugar do Brasileirão. Para se manter na elite em 2007, o Santa precisa se estruturar, pois está numa complicada situação financeira, chegando inclusive a ter sérios problemas de atraso de salários esse ano. Mas aos poucos essa situação se resolve, e o tricolor espera se firmar na Série A por um bom tempo.

No outro jogo da rodada, nos Aflitos, o que parecia que nunca aconteceria surpreendentemente aconteceu. O Grêmio conseguiu uma vitória dramática sobre o Náutico, com três jogadores a menos e dois pênaltis perdidos pela equipe pernambucana. O gol foi do garoto Anderson, que fez sua última partida pelo tricolor gaúcho. Ele está indo para o Porto, agora no final do ano. Bruno Carvalho e Ademar desperdiçaram as cobranças pelo Timbu.
O jogo foi, como previsto, muito equilibrado. O Grêmio veio a Recife para se defender, e o fez com bastante tranqüilidade. O máximo que conseguia fazer era atacar através de jogadas aéreas, como de costume. Já o Náutico não conseguiu atacar com serenidade, desperdiçando as poucas chances que teve. A arbitragem também atrapalhou o clima do jogo, com uma atuação confusa do juiz Djalma Beltrami, marcando um pênalti duvidoso sobre Paulo Matos e um inexistente, uma bola na mão do lateral Patrício. Mas mesmo depois de toda a confusão, o Tricolor conseguiu reagir e fazer o gol do título.
O time de mais tradição na série B conseguiu subir, “aos trancos e barrancos”. Depois de um começo tumultuado, a equipe gaúcha conseguiu render o esperado (ou pelo menos o suficiente) para alcançar o acesso. Agora que vai jogar a Série A de 2006, o time espera voltar a ser o Grêmio que todo o Brasil está acostumado a ver, um time de chegada, candidato aos títulos e fazedor de boas campanhas. Mas para isso precisa se reforçar, pois o time atual não tem nível para jogar um campeonato como a Primeira Divisão.

Chegou ao fim um grande campeonato, uma Série B como nunca se viu antes: muitos times de tradição, algumas boas equipes e uma enorme quantidade de bons jogadores, como Anderson, Celsinho, Carlinhos Bala, Rosembrick, Wando e muitos outros que conseguiram se destacar e hoje já jogam na elite. Só fica a torcida para que no ano que vem o torneio tenha o mesmo nível do campeonato desse ano.

sábado, novembro 26, 2005

Campeonato Brasileiro 2005 - 41ª rodada/Segundona: As Finais!

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Rubens Junior/Pedro Galindo

E aí galera, estou novamente aqui. Hoje venho falar sobre mais uma rodada decisiva do campeonato nacional, isso vale para a primeira e a segunda dívisão.
No sábado acontece a última rodada e decisiva da Segundona. Para este comentário contamos com a presença de novo companheiro, o Pedro Galindo, que escreveu uma matéria sobre esta decisão.

O quadrangular está altamente competitivo: Grêmio na liderança, invicto e com 9 pontos, O Tricolor pernambucano, o Santa Cruz, vem logo atrás, com 7 pontos, seguido de Náutico (6 pontos) e da Lusa, que tem 5 pontos. Todos só dependem de si mesmo para alcançar a promoção, com exceção da Portuguesa, que precisa vencer seu jogo caso o Timbu também vença.
As decisões ocorrerão todas em Recife. O alvirrubro enfrenta o tricolor gaúcho, nos Aflitos, com o time praticamente completo, à exceção do zagueiro Marcelo Ramos, um dos destaques da equipe no campeonato. Quem o substitui é Tuca. O treinador alvirrubro Roberto Cavalo ainda espera contar com o lateral Ademar, que se recupera de uma lesão. O Grêmio conta com o time completo para a partida. Já o Santa joga contra a Portuguesa, no Arruda, com todos os jogadores à disposição do técnico Givanildo Oliveira. O time paulista não contará com o lateral Maurício, que está lesionado. Os jogadores Rafael Toledo e Rodrigo Pontes, que foram julgados pelo STJD, foram absolvidos.
O jogo mais parelho parece ser nos Aflitos, entre Náutico e Grêmio. Só a vitória ajuda o time pernambucano, e a equipe conta ainda com uma responsabilidade enorme: faz boas campanhas na série B há vários anos – com algumas exceções – e nunca consegue o acesso, ou como dizem, “morre na praia”. No estádio tricolor, não é possível ver muita chance da Portuguesa sair com uma vitória: o Santinha está quase atingindo a incrível marca de um ano e meio sem derrotas em casa. O consenso geral é que o tricolor tem muita chance de sair de campo com a vaga na série A de 2006 garantida.


Agora, já voltando para a Primeira Divisão, eu, Rubens, volto a comentar. Neste domingo em rodada única, a Série A pode conhecer seu novo campeão, e alguns clubes podem estar dando adeus à elite nacional.
Santos e Botafogo duas equipes sem muito o que fazer no nacional, e virtualmente classificados para a Sul-Americana, podem vir a fazer um jogo fraco.
O Palmeiras vai a Porto Alegre, e luta por uma vaga na Libertadores. Já o Internacional, único clube que ainda pode alcançar o líder Corinthians e já classificado para a competição, sonha com uma vitória para continuar na caminhada buscando à ponta da tabela. Um jogo onde tudo pode acontecer.

Paraná e Cruzeiro, já classificados para a Copa Sul-Americana, jogam no Pinheirão, e não prometem um jogo muito brigado.

Em situações complicadas São Caetano e Coritiba jogam no ABC, as equipes que lutam para permanecer na Primeirona, e só a vitória interessa. Com uma derrota do Coxa e uma vitória do Figueirense no duelo contra o Brasiliense, o time de Curitiba já estará rebaixado.

Fortaleza e São Paulo se enfrentam e a vaga na Sul-Americana é o interesse: um jogo díficil.

O Goiás vai a o Rio e busca uma vitória para selar sua classificação à Libertadores; já o Flamengo, embalado por 7 jogos sem saber o que é derrota, deixou de lado os ríscos de ser rebaixado e agora luta por uma vaga na Sul-Americana.

O Furacão vai com tudo pra cima do Paysandu. Com uma vitória do Atlético-PR o Papão estará rebaixado.

O Flu enfrenta ao Juventude no Rio de Janeiro e quer uma vitória para se manter na zona de classificação para a Libertadores 2006. A equipe da Serra gaúcha ainda sonha com a Sul-Americana: só a vitória interessa.

O Atlético-MG enfrenta o Vasco e uma possível vitória da equipe mineira a deixa ainda sonhando em se livrar da forca. Agora, se o resultado for posíitivo para a equipe carioca, o Galo literalmente vai para a panela, assim sendo rebaixado.
Depois de muitas polêmicas no meio de semana, Corinthians e Ponte se enfrentarão no estádio do Morumbi. A Ponte Preta, depois de demitir o técnico Estevam Soares, e anunciar jogar com a equipe reserva no clássico, voltou atrás em relação à escalação e agora vai com força máxima para cima do Timão. Já o Corinthians líder da competição, e já podendo ser campeão nesta rodada (com uma possível vitória e um tropeço da equipe do Internacional), vive um inferno astral nos bastidores, mas mesmo assim promete jogar e dar alegria ao seu torcedor.

Em mais um jogo de desesperados, o Figueirense de Edmundo, vai à capítal do pais enfretar o Brasiliense. Com a vitória, o Figueira enterra o time de Marcelinho, mas se a derrota vir a acontecer, a equipe catarinense, pode se prejudicar e muito, até mesmo voltando à zona da morte.

Galera, mais uma vez venho agradecer vocês que fazem o blog seguir na luta, e hoje também, agradeço ao amigo Pedro, que colaborou com está matéria sobre a segunda dívisão. Muito obrigado a todos, e continuem nos visitando e divulgando o blog pois precisamos e muito disto.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Futebol Europeu: Real Madrid, a bomba-relógio...

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Jackson de Paula

Depois da derrota por 3 a 0 diante do seu arqui-rival Barcelona no clássico espanhol, o Real Madrid se transformou em uma verdadeira bomba-relógio.
Pois bem, a chance de se redimir diante da torcida seria através da Copa dos Campeões e mais uma vez a equipe madrilenha decepcionou; Um empate amargo com o Lyon em 1 a 1.
Apesar da classificação à próxima fase e a 4ª posição no Nacional, torcedores e dirigentes estão insatisfeitos com a atual situação em que vive o clube.
Luxemburgo e seu “pupilo” Robinho foram vaiados durante o confronto com o Lyon e a competência do técnico brasileiro está sendo colocada em xeque a cada partida.
É visível que o treinador tem um currículo recheado de títulos, dentre eles as 5 conquistas do Campeonato Brasileiro em 12 participações como técnico, média de quase 1 título a cada 2 edições. Porém Vanderlei ainda não decolou na atual conjuntura, dizem as más línguas que uma derrota no próximo confronto pelo Nacional, diante da Real Sociedad, pode ser o ponto final da sua passagem por Madri. Os indícios são fortes, diários espanhóis como As e Marca já anunciam uma possível queda do técnico brasileiro.
Em sua versão on-line, o As publicou a seguinte manchete: “Luxa, em alerta”; Já o Marca diz: “O Bernabéu explode contra Luxemburgo”. E vai além, promovendo uma enquete para o suposto substituto de Vanderlei Luxemburgo. O favorito da torcida merengue seria Vicente Del Bosque, que já comandou a equipe de Madri.
Realmente Luxa está com a corda no pescoço...
O futuro dele no Real Madrid? Quem viver, verá!

Confira abaixo os principais jogos dos campeonatos europeus:

- Campeonato Alemão

26/11/2005 (sáb) - Bayer Leverkusen x Hamburgo
26/11/2005 (sáb) - Bayern Munique x Mainz 05
26/11/2005 (sáb) - Schalke 04 x Werder Bremen

- Campeonato Espanhol

27/11/2005 (dom) - Osasuna x Alavés
27/11/2005 (dom) - Real Sociedad x Real Madrid
27/11/2005 (dom) - Barcelona x Racing Santander

- Campeonato Inglês

26/11/2005 (sáb) - Arsenal x Blackburn
26/11/2005 (sáb) - Man. City x Liverpool
26/11/2005 (sáb) - Portsmouth x Chelsea
27/11/2005 (dom) - West Ham x Man. United

- Campeonato Italiano

26/11/2005 (sáb) - Milan x Lecce
27/11/2005 (dom) - Juventus x Treviso
27/11/2005 (dom) - Messina x Internazionale
27/11/2005 (dom) - Roma x Fiorentina

quarta-feira, novembro 23, 2005

O Futebol Grego

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Christian Avgoustopoulos

Olá amigos do "Fanáticos por Copa"! Sou Christian Avgoustopoulos e essa é minha 1ª coluna no blog. Confesso que uma certa ansiedade tem batido em mim até o dia em que este texto for lido por voces.

Bom, inicio minha "carreira bloguistica" falando sobre o futebol na terra dos Deuses, o futebol grego.

Quando falamos em Grécia, podemos associar vários fatores e termos que fazem parte de nosso cotidiano, como por exemplo, política, filosofia, matemática, arte, arquitetura, turismo, olimpíadas...enfim, diversos tópicos que tiveram uma contribuição dos gregos para sua formação e evolução ao longo da história.

Mas quando o assunto é futebol, imagino que seja difícil para todos associarem o esporte bretão com os gregos, e mais difícil ainda devia ter sido antes da Conquista da UEFA Euro 2004.

De fato, o esporte popular da Grécia não era o futebol, e sim o basquete, onde a seleção grega é uma das favoritas aos títulos, e tem grande tradição com seus clubes. Panathinaikos e Olympiakos já venceram a liga européia de basquete de clubes, assim como a seleção nacional, atual campeã européia. Atualmente, pode-se dizer que os 2 esportes se equivalem na preferencia nacional.

Antes da conquista da Euro, os gregos jamais haviam ganho uma partida em fases finais de torneios (Copas e Eurocopas), tendo apenas 1 participação em cada uma, sendo uma na Eurocopa de 1980, e uma na Copa do Mundo de 1994, onde a seleção Grega decepcionou. Havia sido a primeira classificada européia para a Copa nos EUA, mas após um fraco planejamento e até mesmo um descaso por parte da comissão técnica e dos atletas do técnico Alketas Panagoulias levaram a Grécia a uma campanha infeliz.

Porém, se a seleção não havia atingido muita tradição, seus clubes deram um destaque um pouco maior para o futebol helênico no cenário europeu, principalmente por intermédio do Panathinaikos FC. O time verde e branco de Atenas, comandado por nada menos que o lendário Ferenc Puskas, conseguiu a façanha de participar da final da Copa Européia em 1971, frente ao Ajax, em Wembley, onde eram disputadas as finais da principal competição européia na Época. Nessa ocasião, o Ajax sagrou-se campeão ao bater o Panathinaikos por 2x0. O mesmo Panathinaikos também chegou a 2 semifinais do campeonato europeu (atual UEFA Champions League), em 1984 e em 1996, e a uma Semifinal na Copa UEFA em 1987.

É também interessante falar que o Alpha Ethniki (nome da 1ª divisão do Campeonato Grego) está bem cotado pela UEFA e é considerado o 8º melhor campeonato da Europa, apenas atras dos gigantes campeonatos da Espanha, Itália, Inglaterra, Alemanha, além dos nacionais da França, Portugal e Holanda.

Já nos domínios internos, curiosamente, o time com mais conquistas é o Olympiakos FC, de Pireus, cidade portuária da Grécia, vizinha a Atenas. Ao longo dos 78 anos de campeonatos gregos, o Olympiakos conquistou o título 33 vezes, seguido pelo Panathinaikos com 19 títulos e pelo AEK, de Atenas, com 11 conquistas nacionais.

Porém, neste século, os deuses permitiriam aos gregos escreverem um importantíssimo capítulo na história do futebol mundial. A seleção comandada pelo alemão Otto Rehhagel contrariou todas as expectativas e previsões dos mais entendidos do esporte ao sagrar-se campeã européia, em sua 2ª participação no torneio continental. Já na fase de qualificação, a seleção grega já era apontada como uma grata surpresa ao esporte, deixando para trás a Espanha, cabeça de chave do grupo, na repescagem e a atual sensação européia, a Ucrânia, no 3º. lugar.
Na fase final do torneio, os helênicos não se contentaram com a histórica classificação, e foram eliminando vários favoritos durante o torneio, como Espanha (eliminada na fase de grupos), França (a antiga campeã européia), Rep. Checa e o anfitrião do torneio, Portugal, inclusive derrotando-o pela segunda vez na competição e levantando o caneco no campo do adversário.

Talvez essa tenha sido a melhor oportunidade para os gregos organizarem ainda melhor seu campeonato interno e tentar elevá-lo ao nível dos maiores da Europa, o que infelizmente não foi aproveitado da melhor maneira possível.

A Grécia também sofreu dificuldades no grupo de qualificação para a Copa de 2006, e não conseguiu bater seus oponentes, num dos grupos que foi considerado como um dos mais difíceis da competição, onde brigavam por 1,5 vaga Ucrânia, Turquia, Dinamarca e Grécia, Juntamente com Albânia, Geórgia e Casaquistão. Os atuais campeões europeus não estarão na Copa de 2006, o que infelizmente não consegue consolidá-los como uma seleção da elite européia.

É possivel que a conquista européia tenha sido uma meta alcançada mais rapidamente do que o esperado, levando uma maior pressão para os jogos da seleção grega. Mas apesar disso tudo é possivel observar que a Grecia vai tendo evoluções sensiveis, e se houver um bom trabalho da federação junto aos clubes, o futebol em solo helênico tem tudo para equivaler-se ao nível das mais tradicionais federações e seleções do velho continente.

terça-feira, novembro 22, 2005

Campeonato Brasileiro 2005 - Destaques da 40ª rodada

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Rubens Junior

Hoje venho falar dos destaques desta marcante 40ª rodada:

A rodada que teve seu início sábado, com 3 partidas, a primeira entre São Paulo e Figueirense, mostrou que mesmo a equipe paulista, não tendo o que fazer no campeonato consegue alguns resultados bons. Com a derrota o time catarinense, se complica e fica só a 2 pontos da zona de rebaixamento. São Paulo 4x2 Figueirense.

O Goiás, vai ao Sul e perde! Os Esmeraldinos foram até a Serra gaúcha e perderam de 2x1 para o Juventude, com este resultado a equipe goiana, põe em jogo sua vaga na Copa Libertadores que já perecia estar como certa.

No último jogo do sábado o Brasiliense, mostra que é um time de altos e baixos, e desta vez vence o Santos por 1x0. Com a derrota a equipe da Vila, vê a queda do técnico Nelsinho Baptista. A equipe da capítal do pais ainda sonha em permanecer na primeira dívisão.
Já no domingo mais 8 jogos encerraram a rodada.

No final! O Flamengo imbátivel, venceu mais uma e já acumula 7 jogos invícto. O Paraná, que com a derrota ainda se mantém na zona de clássificação para a Copa Sul-Americana. Paraná 0x1 Flamengo.

O Vasco com dois gols de Romário goleia o Papão. Com o resultado de 4x0 para o time do técnico Renato Gaúcho, o Paysandu, é um virtual rebaixado, com 98% de chances de cair.
Atlético-PR empata com São Caetano e deixa em risco a vida da equipe do ABC que ainda pode vir a cair. Atlético-PR 2x2 São Caetano.

Em um dos jogos mais feios da competição, o Atlético-MG resptira, e sufoca o Coritiba, que parece ser mais um destes virtuais rebaixados. Atlético-MG 1x0 Coritiba.

"E, além dos atacantes Tevez e Rafael Sóbis, Márcio Rezende de Freitas foi determinante no resultado." Isto mesmo, no jogo onde todos esperavam ser o mais belo do campeonato entre Corinthinas e Internacional, houve um protagonista que nos últimos tempos tem aparecido muito, e complicando os grandes espetáculos. Desta vez os líder e vice-líder do campeonato travavam um belo duelo com gols de Tevez no primeiro tempo para a equipe paulista, e Rafael Sóbis no começo da segunda etapa para o colorado, mas foi então, no decorrer da segunda etapa, que ocorreu o fato lamentável do jogo, o juíz Márcio Rezende de Freitas cometeu dois erros em apenas um lance, não marcando um pênalti que o goleiro Fabio Costa cometeu em cima de Tinga e ainda punindo o jogador colorado com o segundo cartão amarelo, o que acabou gerando a expulsão do jogador. Com o ocorrido a equipe colorada saiu de campo prejudicada. Mas mesmo com este acontecimento trágico e que irá ficar na história, foi um belo jogo explicando bem o porque da posição das equipes na competição. O jogo terminou com o placar de 1x1.

O Verdão goleia fora de casa, e continua sonhando com a Libertadores. A Ponte Preta com a derrota ainda corre riscos de rebaixamento. Ponte Preta 2x6 Palmeiras.

O Fluminense "pipoca", e na reta final pode deixar escapar a vaga para a Libertadores 2006. O Fortaleza que nada tem a ver com isto estabelece o placar de 5x1 e continua vivo na briga para ir a Sul-Americana.

Cruzeiro vai até o rio já clássificado para a copa Sul-Americana e perde para o Botafogo por 2x1. A equipe carioca ainda continua na luta por uma vaga na competição.

Bom galera, está foi mais uma rodada deste maravilhoso campeonato que vem perdendo seu brilho por pessoas que nem na bola tocam. Mas é isto, com belos gols, lances lindos, goleadas, erros de arbitragem o campeonato segue indefinido e Corinthians ou Internacional são os únicos que ainda podem colocar a mão na taça. Agradeço vocês leitores por estarem fazendo do blog um sucesso, espero estar retribuindo com boas matérias. Obrigado novamente, em meu nome e de meus colegas de blog.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Cada vez mais cedo

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Henrique Moretti

E mais um jovem jogador brasileiro está deixando o país. O atacante Celsinho, de apenas 17 anos, da Portuguesa de Desportos, deve se transferir para o Lokomotiv Moscou, da Rússia, no ínicio do ano que vem. As bases salariais já estariam acertadas, segundo o próprio atleta, e a proposta final chegaria a 7 milhões de reais, o que totalizaria nem 3 milhões de dólares, ou seja, praticamente uma mixaria.
A situação do futebol brasileiro se caracteriza cada vem mais calamitosa. Se antes os atletas costumavam sair, já cedo, com 20 anos, agora piorou. Celsinho nem maior de idade ainda é e já vai trocar seu país de origem pela gelada Moscou. Literalmente, parece ser uma fria.
Ele é mais um desses jogadores promissores, que brotam aos montes nos campos por Brasil afora. Acabou sendo vice-campeão do Mundial sub-17 esse ano no Perú, e vai embora sem ao menos disputar uma edição da Série A do Campeonato Nacional. No começo do ano, era mero reserva da equipe juníores da Lusa na Copa São Paulo, e chegará à Rússia sem saber o que é enfrentar um Corinthians, um São Paulo, um Flamengo.
Junta-se a ele o garoto dos mesmos 17 anos Anderson, do Grêmio, que também disputa a Série B do Brasileirão. Explodiu no Campeonato Gaúcho de 2005, foi comprado por um grupo de investidores portugueses por 10 milhões de dólares, uma bolada, e será cedido ao FC Porto em 2006. O meia, maior revelação gremista desde Ronaldinho Gaúcho, também sairá antes de completar a maioridade.
Com a debandada, cada vez mais nos acostumamos a ver nossos craques desfilando sua arte em gramados europeus. E mais: alguns atletas, como Thiago Motta e Deco, despontam na Europa praticamente sem ter passado pelo país de origem. Para se ter uma idéia, hoje, do grupo de 23 jogadores que o técnico Carlos Alberto Parreira deve levar à Copa do Mundo de 2006, apenas 3 jogam no Brasil. Ver Kaká no São Paulo, Adriano no Flamengo, Ronaldo no Cruzeiro, Robinho no Santos, todos disputando um grande Campeonato Brasileiro, e juntos, torna-se uma utopia praticamente impossível de ser alcançada.
E ainda tem Jô, Rafael Sóbis, Rosinei e companhia, jogadores ainda sub-23 que apostam nos dólares e rumam ao Velho Continente aos montes, deixando tudo pra trás e sem hora determinada para voltar. O pior é quando o destino é o mesmo de Celsinho, a Rússia, ou outros países do Leste Europeu, como a Ucrânia. A situação exportadora do Brasil, que na época das saídas Romário e Cafu já era apressada, hoje se dá ainda mais prematura. E deixa órfãos os clubes e os amantes do futebol canarinho.